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Pedal dos desocupados

Por , 18 de janeiro de 2011 20:47

Férias e em casa pois a viagem com a familia em Florianópolis já acabou – o jeito e pedalar, mas fica bem melhor quando se tem alguém para ir junto e colocar o papo em dia fica melhor. Achei alguém hoje neste mesmo perfil, Renato Pedaleiro :D

No encontramos no passeio publico as oito horas da matina para um pedalzinho curto lá para os lados da represa Passaúna e colônias de Campo Magro.

Tempinho nublado mas agradável o sol até ameaçou em dar as caras, mas ficou nisto. Chegando na represa reparamos que caia uns pingos de chuva, mas era tão espaçado que não sentiamos os pingo, tiramos umas fotos e resolvemos ir para os lado de Campo Magro, logo que pegamos a rua Mato Grosso reparei em uma estrada não mapeada e resolvemos seguir algumas por aquela região da colônia Revier. Desviamos de algumas nuvens bem carregadas de chuva durante o pedal e não nos molhamos.

Chuva bem perto

O lado bom de pedalar para aquelas bandas é a quantidade de subidas, porém cansativas, o meu odômetro já marcava 50 quilômetros quando resolvemos voltar para Curitiba e deixar para trás várias outras ruas não mapeadas, mas isso será um pedal a parte para lá :D

Voltamos pela 277, o Renato seguiu comigo até o Shopping Estação e dali cada um seguiu para o seu lado. Cheguei em casa quase 01:00 da tarde com 87 quilômetros pedalados.

Joinville via 277

Por , 4 de janeiro de 2011 22:56

Voltando das férias aqui no bloque :D – estou com algumas pendências e aqui vai uma delas.

Dia 30 de dezembro realizei uma empreitada daquelas, saindo de São José e indo até Joinville, mas passando por Praia de Leste, Matinhos, Guaratuba, Coroados, Itapoá, Vila da Glória e enfim Joinville. Foram no total 8 cidades, 2 estados e duas travessias.
No começo ninguém quis ir, alguns até mostraram interesse, mas ficou por aí e por fim o Pedro me acompanhou até Guaratuba. Saímos cedo encontrei com ele no SAU da 277 por volta das 6:20 da manhã, estava frio e garoando, esse tempo ajudou bastante pois achei que íamos pegar um sol daqueles na PR-407 que vai para Praia de Leste, mas em vez do sol pegamos um vento considerável contra e esse danado me acompanhou até o fim.

Chegando em Praia de Leste o transito já era bem intenso e com alguns motoristas bem estressados. Um motorista, desses que sabem tudo de leis e sempre acham brechas no acostamento para transitar quase atropelou o Pedro e passou tirando uma fina por mim. Sempre tem guardas no trevo para Matinhos e neste dia não vi um sequer :(

Paramos em uma farmácia para comer umas esfirras que o Pedro trouxe e um achocolatado da farmácia. Passei um SMS para o Rodrigo Stulzer que foi nos esperar no Ferry-Boat em Guaratuba e me ofereceu um almoço em sua casa de praia com direito a piscina :D

Nos despedimos do Pedro, que ficou em Guaratuba e segui para o almoço com o Rodrigo em Coroados. Tive a oportunidade em conhecer sua família, Bel sua esposa, o simpático Natan e sua sogra também muito simpática.
Depois veio a parte difícil, deixar o bate-papo e a piscina para trás e encarar o sol que ficou bem forte. Tinha mais 70 quilômetros pela frente e por falar em “frente” tinha o vento de frente que detonou o restante das minhas pernas e o joelho começou a doer quando cheguei em Itapoá.

Não perdi muito tempo, apenas algumas fotos da praia e segui a estrada beirando o litoral com o vento contra, parei em  um mini mercado e achei o famoso Baly e enchi a caramanhola, ajudou bastante pois peguei um caminho que não queria, a intenção era seguir pelo litoral e conhecer o porto que a pouco tempo foi inaugurando em Itapoá – porém o GPS indicava que não tinha estrada a partir de um ponto e não quis arriscar ter que voltar um bom trecho, só depois descobri que a estrada segue até próximo a Vila da Glória.

Da outra vez que passei por essa estrada que liga Vila da Glória a Itapoá não tinha percebido o areião que existe por lá, pois já cheguei com as pernas em frangalhos e também a fome bateu, faltavam 12 quilômetros para chegar na vila e foram os 12 piores quilômetros que já pedalei. Chegando na Vila da Glória fui me certificar do horário da balsa do Vigoreli e o último era 21:40.

Mais tranquilo, foi tratar de repor as energias e nada melhor do que um peixinho a beira mar com coca-cola. Ainda tinha mais 13 quilômetros até a balsa, o caminho conhecido como estrada do Palmital eu já conhecia bem, mas o trechinho que sai desta estrada e vai até a balsa é de matar também, o joelho e o ânimo ficaram na primeira subida.

