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Sambaquis do Guaraguaçu

Por , 2 de novembro de 2010 22:58

Nesta segunda-feira quase feriado, saímos eu, Leandro e Jopz para um pedal além cubo*. O projeto era iniciar pela estrada que começa ao lado da ponte do Rio Guaraguaçu em Praia de Leste e ir até Pontal do Sul mas antes disso entrar em uma trilha para conhecer os Sambaquis e passar por uma aldeia índigena ativa.

Estrada muito bonita e bastante arborizada, o que garante uma sombra extra para pedalar no sol de rachar. Até a aldeia são cerca de 9 quilômetros, existe até uma recepção para atender os turistas, porém qualquer solicitação tem que ser dirigida para o cacique que mal fala português, mas a cobrança para acessar o sambaqui pode ser feita normalmente com outro índio, que no caso é a compra de um artesanato deles.
Subimos no sambaqui e depois fomos atrás de uma trilha, mas o caminho estava muito fechado, então procuramos um forno gigante que obviamente existem várias histórias. Vale ressaltar que nosso guia oficial era o Jopz, ele já esteve neste local anteriormente e descobriu algumas história e até o forno e nos inteirou de tudo.

Será que vamos ter que levar umas telhas!

Voltamos até a bifurcação onde a estrada principal deveria ser a que leva até Pontal do Sul, mas logo descobrimos porque ela estava quase fechada pelo mato. A diversão aqui foi o que fez valer apena o pedal. Começamos com umas poças pequenas e tomando cuidado para não molhar as sapatilhas, mas logo descobrimos que seria tempo perdido tentar se manter seco e limpo. Tinha poças de tudo que era jeito, com água limpa, suja, gosmenta, verde… Pior era as parte onde de repente afundava enquanto pedalava e a bicicleta atolava além cubo*, quando não  estávamos  submerso, era a lama de areia que  dificultava mais as coisas, era praticamente impossível pedalar, na verdade era possível pedalar, mas sem sair do lugar.

Uma das poças verdes

Depois de encarar quase 4 quilômetros de atoleiro, chegamos na parte seca porém com bastante areia, a pedalada ficou mais pesada. Já era 12:30 quando chegamos na estrada que saia para Shangri-la, mas como estávamos obstinados a terminar o proposto, seguimos no que parecia uma estrada. Já no começo mostrando que a civilização estava presente, tinha muito lixo espalhado ao longo da estrada, mas logo a estrada se transformou em trilha e a natureza tomou forma novamente. Foram mais 9,5 quilômetros até Pontal do Sul em um piso arenoso e pesado. Chegando fomos direto para a praia, não entramos na água mas batemos várias fotos e apreciamos um pouco a paisagem de verão.

A preguiça era grande e imaginamos que o vento seria de frente, desta vez contamos com a sorte e o vento ajudou, seguimos pela ruas a beira-mar até o balneário de Atami e depois pela areia até Praia de Leste. Foi muito bom curtir o vento e o mar.

Fechei o pedal com 58 quilômetros e com muita sujeira dentro da sapatilha, mas o pedal foi show.

* Definição de Além Cubo: Geralmente quando ciclistas resolvem fazer trilhar e encarar lama e até água, a situação é encarada de forma normal. Eu chamo isso de atolar até os cubos, pois a bicicleta atola e para de afundar quando o garfo atinge o barro, assim aconteceu na Trilha dos Jesuítas. Porém a situação onde não há limite e tudo afunda, inclusive o ciclista, dou o nome de além cubo.

