Posts com a tag:Curitiba

Volta aos Pedais

Por , 25 de maio de 2010 21:28

Depois de um mês parado devido a um curso em Minas Gerais, aos poucos estou voltando e fazendo uns pedais sozinho e sem muita altimetria e por enquanto só nos asfalto, queria por pedalar mais, mas estes dias tipicamente curitibanos não tem ajudado muito. Hoje fiz um pedal até o parque Barigui, mas fui pelo contorno sul até a BR 277 e depois segui para o Barigui, são 38 quilômetros até lá, 14 quilômetros a mais pelo caminho convencional. O sol resolveu aparecer e isso animou muita gente que também foi para o parque.

Depois da voltinha pelo parque o voltei pelo centro de Curitiba e parei no Tagbike para jogar uma conversa fora com o Leandro e ficamos quase uma hora e depois segui para São José, cheguei já estava escuro e com 64 quilômetros pedalados.

Revolução do Automóvel

Por , 25 de fevereiro de 2010 22:57

No início do século XX, os automóveis eram caros, difíceis de dirigir e funcionavam precariamente. Então, criei uma fábrica moderna que produziu um carro simples, acessível e fácil de usar. O resultado, você sabe. A indústria automobilística
explodiu no mundo inteiro, o que mudou o desenho das cidades, até chegarmos à situação em que nos encontramos, com emissoras de rádio dedicadas somente a noticiar o trânsito.
Um tanto por culpa e outro tanto porque sou engenhoso mesmo, pensei num novo produto que vai revolucionar mais uma vez a maneira como vivemos. Ao contrário do que você possa imaginar, não se trata de nada que corteje o discurso da energia sustentável e renovável. Aliás, minha invenção mal precisará de uma energia motora. A gênese da minha ideia é muito simples: parece-me um contrassenso produzir carros cada vez mais potentes, cada vez mais velozes e furiosos, se mal conseguimos engatar a segunda. Não faz sentido imaginar carros com cada vez mais equipamentos de navegação se é difícil chegar à esquina.
A maioria dos carros que andam nas hipercidades são projetados para coisas que eles não podem fazer: mexerem-se.
Foi só juntar um mais um para perceber que precisamos mesmo é de um carro para ficar parado. Isso mesmo. Já estava na hora de lançar o autoimóvel.

Num só projeto, resolvemos os problemas do déficit habitacional e o de trânsito. Esses novos bólides viriam equipados com o que interessa: cama, fogareiro e banheiro químico. O resto do que você precisa tem num celular. Milhões de pessoas finalmente poderiam morar perto do trabalho (caso tivessem a sorte de ficarem num engarrafamento perto dele). O autoimóvel iria promover uma redução de impostos. O IPVA e o IPTU seriam integrados. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias também não faria sentido . Tiraríamos pessoas da economia informal. Os flanelinhas seriam promovidos a zeladores. Os ambulantes passariam para o mercado de delivery. Os carros maiores, do tipo SVU, poderiam ser convertidos em área de lazer coletiva, como as praças. Diminuiríamos diferenças sociais entre os bairros. Autoimóveis populares poderiam ser vizinhos de uma perua de luxo.
Um dos efeitos colaterais seria uma inevitável mistura de apelos publicitários praticados pelas indústrias da construção e da automobilística. Já imagino até um anúncio: “Venha morar nas Vivendas do Sedan, motor 0.0, design arrojado, espaço gourmet, o carro mais espaçoso da categoria, parado ali no coração do engarrafamento que mais cresce na Zona Sul”.
O Autoimóvel é uma ideia boa e necessária. E que tem mercado garantido. Pois já nasce com o apoio incondicional das autoridades que estão sempre a fazer túneis, viadutos e outros estímulos para entupir as ruas.

Achei no Blog do Ford

Morro do Cal

Por , 22 de fevereiro de 2010 18:53

Sábado resolvemos partir para uma exploração, o Leandro achou no Google Earth, o Morro do Cal em Campo Magro. Nos encontramos em frente a TagBike. Eu, Tui, Leandro, Guilherme e Bruno, seguimos em direção do parque Barigui onde encontramos o Daniel.

Decidimos evitar o asfalto e seguir por estradas de terra, pegamos a trilha que vai por trás da Copel e depois umas estradinhas com subidas bem pesadas, ate a Colônia Dom Pedro, onde paramos em frente a Igreja para um lanche rápido.