Cheguei em Joinville 19:20 e segui pedalando, como eu havia falado com minha esposa por telefone ela resolveu me encontrar no caminho e o pedal terminou próximo ao aeroporto de Joinville com 190 quilômetros pedalado em 14 horas e 20 minutos de viagem e 9 horas e 11 minutos de roda girando.

É um pedal que vale a pena fazer e também entra para o top 3 dos pedais mais difíceis, entre eles estão Estrada de Guaraqueçaba (intermináveis sobe e desce com intermináveis pedras) e Estrada do Cerne I (com duas subidas intermináveis)

Pretendo voltar lá pedalando para conhecer o Porto de Itapoá e também a Serrinha que tem uma cachoeira no meio do caminho.

Fotos:

Pedal de Aniversário Leandro Tag

Por , 16 de dezembro de 2010 22:15

Tarde de verão em Curitiba muito bom para pedalar – frio, garoa, e vento forte – O Leandro convidou para um pedalzinho a tarde, ele já tinha começado deste de cedo com o Guilherme (Tourinho), eu fiquei de encontrar com eles depois do almoço no pesque e pague do Cachimbo, cheguei lá por volta das 13:10 e já partimos. Íamos pegar a trilha do Cachimbo que não existe mais e depois seguir até o pedágio para um café quentinho, neste meio caminho descobri que estava comemorando o aniversário do Leandro e ele “se deu” de presente um dia de folga :D

A ideia inicial do Leandro era seguir uma estradinha da Fazenda Araucária e tentar sair próximo ao moro do canal. Estradinha bonita e cheia de hortênsias, porém mais a frente a estrada acaba em uma propriedade e tivemos que dar meia volta para pegar a 277, o Leandro teve um pneu furado e neste momento mostrou seu lado de sobrevivência na selva, até o Bill Grylls ficaria com inveja.

Pegamos o contorno sul para Pinhais e logo em segui uma estrada de terra ao lado do SAU “do contorno” pegamos umas estradas erradas e descemos um monte para depois descobrir que não tinha saída devido a um rio no meio do caminho. De repente o LPPS (Leandro Personal Position System) “acordo o DU” entrou em ação e nos guiou até uma estrada de asfalto até o centro do Pinhais, seguimos até o terminal do Capão da Imbuia e deste ponto segui para São José pela 277 novamente.

Bastante vento contra até chegar em casa, com 72 quilômetros e um aniversário comemorado em cima da bicicleta.

Colônia Witmarsum

Por , 26 de outubro de 2010 19:29

Neste sábado (23/10) saímos para mais uma aventura, só que desta vez somente no asfalto e o destino era a Colônia Alemã de Witmarsum. O sol ainda demoraria muito a aparecer quando encontrei com o Marcos Zé Valle na casa dele as 05:25 da manhã e uma chuva fria já tinha molhado meus pés. Fomos ao encontro do Mildo para deixar o carro em sua casa, o Mildo não estava acreditando muito que o pessoal ia aparecer inclusive eu não estava acreditando que estava indo no pedal, pois estava sem dormir, chovia e meu cambio traseiro já assinalava que ia dar problemas. Nos encontramos com o Rafael Gassner no Shopping Müller e depois o Lyra, Luiz e o Tiago na Havan do Barigui, o Luiz foi de carro até Campo Largo devido a problemas de alvará curto.

A chuva persistiu até Campo Largo onde paramos no Jusita para um café quente e para o Luiz seguir agora pedalando, o Lyra retornou para Curitiba. A subida da serra de São Luiz do Purunã foi tranquila e a chuva já tinha parado e o corpo aquecido bastante. O ritmo de subida foi bom e fica aqui os parabéns para o Zé que subiu pela primeira vez a serra (na verdade por ter ido até o fim do pedal com 140 km). Ao chegar no pedágio eu e o Luiz entramos por um portão achando que este nos levaria até o SAU, que no fim percebemos que só levaria somente a uma lixeira. Foi nesta parte onde eu baixei a marcha sem querer e o cambio traseiro embolou e entortou a gancheira, umas puxadas no cambio com a mão resolveram em partes o problema.

Foto: Luiz - Dois MegaPixel

No SAU tivemos uma impressionante demonstração de uma luta Grego-Roma protagonizada por Rafael Gagassner Prateado e Marcos Zé e tudo devidamente registrado pelas câmeras de vigilância.

Foto: Mildo

Com o cambio e a gancheira tortos segui com dua marchas atá Witmarsum. Uma estradinha muito bonita nos leva até o centro da cidade, o único trecho de estrada de terra que pegamos foi da estradinha até o Restaurante Bela Vista. O restaurante tem um estilo bem rústico mas bastante aconchegante, e o atendimento é de primeira. Nos servimos de Schlachtplatte que é na verdade Joelho de porco acompanhado de purê de batatas, salsichas e chucrute, pedimos também marreco recheado. A quantidade servida era para 12 pessoas e nós estávamos em 6 :D Tudo isso recado a cerveja preta e claro Cocón tipo Grante (Coca-cola 2L)

A volta sem dúvida foi cheia de surpresas, também pudera, detonaram umas quatro tigelas de chucrute, eu fui obrigado a parar no primeiro SAU, e o Zé passou que era um risco para o segundo SAU. Aliviados resolvemos ir até o Cristo nesta parte meu cambio traseiro não aguentou e voltei para o pedágio para esperar o Luiz que foi até Campo Largo pegar o seu carro e resgatar o pobre ciclista com o cambio quebrado, depois outro resgate do Barigui até São José com minha irmã :)

Fechei o pedal de carona e 100 quilômetros pedalados e muitas risadas.

