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Anhaia – Graciosa – Antonina

Por , 20 de junho de 2010 13:50

Neste sábado iria fazer a volta da Graciosa novamente e sem os alforges, praticamente sem dormir, sai de casa 06:20 da manhã para encontrar Leandro, Rafael, Guilherme (Tourinho) e Jefferson na BR277. Estava bastante frio e ao chegarmos no SAU, o termômetro marcava entre 6 a 7 graus as 07:30 da manhã :-? seguimos em um ritmo bom até a entrada do Anhaia.

Foto: Rafael Gassner

Começamos a descer e adivinha quem passou a mil por nós? sim o Tourinho…. e quase que passa reto em uma curva, alguns protestos do Rafael e ele desceu com um pouco mais de calma. Já lá em baixo a temperatura estava muito agradável e começamos a tirar os agasalhos, seguimos pela estrada Anhaia até uma ponte e depois cortamos por outra estrada que sai ao lado da Rodoviária de Morretes.

Foto: Rafael Gassner

Foto: Leandro Tagliari

Uma voltinha pelo centro da cidade para umas chapas e seguimos pela rodovia até São João da Graciosa, onde me separei da turma, estava sentindo as pernas mole e sem condições de subir a Graciosa e encarar a Estrada Dom Pedro. Retornei pela Rodovia 410 até Antonina e peguei um Ônibus de volta para São José. Ao chegar em São José vi um que estava vento muito forte, e me ajudou a chegar em casa mais rápido. Infelizmente não conclui este pedal mas fechei com 100km e média de 23.9 Km/h.

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Fotos na galeria do Rafael Gassner: Anhaia – Morretes – Graciosa

Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 2

Por , 8 de fevereiro de 2010 18:01

Depois do susto da noite passada, acordamos um pouco tarde do previsto. Nosso café da manhã foi uma caramanhola com uma lata de leite condensado e alguns pães com biscoito. Levantamos o acampamento e arrumamos as coisas e saímos do parque já era umas 9:40. O caminho de volta não estava lá aquelas coisas, muito barro devido a chuva que caiu a noite toda, nisso já atolamos rodas e os pés, logo chegamos na famosa estrada de Guaraqueçaba,  o cansaço  bateu antes de chegarmos a Tagaçaba e olha que Tagaçaba fica a menos de 35 quilômetros do parque, e só faltava mais 65 quilômetros  até Morretes, mas aquele sobe e desce quase infinito, só não tão infinito pois tem horas que você só sobe, e numa desta subidas chegamos ao mirante, que também parece mais uma daquelas cenas do “Lost”.

Quando chegamos em Tagaçaba, parecia que tinhamos pedalado uns 80 quilômetros. Tomamos um café de verdade e tocamos em frente, faltava muito e como faltava, subida e descida para chegar ao asfalto, a estrada tem muitas pedras e nas subidas tem mais ainda, a bicicleta as vezes patina e isso cansa muito.

Bem mais adiante alguns trechos com retas imensas, e quando eu achei que tinha acabado as subidas, ai sim veio uma monstruosa com 210 metros de altitude, foi ai que me acabei de vez.

Chegamos no asfalto já era mais de 15:30, e depois de andar mais uns dois quilômetros no asfalto a bagageiro do Rafael quebrou. O suporte que se prende ao selim partiu, partiu para aquele lugar segundo o Rafael, sorte estávamos no asfalto e prendemos como deu, usamos um extensor e ficou uma maravilha. A fome e o cansaço estava na cara dos dois e paramos no Recanto Rio do Nunes, lanchamos e o céu caiu, muita chuva, o Gassner resolveu ler e eu arrumar meu cambio que falhou muito durante toda a estrada. Uma hora depois resolvemos seguir viagem até Morretes e procurar abrigo para passar a noite, achamos o Hotel Nhundiaquara, parece meio assombrado, mas nada como o dois ciclo-fedidos e cansados.

Acordamos, comemos e fomos atrás de uma bicicletária para trocar o bagageiro. Pegamos o caminho para São João da Graciosa e claro subir a estrada da Graciosa. Subida dura mas menos cansativa que a estrada de Guaraqueçaba, alguns caldos de cana para aguentar a subida e lá fomos nós. Antes da uma da tarde chegamos no mirante da Graciosa.

Depois de alguns petiscos, seguimos para a BR-116, antes paramos no último caldo de cana e comemos pastéis, a parte mais entediante da viagem foi pegar esta estrada, são mais 45 quilômetros até chegar em casa, a chuva nos cercou várias vezes, mas não tomamos um banho de chuva se quer durante toda a viagem :)   O Rafael me acompanhou até perto de casa e depois ele seguiria pelo centro até Curitiba.

