Posts tagged: Estrada Dom Pedro

Anhaia – Graciosa – Antonina

Neste sábado iria fazer a volta da Graciosa novamente e sem os alforges, praticamente sem dormir, sai de casa 06:20 da manhã para encontrar Leandro, Rafael, Guilherme (Tourinho) e Jefferson na BR277. Estava bastante frio e ao chegarmos no SAU, o termômetro marcava entre 6 a 7 graus as 07:30 da manhã :-? seguimos em um ritmo bom até a entrada do Anhaia.

Foto: Rafael Gassner

Começamos a descer e adivinha quem passou a mil por nós? sim o Tourinho…. e quase que passa reto em uma curva, alguns protestos do Rafael e ele desceu com um pouco mais de calma. Já lá em baixo a temperatura estava muito agradável e começamos a tirar os agasalhos, seguimos pela estrada Anhaia até uma ponte e depois cortamos por outra estrada que sai ao lado da Rodoviária de Morretes.

Foto: Rafael Gassner

Foto: Leandro Tagliari

Uma voltinha pelo centro da cidade para umas chapas e seguimos pela rodovia até São João da Graciosa, onde me separei da turma, estava sentindo as pernas mole e sem condições de subir a Graciosa e encarar a Estrada Dom Pedro. Retornei pela Rodovia 410 até Antonina e peguei um Ônibus de volta para São José. Ao chegar em São José vi um que estava vento muito forte, e me ajudou a chegar em casa mais rápido. Infelizmente não conclui este pedal mas fechei com 100km e média de 23.9 Km/h.

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Fotos na galeria do Rafael Gassner: Anhaia – Morretes – Graciosa

7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete

É meus caros o nome já da medo. Projeto este elaborado pelo Odois.org. Programação com duas semanas de antecedência e a expectativa sempre toma conta. Um dias antes do combinado a previsão do tempo não parecia que ia ajudar muito, se bem que previsão do tempo em Curitiba é como jogar na mega-sena. Chega o dia e eu parto direto para o Colégio Militar, aquele do exército mesmo, e chego 15 minutos antecipado e logo em seguida chega o Luiz Dois MegaPixel, 7 horas da manhã e só nós para o Sete? Bom, após 10 minutos… eba!! chega Odois, junto o Stulzer e logo mais, um pouco mais atrasado chega o Rafael Gassner então partimos em oito (Eu, Du, Lulis, Arce, Thiago – Odois, Rafael, Luiz – 02mp e Stulzer – Transpirando) rumo a missão suicida ou ao Sete Suicida assim denominada a aventura pelo Odois.

O dia estava propicio para pedalar um pouco nublado e com temperatura agradável, saímos em direção ao Tarumã pela BR-116 e Estrada do Alfaville, e uma paradinha rápida para o Du encher o seu pneu. Fomos em ritmo bom pela Estrada Dom Pedro até o Oratório do Anjo da Guarda, onde fizemos uma pausa e um pequeno lanche.

Em seguida pegamos a Trilha do Alemão até a casa de Pedra, onde ao lado mora um simpático casal de velhinhos, deixamos as bikes lá, o Thiago retornou pois tinha compromisso e não subiu. Todos preparados para enfim, subir o tal morro.

Todos preparados para o começo da subida? Subimos, subimos, subimos… nossa até onde isso vai dar? calma falta muito ainda… É o negócio foi tenso foi uma hora e pouco até aparecer uma “janela” (é uma parte do morro onde a mata abre e se pode avistar a serra do mar) o morro tem uma mata fechada o que torna o ambiente muito úmido e abafado, e por ser mata fechada conseguimos com isso bastante arranhões, tropeções em galhos e muitas espetadas de uma planta que eu não sei o nome e que doía bastante.

Vista da Janela no Mãe Catira

Vista da "Janela" no Mãe Catira

Eu achei que não podia piorar… e piorou… para chegar no cume do morro Mãe Catira, tinha uma vegetação que ficava na altura da cabeça e aqui eu me ralei de verdade, braços e pernas sentiram o drama. Passou rápido e logo estávamos a 1450 metros no cume do Mãe Catira e já não se via muita coisa pois entrou umas nuvens muito baixa e tapou a vista. Beleza vamos pro 7, subimos por onde? Não, nós vamos descer agora, e que descida era praticamente um buraco sem o buraco, na hora me empolguei com a descida, como diz o ditado: pra baixo todo santo ajuda. e ajuda mesmo, só não ajuda as pernas… aqui começou meu tormento físico, minhas pernas me abandonaram no meio da descida… e eu achei que só ia descer tivemos que subir mais um tanto para chegar agora nos 1350 metros no cume do Sete.

A paisagem é deslumbrante e recompensadora, dali avista-se o conjunto Pico do Paraná e a serra do mar, pena que as nuvens não ajudaram muito. Fizemos um lanche bem reforçado com direito a legumes em conserva, salame, cookies e outras coisas. Descansamos bastante, pois para chegar até o cume do sete foram 2:30 de caminhada e claro tinha mais 2:30 de retorno só que agora cansados. Eu estava muito cansado e logo fiquei para traz junto com o Luiz que me fez companhia até a subida do Mãe Catira e inicio da descida do mesmo morro… andei uma boa parte sozinho nesta hora e esperava alcançar um riozinho que passava por ali, eu já estava sem água e suava muito. logo encontrei eles bem relaxados e refrescados no rio. juntei-me a eles e enchi minhas carmanholas, mais um pouco de descanso e refresco e vamos embora, pois começou as trovoadas e ninguém estava afim de enfrentar um morro com chuva.