O calor começou a apertar e fizemos mais algumas paradas para comprar água. O Guilherme teve um problema com o eixo da roda traseira um pouco antes de chegar na igreja Miqueleto. Faltava pouco para chegar mas o Bruno já mostrava sinais de estar muito cansado.

Pegamos mais algumas subidas e outras boas descidas e não achamos a entrada do morro, perguntamos para uma moradora e ela nos explicou o cominho da roça, ou melhor o cominho do morro. Levamos as bike até onde deu e depois fomos a pé por uma trilha cheia de cascalho e íngreme. Tiramos algumas fotos e descemos, o Bruno foi o único que subiu completamente o morro, os demais ficaram na estrada aguardando em uma sombra.

Na volta, todos estavam bem cansados e com fome, paramos em uma venda e tomamos umas “gasosas” na dúvida se encontraríamos algo aberto mais adiante. Já eram 2 horas da tarde e provavelmente não iria ter almoço em Campo Largo, por sorte achamos um restaurante a beira de estrada onde paramos e matamos a fome.
Seguimos pela 277 até a altura do Museu do Mate onde pegamos a rua Mato Grosso e seguimos até o Parque Passaúna onde pegamos a trilha ecológica e descansamos no final desta.

Saindo dali, fomos em rumo ao Parque Barigui e tomamos um caldo de cana para encerrar o pedal.

Fechei o pedal com 96 quilômetros e média de 18,18 km/h.

Fotos: Morro do Cal 20/02/2010

GPS: GPSies - Morro do Cal 20/02/2010

Relato e fotos do Leandro: Cicloturista Urbano – Morro do Cal

Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 2

Por , 8 de fevereiro de 2010 18:01

Depois do susto da noite passada, acordamos um pouco tarde do previsto. Nosso café da manhã foi uma caramanhola com uma lata de leite condensado e alguns pães com biscoito. Levantamos o acampamento e arrumamos as coisas e saímos do parque já era umas 9:40. O caminho de volta não estava lá aquelas coisas, muito barro devido a chuva que caiu a noite toda, nisso já atolamos rodas e os pés, logo chegamos na famosa estrada de Guaraqueçaba,  o cansaço  bateu antes de chegarmos a Tagaçaba e olha que Tagaçaba fica a menos de 35 quilômetros do parque, e só faltava mais 65 quilômetros  até Morretes, mas aquele sobe e desce quase infinito, só não tão infinito pois tem horas que você só sobe, e numa desta subidas chegamos ao mirante, que também parece mais uma daquelas cenas do “Lost”.

Quando chegamos em Tagaçaba, parecia que tinhamos pedalado uns 80 quilômetros. Tomamos um café de verdade e tocamos em frente, faltava muito e como faltava, subida e descida para chegar ao asfalto, a estrada tem muitas pedras e nas subidas tem mais ainda, a bicicleta as vezes patina e isso cansa muito.

Bem mais adiante alguns trechos com retas imensas, e quando eu achei que tinha acabado as subidas, ai sim veio uma monstruosa com 210 metros de altitude, foi ai que me acabei de vez.

Chegamos no asfalto já era mais de 15:30, e depois de andar mais uns dois quilômetros no asfalto a bagageiro do Rafael quebrou. O suporte que se prende ao selim partiu, partiu para aquele lugar segundo o Rafael, sorte estávamos no asfalto e prendemos como deu, usamos um extensor e ficou uma maravilha. A fome e o cansaço estava na cara dos dois e paramos no Recanto Rio do Nunes, lanchamos e o céu caiu, muita chuva, o Gassner resolveu ler e eu arrumar meu cambio que falhou muito durante toda a estrada. Uma hora depois resolvemos seguir viagem até Morretes e procurar abrigo para passar a noite, achamos o Hotel Nhundiaquara, parece meio assombrado, mas nada como o dois ciclo-fedidos e cansados.

Acordamos, comemos e fomos atrás de uma bicicletária para trocar o bagageiro. Pegamos o caminho para São João da Graciosa e claro subir a estrada da Graciosa. Subida dura mas menos cansativa que a estrada de Guaraqueçaba, alguns caldos de cana para aguentar a subida e lá fomos nós. Antes da uma da tarde chegamos no mirante da Graciosa.

