Posts com a tag:Cicloturismo

Joinville via 277

Por , 4 de janeiro de 2011 22:56

Voltando das férias aqui no bloque :D – estou com algumas pendências e aqui vai uma delas.

Dia 30 de dezembro realizei uma empreitada daquelas, saindo de São José e indo até Joinville, mas passando por Praia de Leste, Matinhos, Guaratuba, Coroados, Itapoá, Vila da Glória e enfim Joinville. Foram no total 8 cidades, 2 estados e duas travessias.
No começo ninguém quis ir, alguns até mostraram interesse, mas ficou por aí e por fim o Pedro me acompanhou até Guaratuba. Saímos cedo encontrei com ele no SAU da 277 por volta das 6:20 da manhã, estava frio e garoando, esse tempo ajudou bastante pois achei que íamos pegar um sol daqueles na PR-407 que vai para Praia de Leste, mas em vez do sol pegamos um vento considerável contra e esse danado me acompanhou até o fim.

Chegando em Praia de Leste o transito já era bem intenso e com alguns motoristas bem estressados. Um motorista, desses que sabem tudo de leis e sempre acham brechas no acostamento para transitar quase atropelou o Pedro e passou tirando uma fina por mim. Sempre tem guardas no trevo para Matinhos e neste dia não vi um sequer :(

Paramos em uma farmácia para comer umas esfirras que o Pedro trouxe e um achocolatado da farmácia. Passei um SMS para o Rodrigo Stulzer que foi nos esperar no Ferry-Boat em Guaratuba e me ofereceu um almoço em sua casa de praia com direito a piscina :D

Nos despedimos do Pedro, que ficou em Guaratuba e segui para o almoço com o Rodrigo em Coroados. Tive a oportunidade em conhecer sua família, Bel sua esposa, o simpático Natan e sua sogra também muito simpática.
Depois veio a parte difícil, deixar o bate-papo e a piscina para trás e encarar o sol que ficou bem forte. Tinha mais 70 quilômetros pela frente e por falar em “frente” tinha o vento de frente que detonou o restante das minhas pernas e o joelho começou a doer quando cheguei em Itapoá.

Não perdi muito tempo, apenas algumas fotos da praia e segui a estrada beirando o litoral com o vento contra, parei em  um mini mercado e achei o famoso Baly e enchi a caramanhola, ajudou bastante pois peguei um caminho que não queria, a intenção era seguir pelo litoral e conhecer o porto que a pouco tempo foi inaugurando em Itapoá – porém o GPS indicava que não tinha estrada a partir de um ponto e não quis arriscar ter que voltar um bom trecho, só depois descobri que a estrada segue até próximo a Vila da Glória.

Da outra vez que passei por essa estrada que liga Vila da Glória a Itapoá não tinha percebido o areião que existe por lá, pois já cheguei com as pernas em frangalhos e também a fome bateu, faltavam 12 quilômetros para chegar na vila e foram os 12 piores quilômetros que já pedalei. Chegando na Vila da Glória fui me certificar do horário da balsa do Vigoreli e o último era 21:40.

Mais tranquilo, foi tratar de repor as energias e nada melhor do que um peixinho a beira mar com coca-cola. Ainda tinha mais 13 quilômetros até a balsa, o caminho conhecido como estrada do Palmital eu já conhecia bem, mas o trechinho que sai desta estrada e vai até a balsa é de matar também, o joelho e o ânimo ficaram na primeira subida.

Cheguei em Joinville 19:20 e segui pedalando, como eu havia falado com minha esposa por telefone ela resolveu me encontrar no caminho e o pedal terminou próximo ao aeroporto de Joinville com 190 quilômetros pedalado em 14 horas e 20 minutos de viagem e 9 horas e 11 minutos de roda girando.

É um pedal que vale a pena fazer e também entra para o top 3 dos pedais mais difíceis, entre eles estão Estrada de Guaraqueçaba (intermináveis sobe e desce com intermináveis pedras) e Estrada do Cerne I (com duas subidas intermináveis)

Pretendo voltar lá pedalando para conhecer o Porto de Itapoá e também a Serrinha que tem uma cachoeira no meio do caminho.

Fotos:

Pedal de Aniversário Leandro Tag

Por , 16 de dezembro de 2010 22:15

Tarde de verão em Curitiba muito bom para pedalar – frio, garoa, e vento forte – O Leandro convidou para um pedalzinho a tarde, ele já tinha começado deste de cedo com o Guilherme (Tourinho), eu fiquei de encontrar com eles depois do almoço no pesque e pague do Cachimbo, cheguei lá por volta das 13:10 e já partimos. Íamos pegar a trilha do Cachimbo que não existe mais e depois seguir até o pedágio para um café quentinho, neste meio caminho descobri que estava comemorando o aniversário do Leandro e ele “se deu” de presente um dia de folga :D

A ideia inicial do Leandro era seguir uma estradinha da Fazenda Araucária e tentar sair próximo ao moro do canal. Estradinha bonita e cheia de hortênsias, porém mais a frente a estrada acaba em uma propriedade e tivemos que dar meia volta para pegar a 277, o Leandro teve um pneu furado e neste momento mostrou seu lado de sobrevivência na selva, até o Bill Grylls ficaria com inveja.

