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Duas Mamas – Schroeder

Por , 2 de janeiro de 2013 16:07

Aproveitando a parada do fim de ano e a estadia em Joinville e levei as mountain, sim são duas agora (mas uma é da minha esposa) para dar umas voltas e tentar fechar 5000 quilômetros pedalados no ano, não consegui, fiquei mesmo nos 4714 km mesmo. Na sexta feira (28) terminei de montar a uma bike para a minha esposa, uma Mosso, porém, comprei errado o cambio dianteiro que veio com braçadeira com diâmetro de 31.8 e deveria ser 34.9 (Essa falta de padrão!) Em Joinville passei em uma bike shop para comprar o cambio correto e conversa vai e conversa vem, descobri uns pedais bacanas pra se fazer e um desses era o morro Duas Mamas perto de Schroeder, com 3 km de subida com trechos bem pesados com 14% de inclinação.
Depois de passar o sábado inteiro chovendo, domingo melhorou bastante e sai com o dia nublado, ainda bem, pois o clima da região é extremamente abafado. Primeiramente um trecho urbano com muito movimento até o inicio da estrada da região do rio Piraí – Onde tem dois saltos, não conheço ainda, mas já está nos afazeres. Estrada bem plana praticamente não há subidas e muitas retas um lugar bacana pra pedalar, bastante plantações de arroz e a paisagem bucólica.

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Depois de 18 km o bicho pega, a vegetação fecha e vento nem pensar, o remanescente do abafado de Joinville começa a pegar e a subida já começa bem inclinada e o chão muito pesado por conta da chuva do outro dia deixaram os 360 metros de subida sofrida.

Mas o bacana foi descer e descobrir que o outro lado do morro era praticamente um tapete, e logo em seguida um asfalto novinho que leva até o centro de Schroeder – Parei em um posto já conhecido de outro pedal – Por falar nesse pedal, refiz todo o trajeto que tinha feito a 2 anos. E se eu achava que pedalar pelo contorno Sul era chato, essa estrada do Arroz, como é conhecida, é muito mais chata!

Fechei o último pedal do ano com 73 Km média de 21.3 Km/H em 03:23 de pedal.

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Pedal de encerramento 2010 – Dona Francisca e Rio do Julio

Por , 15 de dezembro de 2010 19:48

Não poderia ser diferente o pedal de encerramento de 2010, não muito diferente de subidas, calor, chuva, descidas alucinantes e bikes quebradas.

Toda essa ideia foi proposta, organizada e viabilizada pela turma do Odois. O comunicado com quase dois meses de antecedência e lógico,  esqueci de viabilizar minha folga para este dia, mas como não sou perder um pedal desses e deixar o povo falando mal eu tive que ir 🙂

A turma reuniu-se primeiramente em Curitiba, mais tarde eu e o Zé nos encontramos no posto em São José para esperar o pessoal que vinha com a van e as bikes na carretinha, na verdade uma carretona, super rápida a montagem e também não foi preciso desmontar nada para prender a bicicleta.

07:10 estávamos na estrada ruma a estrada Dona Francisca, paramos na lanchonete Rio da Prata onde desembarcamos e encontramos o restante do pessoal – Mr. Heil, Rdrigo Stulzer e o Peterson. A turma que estava na van eram – Du, Lulis, Arce, Luiz, Renato, Pedro, Daniel, Lyra, Zé e Eu.

Foto : Rodrigo Stulzer

Todos apostos iniciamos a subida já de cara da serra Dona Francisca, as 09:20 com um solzinho bem forte na cabeça, a transpiração era coisa certa neste local do pais, pois é sempre quente e abafado os pedais para esses lados. A subida da serra é mais complicada no inicio onde uma reta bem inclinada assusta bastante mas depois é mel na chupeta, um pouco antes do mirante da serra existe uma cachoeira que fica do lodo oposto que quem sobe, e lógico tinha uma sombra providencial, resolvi dar uma parada nela para baixar o ritmo cardíaco e refrescar um pouco, o restante da turma resolveu parar também e se impressionaram com a cobra, pouco mais a frente cheguei no mirante onde estava marcado o primeiro ponto de encontro. Depois de muitas fotos e muita água e todos descansados resolvemos seguir em frente e terminar a subida da serra até a entrada para estrada do Rio do Júlio.

Nesta parte o grupo ficou bastante separado, como a represa do Rio do Júlio estava perto, cerca de 10 quilômetros, resolvemos seguir em frente até lá, pois não conseguia contato com o Du via rádio. Esperamos cerca de uma hora e meia para a chegada do pessoal, que acabou atrasando devido a problemas na bicicleta do Renato e o mesmo resolveu voltar e descer a serra para encontrar a van.

Depois da chegada do pessoal que ficou para traz ajudando o Renato, a turma disparou para cachoeira do Macaquinho, não aguentavam mais as várias picadas de Tabanidae ou melhor Mutuca, como era de se esperar tinha mais uma boa subida, ora, estávamos em uma represa e para sair dele tem que subir 😀 – Passado a subida veio uma descida forte e cheia de curvas e bastante pedra solta, no caminho encontrei o Luiz e passei por ele, o bixxo jogou um olho grande que o pneu dianteiro furou, para variar levei uma câmara reserva furada. O bixxo acabou emprestando a dele.

Encontramos o restante do pessoal na cachoeira, fiz uma parada rápida, o Pedro já tinha se mandado para Schroeder, a fome dominava seu pensamento e suas pernas, continuei a descida que ficou um pouco mais forte e com curvas mais insanas, do lado esquerdo o penhasco era de causar vertigem, e como disse o Stulzer, dava para saltar de para-glide do morro.

Arce praticando Yoga

Fizemos uma parada em um posto de gasolina, nos reagrupamos e de repente chuva. Esperamos a chuva passar e escutamos a história de um senhor com sua bicicleta de 60 anos, único dono, quase todas as peças originais, só não era original o que desgastou – pedal, corrente, pneu… Quando a chuva aliviou um pouco saímos todos juntos e logo formou-se um pelotão cruzando a cidade, mantivemos este ritmo por um bom tempo até a estrada de chão começar, ao chegar na rodovia do arroz fizemos outro grupo menor e saímos novamente formando um pelotão agora menor, segui na frente por uns 15 minutos puxando a turma em uma média de 36 km/h, até sentir a perna pesada, o Lyra tomou a frente e seguiu puxando o Luiz e o Arce e logo abriram uma boa vantagem, fiquei para traz junto com o Stulzer e o Fábio, seguimos na chuva, ora forte ora mais fraca, mas sempre com chuva até o posto Rudnik. Um pouco antes de chegar, levei um susto, o Stulzer caiu ao subir um desnível do asfalto, quando olhei para trás, vi ele escorregando no asfalto molhado e a bicicleta indo para a pista. Susto passado e umas escoriações no braço.

Foto: Rodrigo Stulzer

Todos chegaram bem cansados, mas com um sorriso no rosto e a satisfação de ter concluído um pedal de soltar as tiras, foram várias as piadas e muito suor neste pedal de fim de ano, que teve: Subida de serra, descida de serra, sol, chuva, asfalto, terra e muito mais…

E o parabéns especial para o Du que além de organizar todo este pedal recuperou-se de uma cirurgia na patinha e não tinha participado do Cerne II e também para o Lyra que também passou por uma cirurgia e já mandou um Costa verde e Mar e seguiu junto nas subidas comigo.

Fotos:

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