Fotos desses dois dias:

Salto Morato – Morretes 28/01/2010
Morretes – São José dos Pinhais 29/01/2010

GPS:

Salto Morato – Morretes : GPSies - Salto Morato - Morretes 28/01/10

Morretes – São José dos Pinhais : GPSies - Morretes - São José dos Pinhais 29/01/10

7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete

Por , 16 de novembro de 2009 9:30

É meus caros o nome já da medo. Projeto este elaborado pelo Odois.org. Programação com duas semanas de antecedência e a expectativa sempre toma conta. Um dias antes do combinado a previsão do tempo não parecia que ia ajudar muito, se bem que previsão do tempo em Curitiba é como jogar na mega-sena. Chega o dia e eu parto direto para o Colégio Militar, aquele do exército mesmo, e chego 15 minutos antecipado e logo em seguida chega o Luiz Dois MegaPixel, 7 horas da manhã e só nós para o Sete? Bom, após 10 minutos… eba!! chega Odois, junto o Stulzer e logo mais, um pouco mais atrasado chega o Rafael Gassner então partimos em oito (Eu, Du, Lulis, Arce, Thiago – Odois, Rafael, Luiz – 02mp e Stulzer – Transpirando) rumo a missão suicida ou ao Sete Suicida assim denominada a aventura pelo Odois.

O dia estava propicio para pedalar um pouco nublado e com temperatura agradável, saímos em direção ao Tarumã pela BR-116 e Estrada do Alfaville, e uma paradinha rápida para o Du encher o seu pneu. Fomos em ritmo bom pela Estrada Dom Pedro até o Oratório do Anjo da Guarda, onde fizemos uma pausa e um pequeno lanche.

Em seguida pegamos a Trilha do Alemão até a casa de Pedra, onde ao lado mora um simpático casal de velhinhos, deixamos as bikes lá, o Thiago retornou pois tinha compromisso e não subiu. Todos preparados para enfim, subir o tal morro.

Todos preparados para o começo da subida? Subimos, subimos, subimos… nossa até onde isso vai dar? calma falta muito ainda… É o negócio foi tenso foi uma hora e pouco até aparecer uma “janela” (é uma parte do morro onde a mata abre e se pode avistar a serra do mar) o morro tem uma mata fechada o que torna o ambiente muito úmido e abafado, e por ser mata fechada conseguimos com isso bastante arranhões, tropeções em galhos e muitas espetadas de uma planta que eu não sei o nome e que doía bastante.

Vista da Janela no Mãe Catira

Vista da "Janela" no Mãe Catira

Eu achei que não podia piorar… e piorou… para chegar no cume do morro Mãe Catira, tinha uma vegetação que ficava na altura da cabeça e aqui eu me ralei de verdade, braços e pernas sentiram o drama. Passou rápido e logo estávamos a 1450 metros no cume do Mãe Catira e já não se via muita coisa pois entrou umas nuvens muito baixa e tapou a vista. Beleza vamos pro 7, subimos por onde? Não, nós vamos descer agora, e que descida era praticamente um buraco sem o buraco, na hora me empolguei com a descida, como diz o ditado: pra baixo todo santo ajuda. e ajuda mesmo, só não ajuda as pernas… aqui começou meu tormento físico, minhas pernas me abandonaram no meio da descida… e eu achei que só ia descer tivemos que subir mais um tanto para chegar agora nos 1350 metros no cume do Sete.

A paisagem é deslumbrante e recompensadora, dali avista-se o conjunto Pico do Paraná e a serra do mar, pena que as nuvens não ajudaram muito. Fizemos um lanche bem reforçado com direito a legumes em conserva, salame, cookies e outras coisas. Descansamos bastante, pois para chegar até o cume do sete foram 2:30 de caminhada e claro tinha mais 2:30 de retorno só que agora cansados. Eu estava muito cansado e logo fiquei para traz junto com o Luiz que me fez companhia até a subida do Mãe Catira e inicio da descida do mesmo morro… andei uma boa parte sozinho nesta hora e esperava alcançar um riozinho que passava por ali, eu já estava sem água e suava muito. logo encontrei eles bem relaxados e refrescados no rio. juntei-me a eles e enchi minhas carmanholas, mais um pouco de descanso e refresco e vamos embora, pois começou as trovoadas e ninguém estava afim de enfrentar um morro com chuva.

Foto de RGG

Daqui desci acompanhado do Luiz e do Lulis, mas já não sentia as pernas e fui aos trancos e barrancos literalmente morro abaixo! Logo acabou, chegamos na casa do casal de velhinhos e fomos direto para o rio que passa ao lado da casa, mergulhar os pés.

Tinha um logo trecho para voltar embora, 50km pedalando, nossa e as pernas que já não sentia mais? é não sentia mesmo, mas o grupo muscular era outro para pedalar, então beleza… só que depois de 5 km percebi que estava cansado mesmo, ainda bem que o povo parou em uma lanchonete próxima a BR 116, a maioria (ou todos, não lembro) pediu caldo de cana e pastel e para a surpresa de todos o chorinho do caldo de cana rendeu mais dois copos :)

Energia reposta, fomos com um só objetivo: Voltar embora. Eu acabei abrindo uma certa distância do grupo e entrei direto no contorno sul, achei que entrariam pela estrada do Alfaville por onde cruzamos o contorno na ida, fiquei esperando e nada, todos passaram reto, acabei indo embora sem me despedir de todos. Só faltava agora 28 km para chegar em casa e acabei levando mais duas horas, estava completamente exausto.

Mais fotos na minha Galeria e na Galeria do RGG

Outras Publicações:

Odois.org
Luiz Dois MegaPixel
Stulzer Transpirando.com

Volta da Graciosa

Por , 1 de novembro de 2009 22:09

O sol ainda não tinha surgido no horizonte e a temperatura já marcava 15 graus, eram 05:30 da manhã quando me preparava para sair em mais um pedal daqueles.

No meio da semana marcamos de fazer a subida da Graciosa, descendo a BR 277 indo até Morretes, até ai tudo bem… mas como vamos fazer uma viagem em janeiro (depois eu conto melhor esta história) resolvemos carregar as bikes com alforges e encher os mesmo, no total as bike ficaram com 31 quilos, isso nos fez pensar muito bem em que vamos levar.

Marquei com o Mildo as 06:40 no posto do trevo da Av, Rui Barbosa com a BR 277, o Luiz confirmou que viria um dia antes, já de cara me atrasei um pouco, calculei o tempo que sempre levo para chegar lá, só que dessar vez que não chegaria por causa do peso.

O dia prometia, pois não havia uma nuvem no céu. Iniciamos a nossa jornada pela 277 rumo a Morretes, logo paramos no SAU no Km 59, e fizemos um lanche rápido, como já é costume a parada neste local, mais umas fotos e um pouco de papo, seguimos adiante.

A descida foi bem tranquila, mas a cada metro que descia, confesso a vocês, eu pensava na subida depois… Chegando no trevo que entra para Morretes meu pneu traseiro furou, o único. Os borrachudos começaram a atacar, ainda bem que estávamos bem equipados, eu tinha repelente no alforge.

Após o conserto do pneu e protetor solar, pois o sol já dava seus primeiros indícios de castigo as 09:00, juntamos tudo e seguimos a viagem novamente, até o Mildo parar para mais fotografia e de repente aparecer o trem. Esse trem que nos persegue!! veja esta história no 02 MegaPixel e no Odois.org.

Chegamos em Morretes e pegamos uma rua fechada… era o aniversário de Morretes que no momento havia um desfile das escolas, e nós com a maior sutileza atravessamos o meio do desfile de bike :)

Fizemos uma parada rapidinha para comprar umas balas de banana e seguimos em direção a São João, paramos no rio Nhundiaquara para saborear o uma lata de pêssego que também já faz parte da tradição. Relaxamos um pouco, pois logo começaria a subida…

Relaxados e descansados. logo começamos a subir e já sentimos que a dureza tinha começado, paramos no recanto Mãe Catira a 130 metros e fomos direto nos refrescar em baixo da ponte, a água estava bastante fria, mas não foi motivo para eu e o Mildo não entrar na água, o Luiz ficou só olhando e com receio de entra na água fria.

Não tinha mais como voltar, agora era encarar o bicho de frente, então fomos e subindo e subido cada vez mais, já era 11:00 horas e o sol castigava cruelmente os 3 pedalantes, o engraçado era ver a cara das pessoas que desciam de carro a serra, e mais engraçado era ver a cara de perplexos dos bikers que desciam a estrada :0

A subida e o calor foram cruéis, fizemos varias paradas rápidas durante o percurso… até chegarmos em uma cachoeira bem próximo ao topo, indicação do Mildo, que já tinha sofrido em uma outra aventura com o Renato.
Ficamos bastante tempo neste local, fizemos um “almoço” com direito a Lombinho, atum, sardinha, aspargos e pepinos. Ah e coca-cola que o Luiz comprou no meio da serra.

Agora devidamente alimentados e descasados… subimos mais uns 100 metros e chegamos na trilha do Alemão, uma trilha bastante bonita e com bastante cascalho, seguimos reto sem paradas até a estrada Dom Pedro, onde parecia que a serra não tinha acabado! era um sobe e desce, o pior estava por vir. esta estrada está sendo pavimentada e em certos trechos a muito cascalho solto para ser colocado o asfalto por cima e isto dificultou as coisa um pouco, quase cai nesta hora.

Chegamos na BR 116 “Contorno Sul” foi quando a situação piorou de vez!! a água dos três acabou e não há nada em 17 km para comprar água… chegamos quebrados no SAU da Autopista Litoral Sul. enchemos as caramanholas e tomamos um café, descaçamos mais um pouco e discutimos sobre a viagem.

Logo nos despedimos no trevo da BR 277, o Mildo e o Luiz seguiram para Curitiba ele tinha mais uns 20km pela frente e eu segui reto para São José dos Pinhais…

Fechei o pedal com 140Km, altimetria 1689 metros de subida acumulada e 9:40 de roda girando!

Mais fotos acesse a galeria aqui e Fotos do Luiz aqui

O relato do Luiz veja aqui

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