Pegamos o contorno sul para Pinhais e logo em segui uma estrada de terra ao lado do SAU “do contorno” pegamos umas estradas erradas e descemos um monte para depois descobrir que não tinha saída devido a um rio no meio do caminho. De repente o LPPS (Leandro Personal Position System) “acordo o DU” entrou em ação e nos guiou até uma estrada de asfalto até o centro do Pinhais, seguimos até o terminal do Capão da Imbuia e deste ponto segui para São José pela 277 novamente.

Bastante vento contra até chegar em casa, com 72 quilômetros e um aniversário comemorado em cima da bicicleta.

Pedal de encerramento 2010 – Dona Francisca e Rio do Julio

Por , 15 de dezembro de 2010 19:48

Não poderia ser diferente o pedal de encerramento de 2010, não muito diferente de subidas, calor, chuva, descidas alucinantes e bikes quebradas.

Toda essa ideia foi proposta, organizada e viabilizada pela turma do Odois. O comunicado com quase dois meses de antecedência e lógico,  esqueci de viabilizar minha folga para este dia, mas como não sou perder um pedal desses e deixar o povo falando mal eu tive que ir :)

A turma reuniu-se primeiramente em Curitiba, mais tarde eu e o Zé nos encontramos no posto em São José para esperar o pessoal que vinha com a van e as bikes na carretinha, na verdade uma carretona, super rápida a montagem e também não foi preciso desmontar nada para prender a bicicleta.

07:10 estávamos na estrada ruma a estrada Dona Francisca, paramos na lanchonete Rio da Prata onde desembarcamos e encontramos o restante do pessoal – Mr. Heil, Rdrigo Stulzer e o Peterson. A turma que estava na van eram – Du, Lulis, Arce, Luiz, Renato, Pedro, Daniel, Lyra, Zé e Eu.

Foto : Rodrigo Stulzer

Todos apostos iniciamos a subida já de cara da serra Dona Francisca, as 09:20 com um solzinho bem forte na cabeça, a transpiração era coisa certa neste local do pais, pois é sempre quente e abafado os pedais para esses lados. A subida da serra é mais complicada no inicio onde uma reta bem inclinada assusta bastante mas depois é mel na chupeta, um pouco antes do mirante da serra existe uma cachoeira que fica do lodo oposto que quem sobe, e lógico tinha uma sombra providencial, resolvi dar uma parada nela para baixar o ritmo cardíaco e refrescar um pouco, o restante da turma resolveu parar também e se impressionaram com a cobra, pouco mais a frente cheguei no mirante onde estava marcado o primeiro ponto de encontro. Depois de muitas fotos e muita água e todos descansados resolvemos seguir em frente e terminar a subida da serra até a entrada para estrada do Rio do Júlio.

Nesta parte o grupo ficou bastante separado, como a represa do Rio do Júlio estava perto, cerca de 10 quilômetros, resolvemos seguir em frente até lá, pois não conseguia contato com o Du via rádio. Esperamos cerca de uma hora e meia para a chegada do pessoal, que acabou atrasando devido a problemas na bicicleta do Renato e o mesmo resolveu voltar e descer a serra para encontrar a van.

Depois da chegada do pessoal que ficou para traz ajudando o Renato, a turma disparou para cachoeira do Macaquinho, não aguentavam mais as várias picadas de Tabanidae ou melhor Mutuca, como era de se esperar tinha mais uma boa subida, ora, estávamos em uma represa e para sair dele tem que subir :D – Passado a subida veio uma descida forte e cheia de curvas e bastante pedra solta, no caminho encontrei o Luiz e passei por ele, o bixxo jogou um olho grande que o pneu dianteiro furou, para variar levei uma câmara reserva furada. O bixxo acabou emprestando a dele.

Encontramos o restante do pessoal na cachoeira, fiz uma parada rápida, o Pedro já tinha se mandado para Schroeder, a fome dominava seu pensamento e suas pernas, continuei a descida que ficou um pouco mais forte e com curvas mais insanas, do lado esquerdo o penhasco era de causar vertigem, e como disse o Stulzer, dava para saltar de para-glide do morro.

Arce praticando Yoga

Fizemos uma parada em um posto de gasolina, nos reagrupamos e de repente chuva. Esperamos a chuva passar e escutamos a história de um senhor com sua bicicleta de 60 anos, único dono, quase todas as peças originais, só não era original o que desgastou – pedal, corrente, pneu… Quando a chuva aliviou um pouco saímos todos juntos e logo formou-se um pelotão cruzando a cidade, mantivemos este ritmo por um bom tempo até a estrada de chão começar, ao chegar na rodovia do arroz fizemos outro grupo menor e saímos novamente formando um pelotão agora menor, segui na frente por uns 15 minutos puxando a turma em uma média de 36 km/h, até sentir a perna pesada, o Lyra tomou a frente e seguiu puxando o Luiz e o Arce e logo abriram uma boa vantagem, fiquei para traz junto com o Stulzer e o Fábio, seguimos na chuva, ora forte ora mais fraca, mas sempre com chuva até o posto Rudnik. Um pouco antes de chegar, levei um susto, o Stulzer caiu ao subir um desnível do asfalto, quando olhei para trás, vi ele escorregando no asfalto molhado e a bicicleta indo para a pista. Susto passado e umas escoriações no braço.