Foto de RGG

Daqui desci acompanhado do Luiz e do Lulis, mas já não sentia as pernas e fui aos trancos e barrancos literalmente morro abaixo! Logo acabou, chegamos na casa do casal de velhinhos e fomos direto para o rio que passa ao lado da casa, mergulhar os pés.

Tinha um logo trecho para voltar embora, 50km pedalando, nossa e as pernas que já não sentia mais? é não sentia mesmo, mas o grupo muscular era outro para pedalar, então beleza… só que depois de 5 km percebi que estava cansado mesmo, ainda bem que o povo parou em uma lanchonete próxima a BR 116, a maioria (ou todos, não lembro) pediu caldo de cana e pastel e para a surpresa de todos o chorinho do caldo de cana rendeu mais dois copos :)

Energia reposta, fomos com um só objetivo: Voltar embora. Eu acabei abrindo uma certa distância do grupo e entrei direto no contorno sul, achei que entrariam pela estrada do Alfaville por onde cruzamos o contorno na ida, fiquei esperando e nada, todos passaram reto, acabei indo embora sem me despedir de todos. Só faltava agora 28 km para chegar em casa e acabei levando mais duas horas, estava completamente exausto.

Mais fotos na minha Galeria e na Galeria do RGG

Outras Publicações:

Odois.org
Luiz Dois MegaPixel
Stulzer Transpirando.com

Volta da Graciosa

O sol ainda não tinha surgido no horizonte e a temperatura já marcava 15 graus, eram 05:30 da manhã quando me preparava para sair em mais um pedal daqueles.

No meio da semana marcamos de fazer a subida da Graciosa, descendo a BR 277 indo até Morretes, até ai tudo bem… mas como vamos fazer uma viagem em janeiro (depois eu conto melhor esta história) resolvemos carregar as bikes com alforges e encher os mesmo, no total as bike ficaram com 31 quilos, isso nos fez pensar muito bem em que vamos levar.

Marquei com o Mildo as 06:40 no posto do trevo da Av, Rui Barbosa com a BR 277, o Luiz confirmou que viria um dia antes, já de cara me atrasei um pouco, calculei o tempo que sempre levo para chegar lá, só que dessar vez que não chegaria por causa do peso.

O dia prometia, pois não havia uma nuvem no céu. Iniciamos a nossa jornada pela 277 rumo a Morretes, logo paramos no SAU no Km 59, e fizemos um lanche rápido, como já é costume a parada neste local, mais umas fotos e um pouco de papo, seguimos adiante.

A descida foi bem tranquila, mas a cada metro que descia, confesso a vocês, eu pensava na subida depois… Chegando no trevo que entra para Morretes meu pneu traseiro furou, o único. Os borrachudos começaram a atacar, ainda bem que estávamos bem equipados, eu tinha repelente no alforge.

Após o conserto do pneu e protetor solar, pois o sol já dava seus primeiros indícios de castigo as 09:00, juntamos tudo e seguimos a viagem novamente, até o Mildo parar para mais fotografia e de repente aparecer o trem. Esse trem que nos persegue!! veja esta história no 02 MegaPixel e no Odois.org.

Chegamos em Morretes e pegamos uma rua fechada… era o aniversário de Morretes que no momento havia um desfile das escolas, e nós com a maior sutileza atravessamos o meio do desfile de bike :)

Fizemos uma parada rapidinha para comprar umas balas de banana e seguimos em direção a São João, paramos no rio Nhundiaquara para saborear o uma lata de pêssego que também já faz parte da tradição. Relaxamos um pouco, pois logo começaria a subida…

Relaxados e descansados. logo começamos a subir e já sentimos que a dureza tinha começado, paramos no recanto Mãe Catira a 130 metros e fomos direto nos refrescar em baixo da ponte, a água estava bastante fria, mas não foi motivo para eu e o Mildo não entrar na água, o Luiz ficou só olhando e com receio de entra na água fria.

Não tinha mais como voltar, agora era encarar o bicho de frente, então fomos e subindo e subido cada vez mais, já era 11:00 horas e o sol castigava cruelmente os 3 pedalantes, o engraçado era ver a cara das pessoas que desciam de carro a serra, e mais engraçado era ver a cara de perplexos dos bikers que desciam a estrada :0

A subida e o calor foram cruéis, fizemos varias paradas rápidas durante o percurso… até chegarmos em uma cachoeira bem próximo ao topo, indicação do Mildo, que já tinha sofrido em uma outra aventura com o Renato.
Ficamos bastante tempo neste local, fizemos um “almoço” com direito a Lombinho, atum, sardinha, aspargos e pepinos. Ah e coca-cola que o Luiz comprou no meio da serra.

Agora devidamente alimentados e descasados… subimos mais uns 100 metros e chegamos na trilha do Alemão, uma trilha bastante bonita e com bastante cascalho, seguimos reto sem paradas até a estrada Dom Pedro, onde parecia que a serra não tinha acabado! era um sobe e desce, o pior estava por vir. esta estrada está sendo pavimentada e em certos trechos a muito cascalho solto para ser colocado o asfalto por cima e isto dificultou as coisa um pouco, quase cai nesta hora.

Chegamos na BR 116 ” Contorno Sul” foi quando a situação piorou de vez!! a água dos três acabou e não há nada em 17 km para comprar água… chegamos quebrados no SAU da Autopista Litoral Sul. enchemos as caramanholas e tomamos um café, descaçamos mais um pouco e discutimos sobre a viagem.

Logo nos despedimos no trevo da BR 277, o Mildo e o Luiz seguiram para Curitiba ele tinha mais uns 20km pela frente e eu segui reto para São José dos Pinhais…

Fechei o pedal com 140Km, altimetria 1689 metros de subida acumulada e 9:40 de roda girando!

Mais fotos acesse a galeria aqui e Fotos do Luiz aqui

O relato do Luiz veja aqui