Voltando das férias aqui no bloque
– estou com algumas pendências e aqui vai uma delas.
Dia 30 de dezembro realizei uma empreitada daquelas, saindo de São José e indo até Joinville, mas passando por Praia de Leste, Matinhos, Guaratuba, Coroados, Itapoá, Vila da Glória e enfim Joinville. Foram no total 8 cidades, 2 estados e duas travessias.
No começo ninguém quis ir, alguns até mostraram interesse, mas ficou por aí e por fim o Pedro me acompanhou até Guaratuba. Saímos cedo encontrei com ele no SAU da 277 por volta das 6:20 da manhã, estava frio e garoando, esse tempo ajudou bastante pois achei que íamos pegar um sol daqueles na PR-407 que vai para Praia de Leste, mas em vez do sol pegamos um vento considerável contra e esse danado me acompanhou até o fim.

Chegando em Praia de Leste o transito já era bem intenso e com alguns motoristas bem estressados. Um motorista, desses que sabem tudo de leis e sempre acham brechas no acostamento para transitar quase atropelou o Pedro e passou tirando uma fina por mim. Sempre tem guardas no trevo para Matinhos e neste dia não vi um sequer

Paramos em uma farmácia para comer umas esfirras que o Pedro trouxe e um achocolatado da farmácia. Passei um SMS para o Rodrigo Stulzer que foi nos esperar no Ferry-Boat em Guaratuba e me ofereceu um almoço em sua casa de praia com direito a piscina

Nos despedimos do Pedro, que ficou em Guaratuba e segui para o almoço com o Rodrigo em Coroados. Tive a oportunidade em conhecer sua família, Bel sua esposa, o simpático Natan e sua sogra também muito simpática.
Depois veio a parte difícil, deixar o bate-papo e a piscina para trás e encarar o sol que ficou bem forte. Tinha mais 70 quilômetros pela frente e por falar em “frente” tinha o vento de frente que detonou o restante das minhas pernas e o joelho começou a doer quando cheguei em Itapoá.


Não perdi muito tempo, apenas algumas fotos da praia e segui a estrada beirando o litoral com o vento contra, parei em um mini mercado e achei o famoso Baly e enchi a caramanhola, ajudou bastante pois peguei um caminho que não queria, a intenção era seguir pelo litoral e conhecer o porto que a pouco tempo foi inaugurando em Itapoá – porém o GPS indicava que não tinha estrada a partir de um ponto e não quis arriscar ter que voltar um bom trecho, só depois descobri que a estrada segue até próximo a Vila da Glória.

Da outra vez que passei por essa estrada que liga Vila da Glória a Itapoá não tinha percebido o areião que existe por lá, pois já cheguei com as pernas em frangalhos e também a fome bateu, faltavam 12 quilômetros para chegar na vila e foram os 12 piores quilômetros que já pedalei. Chegando na Vila da Glória fui me certificar do horário da balsa do Vigoreli e o último era 21:40.

Mais tranquilo, foi tratar de repor as energias e nada melhor do que um peixinho a beira mar com coca-cola. Ainda tinha mais 13 quilômetros até a balsa, o caminho conhecido como estrada do Palmital eu já conhecia bem, mas o trechinho que sai desta estrada e vai até a balsa é de matar também, o joelho e o ânimo ficaram na primeira subida.
Cheguei em Joinville 19:20 e segui pedalando, como eu havia falado com minha esposa por telefone ela resolveu me encontrar no caminho e o pedal terminou próximo ao aeroporto de Joinville com 190 quilômetros pedalado em 14 horas e 20 minutos de viagem e 9 horas e 11 minutos de roda girando.
É um pedal que vale a pena fazer e também entra para o top 3 dos pedais mais difíceis, entre eles estão Estrada de Guaraqueçaba (intermináveis sobe e desce com intermináveis pedras) e Estrada do Cerne I (com duas subidas intermináveis)
Pretendo voltar lá pedalando para conhecer o Porto de Itapoá e também a Serrinha que tem uma cachoeira no meio do caminho.
Fotos: