Pico do Jaraguá

Por , 27 de novembro de 2016 22:39

Já que ficarei o mês todo em São Paulo, estou aproveitando algumas horas e fins de semana com o tempo livre e conhecendo alguns lugares por aqui.

Hoje sai para conhecer o Pico do Jaraguá, que fica a mais ou menos 25km de São Paulo que segundo o wikipedia tem 1135 metros de altitude e é o ponto mais alto do município.

Alguns pontos interessantes antes de começar, geralmente temos uma ideia que em São Paulo o trânsito e implacável e portanto seria impraticável pedalar por aqui, mas na verdade é o contrario disso, além das várias ciclovias e ciclofaixas que existem aqui, quando se está pedalando na via que não tem a ciclovia/ciclofaixa os motoristas respeitam muito os pedalantes e olha que são muitos ciclistas aqui em SP, gente de tudo que tipo usando suas bikes, hoje como era domingo o povo sai em massa para as ruas.

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Meta do dia

Meta do dia

A meta era subir o pico do Jaraguá seguindo pela rodovia Bandeirante, o surpresa foi encontrar um acostamento bem largo e asfalto igual a um tapete, outra coisa que notei foi a presença de policiais militares ao longo da rodovia próximo a São Paulo. Muitos ciclistas também usam essa rodovia, não tinha tantos como na 277 em Curitiba mas tinha uma quantidade considerável. Segui na rodovia ate o pedágio (não tinha SAU para um café) e fiz o retorno e voltei ate a encontrar a entrada para o Pico, logo no inicio meu pneu estava furado, achei meio estranho, pois utilizo dois pneus, ao remover a câmara e inspecionar o pneu encontrei 7 arrames encravados, a rodovia apesar de ser um tapete é bem suja.

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Novamente muita gente neste lugar subindo e descendo, de bicicleta, a pé, correndo enfim, o pessoal realmente aproveita os espaços públicos aqui. Ah! sem capacete não sobe. Tem uns caras que ficam de moto monitorando a subida e barram quem está sem.

A subida tem uns 5 km com media de 8% na parte final chega a 13%. Subia concluída com um sol forte e pouco vento, o visual de São Paulo do mirante é muito bacana, fechei o pedal com 85 km e mais uma subida boa concluida.

Done

Done

Serra do Rio do Rastro

Por , 19 de julho de 2016 22:46

No final de 2014 estive nesta serra do Rio do Rastro, porém, foi uma passada rápida onde desci e subi fazendo somente a parte do concreto. Alguns dias a trás surgiu a ideia de ir pedalar lá novamente só que agora com mais tempo. Aproveitamos as minhas férias e do Luiz, convidamos o Arce e o André também de férias e saímos numa sexta feira a tarde para Lauro Muller.

A cidade não conta com muitas opções, para salvar a janta, o Arce tinha achado uma cervejaria, a Lohn Bier que fica na entrada de Lauro Muller e com um ambiente gostoso e uma cerveja IPA excelente, degustamos uma hamburger estilo gourmet.

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A ideia dessa vez era subir e depois descer e escolhemos Lauro Muller para passar a noite e iniciar sábado cedo. Achamos a pousada Beira Rio na internet que deixou muito a desejar, depois de uma noite meio mau dormida tivemos que tomar um café da manhã em uma panificadora que não aceita débito.

Nos reunimos as 07:00 na frente da pausada e saímos em direção a serra do Rio do Rastro e para minha surpresa, logo ao deixar o centro de Lauro Muller encontramos algumas boas subidas e para meu desespero as blusas a mais que eu tinha colocado para encarar o frio do inverno da região serrana de Santa Catarina já se mostravam quentes demais. O gráfico altimétrico indica que realmente só sobe saindo de Lauro Muller, mas a subida começa mesmo logo após passar um lugar chamado Guatá.

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Acertamos no dia, apesar do frio logo cedo o dia amanheceu com poucas nuvens e uma bela luz nas montanhas, o grupeto seguiu junto até o inicio do concreto, onde eu e o André paramos para tirar as blusas, o Luiz e o Arce seguiram sem parar e fomos nos ver novamente só no mirante.