Fotos:

Outros Relatos:

    GPS:

    • GPSies - Sambaquis de Guaraguaçu 01/11/2010

    Virtualbox – Problemas com USB no Ubuntu 10.04

    Por , 4 de maio de 2010 19:45

    Depois da atualização do Ubuntu 10.04 verifiquei um bug já na inicialização

    mount point /proc/bus/usb does not exist

    Cancelei a montagem das unidades e verifiquei o que poderia ser, mas já de cara sabia que era uma linha inserida manualmente no fstab para habilitar as portas USB para o Virtualbox. Utilizo o Virtualbox somente para rodar 2 programas no Windows o MapSource e o GPS TrackMaker e justamente para isso necessito das portas USB. Parti para uma atualização do Virtualbox, mas a Sun ainda não disponibilizou uma versão para o Lucid Lynx, pesquisado um pouco no Lauchpad descobri que já estão tentando solucionar este problema, mas até lá, a solução é bem simples.

    Basta abrir o terminal e digitar:

    # sudo hald --daemon=no

    Agora é só abrir o Virtualbox e utilizar normalmente, depois para para o serviço é só dar um Ctrl + C

    Referência: https://bugs.launchpad.net/ubuntu/+bug/507881

    Trilha dos Jesuítas

    Por , 28 de fevereiro de 2010 15:39

    Eu estava com a manhã comprometida e não daria para ir no pedal do Leandro – lá pelas bandas da Serra dos Veados, o Mildo também estava com problemas em sair cedo, resolvemos então de última hora pedalar aqui por São José dos Pinhais e encontrar com um outro grupo que ia fazer um pedal mais light – Jaiderson e o Zé. Mas para minha surpresa o Rafael veio junto com o Mildo e como estava relativamente cedo para encontrar a turma, saímos em direção a Roça Velha para coletar uns track por lá, mas no meio do caminho encontramos várias estradinha que eu não conhecia e também não estavam no GPS.
    Logo no começo já começou a sina… perto da Col. Murici o meu pneu traseiro furou, e logo em seguida em menos de 5km mais um furo, meu lógico… Foram no total 5 furos, 3 furos meus, 1 do Mildo e outro do Rafael.

    Ao chegarmos na Colônia da Malhada, paramos em uma lanchonete que esta sempre aberta “Sábados e Domingos” abastecemos as caramanholas e a barriga também. O Mildo viu que seu pé de vela estava quase desmanchando, todos os parafusos das coroas estavam soltos e caindo, um se foi.

    Resolvemos voltar, o tempo começou a ficar meio fechado, mas escolhemos voltar pelas Gamelas e depois fazer o 3 Mata Burros e acrescentar ainda a Trilha dos Jesuítas, já que não daria mais tempo de encontra o outro grupo.
    Seguimos em direção das Gamelas achamos mais umas estradinhas mas nenhuma tinha saída, e depois veio as subidas até chegar no ponto mais alto 1013 metros na Papanduva da Serra, logo em segui viria o sobe e desce dos “3 Mata Burros” passamos por um mata burros visível ainda.

    Mais a frente depois de muito sobe, pegamos a entrada da trilha dos Jesuítas, que já estava cheio de lama 🙂 e ai começou a diversão.
    Diversão??? – ah, é por causa da lama né?
    Quase isso, o Mildo estava com pneus slicks e andar em trilhas com este tipo de pneu não é muito recomendado, abaixo está o motivo 😀

    5 Pneus furados = R$ 30,00
    1 Selim quebrado = R$ 48,00
    3 Revisões = R$ 180,00

    Ver o Mildo esticado no chão = Não tem preço!

    Enfrentamos a trilha e uns motoqueiros também, a trilha estava boa, muito barro, muita água, muita valeta e muita pedra lisa, até o Rafael quebrou o seu banco ao cruzar uma dessas valetas.
    Chegamos na 277 cansados e muito sujos, paramos no SAU e matamos um café, o Mildo agora puxando o pelotão a 40km/h com seus pneus slicks.

    Cheguei em casa bem cansado, achando que ia ser um pedalzinho light, fechei com 76 km pedalados, média de 19.32, 1060 de altimetria em 6 horas de pedal e 4 horas pedalando.