Foto: Rodrigo Stulzer

Todos chegaram bem cansados, mas com um sorriso no rosto e a satisfação de ter concluído um pedal de soltar as tiras, foram várias as piadas e muito suor neste pedal de fim de ano, que teve: Subida de serra, descida de serra, sol, chuva, asfalto, terra e muito mais…

E o parabéns especial para o Du que além de organizar todo este pedal recuperou-se de uma cirurgia na patinha e não tinha participado do Cerne II e também para o Lyra que também passou por uma cirurgia e já mandou um Costa verde e Mar e seguiu junto nas subidas comigo.

Fotos:

Outros Relatos:

Guia de Cicloturismo Paraná I

Por , 15 de dezembro de 2010 18:16

Enquanto eu não termino o post do último pedal, vou postar um vídeo do Olinto que sugere um guia de cicloturismo[bb] no Paraná, mais abaixo o um mapa dos caminhos[bb] interligados.

Alguns desses caminhos já pedalei, mas falta outros :D

Para maiores informações acesse o site do Olinto

[bb]

Sambaquis do Guaraguaçu

Por , 2 de novembro de 2010 22:58

Nesta segunda-feira quase feriado, saímos eu, Leandro e Jopz para um pedal além cubo*. O projeto era iniciar pela estrada que começa ao lado da ponte do Rio Guaraguaçu em Praia de Leste e ir até Pontal do Sul mas antes disso entrar em uma trilha para conhecer os Sambaquis e passar por uma aldeia índigena ativa.

Estrada muito bonita e bastante arborizada, o que garante uma sombra extra para pedalar no sol de rachar. Até a aldeia são cerca de 9 quilômetros, existe até uma recepção para atender os turistas, porém qualquer solicitação tem que ser dirigida para o cacique que mal fala português, mas a cobrança para acessar o sambaqui pode ser feita normalmente com outro índio, que no caso é a compra de um artesanato deles.
Subimos no sambaqui e depois fomos atrás de uma trilha, mas o caminho estava muito fechado, então procuramos um forno gigante que obviamente existem várias histórias. Vale ressaltar que nosso guia oficial era o Jopz, ele já esteve neste local anteriormente e descobriu algumas história e até o forno e nos inteirou de tudo.

Será que vamos ter que levar umas telhas!

Voltamos até a bifurcação onde a estrada principal deveria ser a que leva até Pontal do Sul, mas logo descobrimos porque ela estava quase fechada pelo mato. A diversão aqui foi o que fez valer apena o pedal. Começamos com umas poças pequenas e tomando cuidado para não molhar as sapatilhas, mas logo descobrimos que seria tempo perdido tentar se manter seco e limpo. Tinha poças de tudo que era jeito, com água limpa, suja, gosmenta, verde… Pior era as parte onde de repente afundava enquanto pedalava e a bicicleta atolava além cubo*, quando não  estávamos  submerso, era a lama de areia que  dificultava mais as coisas, era praticamente impossível pedalar, na verdade era possível pedalar, mas sem sair do lugar.

Uma das poças verdes

Depois de encarar quase 4 quilômetros de atoleiro, chegamos na parte seca porém com bastante areia, a pedalada ficou mais pesada. Já era 12:30 quando chegamos na estrada que saia para Shangri-la, mas como estávamos obstinados a terminar o proposto, seguimos no que parecia uma estrada. Já no começo mostrando que a civilização estava presente, tinha muito lixo espalhado ao longo da estrada, mas logo a estrada se transformou em trilha e a natureza tomou forma novamente. Foram mais 9,5 quilômetros até Pontal do Sul em um piso arenoso e pesado. Chegando fomos direto para a praia, não entramos na água mas batemos várias fotos e apreciamos um pouco a paisagem de verão.

A preguiça era grande e imaginamos que o vento seria de frente, desta vez contamos com a sorte e o vento ajudou, seguimos pela ruas a beira-mar até o balneário de Atami e depois pela areia até Praia de Leste. Foi muito bom curtir o vento e o mar.

Fechei o pedal com 58 quilômetros e com muita sujeira dentro da sapatilha, mas o pedal foi show.

* Definição de Além Cubo: Geralmente quando ciclistas resolvem fazer trilhar e encarar lama e até água, a situação é encarada de forma normal. Eu chamo isso de atolar até os cubos, pois a bicicleta atola e para de afundar quando o garfo atinge o barro, assim aconteceu na Trilha dos Jesuítas. Porém a situação onde não há limite e tudo afunda, inclusive o ciclista, dou o nome de além cubo.

Fotos:

Outros Relatos:

    GPS:

    • GPSies - Sambaquis de Guaraguaçu 01/11/2010

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