Fotos

Roça Nova

Por , 20 de setembro de 2010 19:09

Depois de uma semana com sol e temperatura agradável, o sábado logicamente seria com chuva ou frio, ou os dois ao mesmo tempo. Mas como não desistimos facilmente resolvemos eu, Leandro, Daniel, Guilherme e Marlon a encarar o tempo feio e o frio neste sábado (18).
Encontrei o Marlon as 7 horas da manhã em frente ao CAIC de São José dos Pinhais e partimos para encontrar o restante da turma que pedalava desde Curitiba, passando por Pinhais. O ponto de encontro foi no trevo do contorno sul e estrada de acesso a Piraquara. Um pouco de vento contra até chegar ao centro da cidade onde o Leandro ritualmente tem que tomar um café e comer alguma coisa. Como o frio já era grande resolvi tomar um café com leite antes de seguirmos para a zona rural de Piraquara.

Depois do café o primeiro e único pneu furado, o sortudo foi o Daniel. Seguimos então para a zona rural de Piraquara e com destino a Roça Nova, o trajeto e bastante bonito com muitas árvores na beira da estrada, várias subidas, mas elas vieram a calhar, mantendo o corpo quente e até transpirando bastante.

Primeiramente fomos visitar a pedreira, existe uma trilha que sobe bastante chega a 1030 de altitude. É possível subir pedalando, mas o único problema é ao final da trilha onde há vários árbutos com espinhos que atingem as pernas até a cabeça. Depois das fotos descemos e fomos conferir uma imagem do alto de um trem parado, e logo após passou outro trem, só que este com passageiros e acabamos sendo atração para eles :D
Descemos ao nível dos trilhos e fomos até a entrada do túnel. Ali pude observar que o túnel desativado realmente está fechado e totalmente cercado, existe até calçamento na entrada dele! Conforme o Luiz postou em seu blog “Adega do Tosco”. O túnel foi adquirido por um magnata e foi transformado em adega. Fica na lembrança de quem conheceu e pode atravessar o túnel um tanto macabro. Agora talvez um tanto mais requintado e gastando uns tostões para conhece-lo por dentro, mas apreciando talvez um bom vinho.

Antes de ser adquirido pelo magnata

Tivemos que pular entre as composições do trem para seguir na estrada, após todos terem cruzado o trem o mesmo começou a andar, pura sorte. Mas enquanto divagávamos sobre qual das locomotivas fazia com que o trem andasse serra abaixo, se era a da frente ou a de trás, aconteceu um acidente com um cachorro que corria por ali. Ele tentou atravessar a linha do trem e não teve sucesso em sua aventura radical, foi cortado no meio. Em tempo, não havia a locomotiva de trás.

Seguimos rumo a uma trilha onde saímos quando fizemos o Opendal com Odois.org. Mas quando começamos a passar as bike por cima da cerca apareceu um senhor em uma Kombi esbravejando, resolvemos deixar a trilha e seguir em frente. Em uma bifurcação pegamos outra trilha e descemos, descemos e descemos mais um pouco até chegar na represa do Caiguava. Como acabei de mencionar, este pedal já fiz algum tempo atras. O Daniel e o Guilherme não conheciam o local, o Marlon não conhecia as trilhas. A diversão ficou na hora de voltar e subir a trilha pedalando, em alguns trechos isso não foi possível.
Seguimos pelo caminho Trentino até a igreja da colônia Imperial onde havia uma trilha pequena ao lado que foi devidamente escavada para impedir ciclistas, motociclista e acredito até jipeiros de passarem por ali.

Foto: Leandro Tagliari

Continuamos pelo caminho Trentino até a BR277 onde reabastecemos as energias com um café bem quente o que ajudou um pouco com frio que persistia. Entramos em uma estradinha um pouco andes do pedágio, se não me engano é a continuação da estrada da Roseira e seguimos por ela até o pesque e pague do Cachimbo. Foram várias subidas e o corpo parecia que não esquentava mais. O Marlon que tinha batido o joelho na trilha da represa em um tombo (não registrado) começou a sentir e ficar para trás. No Cachimbo devoramos uns espetinhos de tilápia. O frio estava demais e gelou o animo de todos, fomo embora pela Colônia Mergulhão, eu e o Marlon estávamos perto de casa, nos despedimos do restante da turma e cada um seguiu para sua casa.

Fechei o pedal com 72 quilômetros e uma média de 15.6 com 4 horas e 40 minutos pedalando e quase 4 horas de conversa :)

Fotos:

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