Volta da Graciosa
O sol ainda não tinha surgido no horizonte e a temperatura já marcava 15 graus, eram 05:30 da manhã quando me preparava para sair em mais um pedal daqueles.
No meio da semana marcamos de fazer a subida da Graciosa, descendo a BR 277 indo até Morretes, até ai tudo bem… mas como vamos fazer uma viagem em janeiro (depois eu conto melhor esta história) resolvemos carregar as bikes com alforges e encher os mesmo, no total as bike ficaram com 31 quilos, isso nos fez pensar muito bem em que vamos levar.
Marquei com o Mildo as 06:40 no posto do trevo da Av, Rui Barbosa com a BR 277, o Luiz confirmou que viria um dia antes, já de cara me atrasei um pouco, calculei o tempo que sempre levo para chegar lá, só que dessar vez que não chegaria por causa do peso.
O dia prometia, pois não havia uma nuvem no céu. Iniciamos a nossa jornada pela 277 rumo a Morretes, logo paramos no SAU no Km 59, e fizemos um lanche rápido, como já é costume a parada neste local, mais umas fotos e um pouco de papo, seguimos adiante.
A descida foi bem tranquila, mas a cada metro que descia, confesso a vocês, eu pensava na subida depois… Chegando no trevo que entra para Morretes meu pneu traseiro furou, o único. Os borrachudos começaram a atacar, ainda bem que estávamos bem equipados, eu tinha repelente no alforge.
Após o conserto do pneu e protetor solar, pois o sol já dava seus primeiros indícios de castigo as 09:00, juntamos tudo e seguimos a viagem novamente, até o Mildo parar para mais fotografia e de repente aparecer o trem. Esse trem que nos persegue!! veja esta história no 02 MegaPixel e no Odois.org.
Chegamos em Morretes e pegamos uma rua fechada… era o aniversário de Morretes que no momento havia um desfile das escolas, e nós com a maior sutileza atravessamos o meio do desfile de bike
Fizemos uma parada rapidinha para comprar umas balas de banana e seguimos em direção a São João, paramos no rio Nhundiaquara para saborear o uma lata de pêssego que também já faz parte da tradição. Relaxamos um pouco, pois logo começaria a subida…
Relaxados e descansados. logo começamos a subir e já sentimos que a dureza tinha começado, paramos no recanto Mãe Catira a 130 metros e fomos direto nos refrescar em baixo da ponte, a água estava bastante fria, mas não foi motivo para eu e o Mildo não entrar na água, o Luiz ficou só olhando e com receio de entra na água fria.
Não tinha mais como voltar, agora era encarar o bicho de frente, então fomos e subindo e subido cada vez mais, já era 11:00 horas e o sol castigava cruelmente os 3 pedalantes, o engraçado era ver a cara das pessoas que desciam de carro a serra, e mais engraçado era ver a cara de perplexos dos bikers que desciam a estrada :0
A subida e o calor foram cruéis, fizemos varias paradas rápidas durante o percurso… até chegarmos em uma cachoeira bem próximo ao topo, indicação do Mildo, que já tinha sofrido em uma outra aventura com o Renato.
Ficamos bastante tempo neste local, fizemos um “almoço” com direito a Lombinho, atum, sardinha, aspargos e pepinos. Ah e coca-cola que o Luiz comprou no meio da serra.
Agora devidamente alimentados e descasados… subimos mais uns 100 metros e chegamos na trilha do Alemão, uma trilha bastante bonita e com bastante cascalho, seguimos reto sem paradas até a estrada Dom Pedro, onde parecia que a serra não tinha acabado! era um sobe e desce, o pior estava por vir. esta estrada está sendo pavimentada e em certos trechos a muito cascalho solto para ser colocado o asfalto por cima e isto dificultou as coisa um pouco, quase cai nesta hora.
Chegamos na BR 116 “Contorno Sul” foi quando a situação piorou de vez!! a água dos três acabou e não há nada em 17 km para comprar água… chegamos quebrados no SAU da Autopista Litoral Sul. enchemos as caramanholas e tomamos um café, descaçamos mais um pouco e discutimos sobre a viagem.
Logo nos despedimos no trevo da BR 277, o Mildo e o Luiz seguiram para Curitiba ele tinha mais uns 20km pela frente e eu segui reto para São José dos Pinhais…
Fechei o pedal com 140Km, altimetria 1689 metros de subida acumulada e 9:40 de roda girando!
Mais fotos acesse a galeria aqui e Fotos do Luiz aqui
O relato do Luiz veja aqui

Essa falta de água foi dura mesmo! Tava começando a ver coisas naquele pedaço de estrada!!
Salve, Fabrício, mais um blog no ar! De fato, a primeira experiência do Mildo, naquela subida, foi o bicho. Estava um calor de matar e nós dois ali, no pedal morro acima. Mas vale cada pingo de suor derrubado.
Um grande abraço,
Renato
vlw man,,,
mas nao esqueça de devolver o shortinho pra patroa
[...] prometido, aqui está mais detalhes da viagem que eu, Rafael Gassner, Mildo e o Tui faremos em [...]