Depois de alguns petiscos, seguimos para a BR-116, antes paramos no último caldo de cana e comemos pastéis, a parte mais entediante da viagem foi pegar esta estrada, são mais 45 quilômetros até chegar em casa, a chuva nos cercou várias vezes, mas não tomamos um banho de chuva se quer durante toda a viagem :)   O Rafael me acompanhou até perto de casa e depois ele seguiria pelo centro até Curitiba.

Fotos desses dois dias:

Salto Morato – Morretes 28/01/2010
Morretes – São José dos Pinhais 29/01/2010

GPS:

Salto Morato – Morretes : GPSies - Salto Morato - Morretes 28/01/10

Morretes – São José dos Pinhais : GPSies - Morretes - São José dos Pinhais 29/01/10

Canyon do Amola Faca

Por , 21 de dezembro de 2009 0:31

No pedal do domingo passado havíamos combinado de fazer um “último pedal do ano” esses acima de 100 quilômetros, mas ninguém sugeriu nada e logo no começo da semana o Leandro enviou a proposta de pedal pelo Canyon[bb] Amola Faca :) uma excelente sugestão.

Sai já era 06:20 da manhã e estava um pouco frio mas gostoso para pedalar, ainda mais que eu estava atrasado, iria encontrar o pessoal as 07:00 no Passeio Público então pedalei rápido e ainda cheguei 10 minutos atrasado, lá encontrei o Mildo, Pedro e o Renato Pedaleiro para minha surpresa, ele andava meio afastado dos pedais. Mal cumprimentei a turma e partimos para a Havan Barigui onde o combinado era 7:30, chegamos todo juntos, e partimos em 8 pedalantes Leandro, Du, Jops, Busa, Pedro, Mildo, Renato e eu.

Iniciamos em ritmo muito bom pela BR-277 até a entrada de Campo Largo onde paramos para um café da manhã, e ainda continuo me perguntando “esse pessoal pedala para comer ou come para pedalar!”

Seguimos em direção a São Luiz dos Purunã, logo apareceram os “speedeiros” eu, Mildo e o Du pegamos o vácuo deles e fomos longe e de Mountain bike[bb].

Foto: Mildo

A subida da serra de São Luiz do Purunã foi tranquila, logo no fim da subida o Du nos alcançou e ainda pregou uma peça no Mildo que por sua vez mostrou que ainda é bruto :D , atravessamos a rodovia e nos reunimos novamente em um ponto de ônibus ao lado do pedágio e aproveitamos para mais uma descansada mas agora era mais tranquilo pois já tínhamos atingido 1130 metros de altitude e agora era só descer para 860 metros até Balsa Nova onde um almoço suculento nos esperava, mas antes de chegar em Balsa Nova nos deparamos com uma parede alguns tiveram de empurrar a bike também pudera o sol já castigava e já estava próximo do meio, passado o perrengue chegamos em Balsa Nova, almoçamos e tiramos um merecido descanso na praça da cidade.

Tá espera ai! e o tal canyon do Amola Faca? Não sei eu também não vi! :(

A volta foi mais tranquila ainda, pelo menos até pegar o asfalto da BR-277. O sol brilhava forte e o almoço pesava, paramos em uma venda para comer uns sorvetes em uma cidadezinha chamada Bugre que fica entre Balsa Nova e Campo Largo, a história do asfalto! Esta parte sempre é a mais complicada sol e um mais sobe do que desce o Renato começou a sentir as pernas e paramos em Campo Largo para comer umas sobremesas de fruta e descobri o tal salame sem gordura :)

Eu, Mildo, Renato e Pedro saímos um pouco antes do resto do pessoal, o Mildo e o Pedro logo distanciaram-se e eu segui com o Renato que começou a sentir muito a sua perna, fizemos algumas paradas estratégicas e logo chegamos em Curitiba.

Me despedi do Renato e segui para São José dos Pinhais, escolhi a canaleta da Marechal Floriano e peguei um vento forte até chegar em casa, me desgastei muito e já faz mais de um mês que não faço um pedal logo o último foi o Sete Suicida acabei sentido a perna também.

Outros relatos

pedaleiro.com.br
CicloturistaUrbano

Números do Pedal

Distância – 168 km
Média – 21.20
Tempo pedalando – 08h 02′
Tempo total – 10h 13′

Fotos
Canyon Amola Faca

Georreferência
GPSies - Canyon Amola Faca

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