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No mirante todos reunidos para algumas fotos da vista da estrada serpentinosa que tínhamos acabado de subir, após apreciar um chocolate quente, iniciamos o retorno. A descida na parte de concreto é bem travada e segurar uma bike road com curvas fechadas ali é um pouco complicado, já na parte do asfalto o a descida fica mais solta a sensação é que descemos em 10 minutos.

Capivari Menor (Morro da Antena)

Por , 12 de julho de 2016 23:52

O mês começou bem, iniciamos com uma montanha 74 km distante de São José dos Pinhais, o destino foi o Morro Capivari Menor, também conhecido pelo nome de Morro das Antenas, este faz parte do Pico Capivari Grande.

Sai sozinho de São José pedalando pelo contorno sul até encontrar o Luiz, Arce, Pedro e Formiga na BR 116 as 07:30 da manhã, amanheceu muito frio, já iniciei o pedal com 6 graus e baixou para 4 durante o trajeto. Sem muitos atrasos o pessoal chegou e seguimos em direção a São Paulo pela BR-116, o céu quase sem nuvens proporcionou um visual muito bonito do amanhecer.

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Passando o portal da Estrada da Graciosa para frente eu não conhecia e a partir deste ponto o acostamento fica mais limpo, como estava frio ainda o ritmo foi puxado e assim o corpo se manteve aquecido até chegar no posto que fica no pé do Capivari. Lá paramos para um lanche e últimos ajustes nos trajes antes da subida, eu tirei todas as 3 camadas de blusas que eu estava, pois sabia que ia esquentar e esquentou muito na subida.

Subi com uma relação 39×30 (sim, fomos de estradeira) e foi muito difícil, o trajeto até o topo do morro é todo feito em concreto, porém, tem uns trechos destruídos e com certeza uma MTB é mais aplicada para passar, o Formiga que foi mais sensato e colocou pneus de estrada na sua MTB e assim subiu com maior facilidade.

Após 34 minutos estava no topo do morro Capivari Menor com seus 3,5 km e trechos com mais de 20% de inclinação, o visual estava compensador.

Agora tinha o retorno, descemos com as bikes travas e no pé do morro ficamos esperando o Formiga que furou os dois pneus na descida e acabou descendo a pé e empurrando a bike.

No total foram quase 160 km com 3000 de altimetria, outras fotos no álbum.

Estrada do Capivari

Vista da estrada do Morro Capivari

Luiz, Eu, Formiga, Pedro e Arce

Luiz, Eu, Formiga, Pedro e Arce

Volta da Lapa

Por , 29 de junho de 2016 21:44

A muito tempo este pedal estava em minha lista de pendências, até que enfim neste fim se semana se concretizou, não lembro mais o ano, mas acho que foi em 2009, Gassner e Mildo foram para lá, mas eu acabei afinando por causa do tempo ruim.

Como sempre poucos interessados em realizar esta proeza, pedal longo e com altimetria alta, saímos de São José dos Pinhais eu e o Daniel em direção ao Barigui para encontrar o Luiz e o Arce. Sem muita enrolação partimos pela 277 sentido Campo Largo, antes de completar 10 km do Barigui o Arce furou a primeira vez o pneu dianteiro e foram 3 furos até chegar no Jusita, onde ele abandonou e solicitou resgate, a partir daí, seguimos em 3.

Quase chuva

O tempo estava frio e com bastante nevoeiro que ficou persistente até próximo a Witmarsun, o nevoeiro passou mas o tempo permaneceu frio e com muitas nuvens (Existia a previsão de abrir um sol). A partir de Witmarsun eu não conhecia a estrada e confesso que me surpreendi como as estradas estão muito bem conservadas e o visual muito bonito das planícies.

Foto By Luiz

Foto By Luiz

Apesar de haver algumas subidas fortes depois de São Luiz do Purunã, ao percurso desce bastante até o Rio Iguaçu em Porto Amazonas e depois deste rio o trajeto não dá alivio, é o tempo todo um sobe e desce uma verdadeira montanha russa até chegar na Lapa, neste trecho não tem nada além da cidade de Porto Amazonas onde passamos batido e provavelmente com um posto ou alguma loja para comer algo. Próximo da Lapa estávamos sem aguá e o Daniel quase chamando resgate, por sorte estava tendo uma festa na colônia Johannesdorf e conseguimos nos abastecer com aguá e seguir até a Lapa.