    Mais fotos: Trilha dos Jesuítas

    GPS: GPSies - Malhada - Trilha Jesuítas 27/02/2010

    Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 2

    Por , 8 de fevereiro de 2010 18:01

    Depois do susto da noite passada, acordamos um pouco tarde do previsto. Nosso café da manhã foi uma caramanhola com uma lata de leite condensado e alguns pães com biscoito. Levantamos o acampamento e arrumamos as coisas e saímos do parque já era umas 9:40. O caminho de volta não estava lá aquelas coisas, muito barro devido a chuva que caiu a noite toda, nisso já atolamos rodas e os pés, logo chegamos na famosa estrada de Guaraqueçaba,  o cansaço  bateu antes de chegarmos a Tagaçaba e olha que Tagaçaba fica a menos de 35 quilômetros do parque, e só faltava mais 65 quilômetros  até Morretes, mas aquele sobe e desce quase infinito, só não tão infinito pois tem horas que você só sobe, e numa desta subidas chegamos ao mirante, que também parece mais uma daquelas cenas do “Lost”.

    Quando chegamos em Tagaçaba, parecia que tinhamos pedalado uns 80 quilômetros. Tomamos um café de verdade e tocamos em frente, faltava muito e como faltava, subida e descida para chegar ao asfalto, a estrada tem muitas pedras e nas subidas tem mais ainda, a bicicleta as vezes patina e isso cansa muito.

    Bem mais adiante alguns trechos com retas imensas, e quando eu achei que tinha acabado as subidas, ai sim veio uma monstruosa com 210 metros de altitude, foi ai que me acabei de vez.

    Chegamos no asfalto já era mais de 15:30, e depois de andar mais uns dois quilômetros no asfalto a bagageiro do Rafael quebrou. O suporte que se prende ao selim partiu, partiu para aquele lugar segundo o Rafael, sorte estávamos no asfalto e prendemos como deu, usamos um extensor e ficou uma maravilha. A fome e o cansaço estava na cara dos dois e paramos no Recanto Rio do Nunes, lanchamos e o céu caiu, muita chuva, o Gassner resolveu ler e eu arrumar meu cambio que falhou muito durante toda a estrada. Uma hora depois resolvemos seguir viagem até Morretes e procurar abrigo para passar a noite, achamos o Hotel Nhundiaquara, parece meio assombrado, mas nada como o dois ciclo-fedidos e cansados.

    Acordamos, comemos e fomos atrás de uma bicicletária para trocar o bagageiro. Pegamos o caminho para São João da Graciosa e claro subir a estrada da Graciosa. Subida dura mas menos cansativa que a estrada de Guaraqueçaba, alguns caldos de cana para aguentar a subida e lá fomos nós. Antes da uma da tarde chegamos no mirante da Graciosa.

    Depois de alguns petiscos, seguimos para a BR-116, antes paramos no último caldo de cana e comemos pastéis, a parte mais entediante da viagem foi pegar esta estrada, são mais 45 quilômetros até chegar em casa, a chuva nos cercou várias vezes, mas não tomamos um banho de chuva se quer durante toda a viagem 🙂  O Rafael me acompanhou até perto de casa e depois ele seguiria pelo centro até Curitiba.

    Fotos desses dois dias:

    Salto Morato – Morretes 28/01/2010
    Morretes – São José dos Pinhais 29/01/2010

    GPS:

    Salto Morato – Morretes : GPSies - Salto Morato - Morretes 28/01/10

    Morretes – São José dos Pinhais : GPSies - Morretes - São José dos Pinhais 29/01/10

    Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 1

    Por , 4 de fevereiro de 2010 16:36

    Salto Morato, um destino um tanto cobiçado e longínquo. Inciamos essa verdadeira expedição a partir de São Francisco do Sul  em Santa Catarina, pois o Rafael tinha umas pendências naquela cidade e resolvemos partir de lá mesmo. Pedal mesmo só depois de atravessar a Baía da Babitonga , a balsa só saia as 16:30 e chegamos na Vila da Glória as 17:30, “belo horário pra se começar a pedalar”, enfim!, partimos em direção a Guaratuba passando por Itapoá e Barra do Saí.

