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7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete
9 Comments | Posted by Fabrício Souza in Bicicleta, Cicloturismo
É meus caros o nome já da medo. Projeto este elaborado pelo Odois.org. Programação com duas semanas de antecedência e a expectativa sempre toma conta. Um dias antes do combinado a previsão do tempo não parecia que ia ajudar muito, se bem que previsão do tempo em Curitiba é como jogar na mega-sena. Chega o dia e eu parto direto para o Colégio Militar, aquele do exército mesmo, e chego 15 minutos antecipado e logo em seguida chega o Luiz Dois MegaPixel, 7 horas da manhã e só nós para o Sete? Bom, após 10 minutos… eba!! chega Odois, junto o Stulzer e logo mais, um pouco mais atrasado chega o Rafael Gassner então partimos em oito (Eu, Du, Lulis, Arce, Thiago – Odois, Rafael, Luiz – 02mp e Stulzer – Transpirando) rumo a missão suicida ou ao Sete Suicida assim denominada a aventura pelo Odois.
O dia estava propicio para pedalar um pouco nublado e com temperatura agradável, saímos em direção ao Tarumã pela BR-116 e Estrada do Alfaville, e uma paradinha rápida para o Du encher o seu pneu. Fomos em ritmo bom pela Estrada Dom Pedro até o Oratório do Anjo da Guarda, onde fizemos uma pausa e um pequeno lanche.
Em seguida pegamos a Trilha do Alemão até a casa de Pedra, onde ao lado mora um simpático casal de velhinhos, deixamos as bikes lá, o Thiago retornou pois tinha compromisso e não subiu. Todos preparados para enfim, subir o tal morro.
Todos preparados para o começo da subida? Subimos, subimos, subimos… nossa até onde isso vai dar? calma falta muito ainda… É o negócio foi tenso foi uma hora e pouco até aparecer uma “janela” (é uma parte do morro onde a mata abre e se pode avistar a serra do mar) o morro tem uma mata fechada o que torna o ambiente muito úmido e abafado, e por ser mata fechada conseguimos com isso bastante arranhões, tropeções em galhos e muitas espetadas de uma planta que eu não sei o nome e que doía bastante.
Vista da "Janela" no Mãe Catira
Eu achei que não podia piorar… e piorou… para chegar no cume do morro Mãe Catira, tinha uma vegetação que ficava na altura da cabeça e aqui eu me ralei de verdade, braços e pernas sentiram o drama. Passou rápido e logo estávamos a 1450 metros no cume do Mãe Catira e já não se via muita coisa pois entrou umas nuvens muito baixa e tapou a vista. Beleza vamos pro 7, subimos por onde? Não, nós vamos descer agora, e que descida era praticamente um buraco sem o buraco, na hora me empolguei com a descida, como diz o ditado: pra baixo todo santo ajuda. e ajuda mesmo, só não ajuda as pernas… aqui começou meu tormento físico, minhas pernas me abandonaram no meio da descida… e eu achei que só ia descer tivemos que subir mais um tanto para chegar agora nos 1350 metros no cume do Sete.
A paisagem é deslumbrante e recompensadora, dali avista-se o conjunto Pico do Paraná e a serra do mar, pena que as nuvens não ajudaram muito. Fizemos um lanche bem reforçado com direito a legumes em conserva, salame, cookies e outras coisas. Descansamos bastante, pois para chegar até o cume do sete foram 2:30 de caminhada e claro tinha mais 2:30 de retorno só que agora cansados. Eu estava muito cansado e logo fiquei para traz junto com o Luiz que me fez companhia até a subida do Mãe Catira e inicio da descida do mesmo morro… andei uma boa parte sozinho nesta hora e esperava alcançar um riozinho que passava por ali, eu já estava sem água e suava muito. logo encontrei eles bem relaxados e refrescados no rio. juntei-me a eles e enchi minhas carmanholas, mais um pouco de descanso e refresco e vamos embora, pois começou as trovoadas e ninguém estava afim de enfrentar um morro com chuva.
Daqui desci acompanhado do Luiz e do Lulis, mas já não sentia as pernas e fui aos trancos e barrancos literalmente morro abaixo! Logo acabou, chegamos na casa do casal de velhinhos e fomos direto para o rio que passa ao lado da casa, mergulhar os pés.
Tinha um logo trecho para voltar embora, 50km pedalando, nossa e as pernas que já não sentia mais? é não sentia mesmo, mas o grupo muscular era outro para pedalar, então beleza… só que depois de 5 km percebi que estava cansado mesmo, ainda bem que o povo parou em uma lanchonete próxima a BR 116, a maioria (ou todos, não lembro) pediu caldo de cana e pastel e para a surpresa de todos o chorinho do caldo de cana rendeu mais dois copos
Energia reposta, fomos com um só objetivo: Voltar embora. Eu acabei abrindo uma certa distância do grupo e entrei direto no contorno sul, achei que entrariam pela estrada do Alfaville por onde cruzamos o contorno na ida, fiquei esperando e nada, todos passaram reto, acabei indo embora sem me despedir de todos. Só faltava agora 28 km para chegar em casa e acabei levando mais duas horas, estava completamente exausto.
Mais fotos na minha Galeria e na Galeria do RGG
Outras Publicações:
Odois.org
Luiz Dois MegaPixel
Stulzer Transpirando.com
9 Comentários for 7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete
Luiz | 16 de novembro de 2009 at 9:41
du | 16 de novembro de 2009 at 9:59
Mais uma vez, grande Fabricio, parabéns e bem-vindo a série das montanhas, próxima expedição será 20% montanha e 80% bike, não o contrário como foi essa!
Sete Suicida: Pedal e Montanha — Transpirando.com | 16 de novembro de 2009 at 11:57
[...] posts desta aventura: Luiz, odois, Gassner e Fabricio. As fotos 3 e 8 são de propriedade do [...]
Rodrigo Stulzer | 16 de novembro de 2009 at 13:31
Olá Fabricio!
Apesar de ser pesado, foi muito boa a aventura. Vamos fazer mais!
Abraços!
lulis | 16 de novembro de 2009 at 22:26
Há de ser sempre arriscado (e como risca!)…
Parabéns, guri, foi tenso mesmo!
Abraços e até a próxima!
Fábio Viezer | 21 de dezembro de 2009 at 20:18
Tenho uma ótima sugestão para a próxima empreitada: Ir de bike até Quatro Barras, descer o caminho do itupava, subir o Conjunto Marumbi, descer até Porto de Cima e lá estará uma kombosa com todas as bikes para vcs apreciarem a subida pela Estrada da Graciosa…
Boa né??? kkkkkk
Parabéns a todos! Uma trip daquelas….
Canyon do Amola Faca - Fabrício Souza | 9 de janeiro de 2010 at 14:06
[...] em casa, me desgastei muito e já faz mais de um mês que não faço um pedal logo o último foi o Sete Suicida acabei sentido a perna [...]



hehe, eu e o Stulzer vimos você indo pelo contorno. Tentamos te chamar mas com caminhão passando não tinha jeito.
E as pernas, já voltou a sentí-las??
Abraço
Luiz