Paisagens de Porto Amazonas

Paisagens de Porto Amazonas

A ideia era fazer um lanche, mas após entrar em um restaurante próximo a estrada não resistimos e acabamos por almoçar ali mesmo, agora mais animado o Daniel resolveu continuar, mas tinha chão ainda para percorrer, mais uns 70km até São José dos Pinhais.

Saindo da Lapa em direção a Contenda tem uma serrinha que acaba no pedágio, a estrada continua muito boa com poucas subidas fortes e o ritmo foi tranquilo até chegarmos na Contenda, depois da Contenta começa um sobe e desce e não para mais, chagando em Araucária a paisagem já muda bastante o céu que já estava meio fechado ficou pior com aquele monte de fumaça das refinarias, a estrada com acostamento permanece muito boa, porém com muita sujeira, mas mesmo assim não tivemos mais furos nos pneus (Arce usou toda a cota).

Chagando no Contorno Sul Eu e o Daniel nos separamos do Luiz e seguimos para São José para fechar os 200km o Luiz seguiu para o Barigui e fechou com 177km. Pedal

Castelhanos

Por , 9 de novembro de 2015 10:28

Após quase 7 anos andando de bike pelas colonias de São José dos Pinhais e outras regiões, finalmente fui até a Colônia Castelhanos, sempre um contra tempo ou outro me impedia de ir até lá. Durante essa semana eu e o Daniel colocamos como meta executar esse pedal, e ir até lá neste fim de semana, nem que chovesse! O Daniel também compartilhava desse peso ciclístico em não conhecer o Castelhanos.

Resolvi fazer o percurso, tradicional ou seja, indo por dentro das Colônias, e depois pela Colônia Roça Velha, passando pelo Morro Redondo e seguindo em frente, peguei o track do Renato Pedaleiro que fez essa aventura lá em 2008, só que ao contrário. Nesta empreitada além do Daniel e eu, foram William Koep, Bianco, Valquíria e Diogo e o Amigo dele Anderson.

Saímos bem cedo, às 06:00 da manhã e a ideia era parar muito pouco, o dia amanheceu agradável e sem chuva, mas com o clarear do dia veio uma garoa e a neblina que ficou o dia todo e atrapalhou o visual dos lugares, a garoa virou chuva próximo do Morro Redondo e chegamos a cogitar o cancelamento e se contentar com o Morro Redondo somente, porém, a chuva parou e resolvemos seguir em frente, Diogo e seu Amigo retornaram embora.

Mantivemos uma passada boa até a bifurcação Usina Guaricana / Chaminé paramos ali para um lanche rápido e seguimos para onde apontava “Chaminé” onde tivemos uma sequência de descidas, mas logo veio as boas subidas tudo na faixa de 18% a 20% de inclinação ou seja, muito pesadas, neste ponto as garoa já estava presente novamente e foi assim até quase o final, a estrada não estava muito ruim, mas como estava muito molhado e com neblina, enxergar era um luxo, passamos a bifurcação da entrada da Colônia Castelhanos e subimos mais um pouquinho, a descida até o Rio São João foi rápida e estrada a estrada muito boa. Paramos na ponte para umas fotos e lubrificar a corrente e tirar areia dos conduítes, pois a subida mais longa era a próxima meta, subir de 300 metros até 780 em 5 quilômetros, estava preparado para o pior, pois os relatos dos amigos que andaram aqui anteriormente não era dos melhores, mas nos surpreendemos, a estrada como as outras que passamos estava muito bem conservada e tinha pontos onde a inclinação era pior que estava ate com asfalto 🙂

Rio São João

Ainda sorrindo!

Paramos logo após a subida para esperar e o frio bateu forte, suados e molhados da garoa, lá em cima o vento batia forte, a Valquiria sentiu a panturrilha na subida. Faltava ainda 3 quilômetros até a BR, chegamos lá ao lado de uma lanchonete e comemos alguma coisa e alguns lavaram as bikes em uma borracharia, ainda com um frio de lascar fiquei com o casaco e seguimos pela BR em um ritmo bem forte, na altura de Tijucas do Sul o radiador estava fervendo forte e fui obrigado a tirar o casaco, estava quase quebrando, pois estava suando demais.

Cheguei em casa as 13:40, 125 km pedalado com 20,6 de média e 2800 de altimetria, a próxima será Castelhanos com tempo melhor e ao contrario.

Mais fotos no álbum

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