    Chegamos em Caiobá já era passado das 19 horas e resolvemos para e detonar 6 pães com mortadela e queijo e dois litros de Choco-Milk 🙂 Descansados rumamos agora para Paranaguá e isso já era quase 21 horas e noite. O ritmo foi bom e como estava noite a temperatura ajudou, pegamos a PR-407 que pelo menos tem acostamento, mas como toda estrada que  é plana e com retas loooongas, tudo acaba ficando muito entediante. Não lembro exatamente que horas chegamos em um hotel de Paranaguá, mas chegamos bem cansados e com 106 quilômetros rodados.

    Neste dia pedalamos muito pouco só 27 quilômetros, isso mesmo, saímos do hotel e fomos ao centro de Paranaguá achar ao barco para a travessia até Guaraqueçaba, que não estava muito longe, embarcados e foi praticamente a manhã toda, o barco saiu de Paranaguá as 9 da manhã e chegou em Guaraqueçaba as 11:30, lógico fomos direto achar um restaurante, Guaraqueçaba é assim: Trapiche que chega o barco, uma praça onde se vê quase toda a cidade uma ruazinha que sobe e tem outro restaurante e acabou 😮

    Onde está a antena é o final de Guaraqueçaba

    Devidamente alimentados paramos em uma mercearia (acho que era a única) e compramos alguns mantimentos para passar a noite no camping dali saímos para o Salto Morato, um pedal bem curto o Salto fica a uns 18 quilômetros de Guaraqueçaba. Chegando lá no parque que é mantido pela Fundação O Boticário fomos informados que deveríamos ter efetuado uma reserva, mas como não havia ninguém acampando e estava tranquilo, foi permitida a nossa estádia lá. Alguns lugares da reserva parece com partes do seriado do Lost, aquele auditório no meio do mato, muito sinistro. Chegamos ao camping e logo fomos preparando o acampamento, podia chover e antes que isso acontecesse era melhor estar tudo arrumado, barracas prontas fomos atras do salto propriamente dito, antes passamos por uma ponte pênsil e pelo aquário natural, que na minha opinião é bem mais bonita que o salto, paramos neste aquário e entramos para refrescar o corpo, água extremamente gelada e muito limpa, dá para ver o peixes nos cercando.

    Refrescados fomos até o Salto Morato, que realmente é muito alta, algumas fotos e missão cumprida, chegamos lá. Retornamos ao acampamento e a noite logo chegou também, repelente é atrativo para os pernilongos locais, não adiantava passar repelente eles atacavam da mesma forma, fomos dormir, já que não tinha muito a fazer.

    Lá pelas 4 horas da manhã começa um dialogo, mais ou menos assim:

    -“FABRICIOOOO!!!!”…
    – hummm, fala.
    – Cara você está fora da barraca?
    – ????…  não, estava dormindo!
    – Cara eu escutei uns passos….
    – ??? 😕 :-?, não escutei nada.
    Uma prévia inspeção ao redor do acampamento, sem sair da barraca é claro, e nada de anormal, Tentamos voltar a dormir e é claro que fica a dúvida depois… mais tarde, uns 40 minutos depois sou eu quem escuta os tais passos… 😕 Não sei se foi o cansaço, mas acabei pegando no sono e felizmente nada aconteceu 🙂

    Fotos desses dois dias:

    São Francisco do Sul – Paranaguá 26/01/2010

    Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato 27/01/2010

    GPS:
    São Francisco do Sul – Paranaguá GPSies - São Francisco do Sul - Paranaguá 26/01/10

    Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato “Os dois caras com GPS não salvaram os tracks deste dia”

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