Posts com a tag:Joinville

Quiriri – O retorno

Por , 5 de agosto de 2013 0:33

Passados 4 anos da subida extenuante do Quiriri, cá estou eu novamente a percorrer as estrada sinuosa até o cume do Quiriri em Santa Catarina.

Não tire nada além de fotos;
Não deixe nada além de pegadas;
Não leve nada além das recordações;
Não mate nada, a não ser o tempo.

Faz algum tempo que planejava voltar ao Quiriri, mas com algumas variantes o planejado vai ficando de lado, o Luiz também estava com o Quiriri em sua lista de pendências, até que essa semana batemos o martelo e decidimos encarar e ir de vez. Contamos com ajuda do Marcos que uma semana antes esteve no Quiriri e sem preguiça seguiu conosco até lá novamente, Gerson também de Tijucas nos acompanhou e complementou o trajeto com algumas histórias e dados demográficos da ragião.

Iniciamos o pedal por volta das nove da manhã com um céu extremamente limpo e azul e campos verdes, estrada boa e ritmo muito, praticamente só descida até a divida de estados e entrada no chamado “Campos do Quiriri”

20130803_094530

20130803_100418

Logo em seguida o caminho já começa a subir um pouco o morro fica bem visível a frente o relógio marcava 10:40 e o sol começava a castigar, uma parada rápida no mesmo local que tentamos aquecer um frango quatro anos antes, mas dessa vez foi uma parada rápida, aplicar óleo na corrente e um pouco de protetor solar para ai sim, iniciar a subida que em certos momentos indicou 26% de inclinação, mas segundo o Luiz chegou a 30%. Várias paradas para recuperar o folego, empurrar um pouco, até o ponto onde estourou 2 raios da roda traseira, já com 1280 metros, parte tensa, resolvi que nas partes mais inclinadas iria empurrar para evitar novas quebras…

Depois do sofrimento vem a vista exuberante dos morros do Quiriri – Um pouco mais de subida e chegamos no morro das antenas, o GPS marcava 1415 metros de elevação e o vento um forte. Uma pausa para apreciação do visual, era possível avistar Joinville.

Foto - Luiz

Foto – Luiz

Gerson e Joinville ao fundo

Gerson e Joinville ao fundo

Vento esfriando, meta cumprida, hora de voltar – e mais dois raios quebrados e o cuidado pra não detonar o resto da roda, a descida fez os discos ficaram azulados, bom depois da descida voltamos por outro caminho com teoricamente menos subidas, e sim tinha menos subidas, mas o cansaço bateu forte e nos últimos quilômetros estava capa da gaita, ao chagar em frente da casa no Marcos levei um tempo para recuperar o ânimo e um pouco das forças.

Eu, Luiz, Gerson e Marcos  -  Fotos Gerson

Eu, Luiz, Gerson e Marcos –
Fotos Gerson

Pedal realmente pesado, como há muito tempo não fazia um desses, 72 Km e 2041 metros de altmetria acumulada – Track aqui

Relembrando: Tijucas do Sul – Agudos do Sul – Serra do Francisca

Por , 30 de abril de 2013 9:59

Saindo de São José dos Pinhais pela BR 376 até Tijucas do Sul e depois por estradas rurais de Tijucas do Sul, Agudos do Sul, Bateias de Baixo, Campo Alegre, Serra Dona Francisca e Joinville. Parceiros Mildo e Tui com 166,30 quilometros.

Agudos do Sul

Agudos do Sul

Agudos do Sul

Agudos do Sul

Outras fotos: São José dos Pinhais – Serra Dona Francisca 10/10/09

Primeiro Pedal do Ano de 2011

Por , 6 de janeiro de 2011 19:29

No dia 01 de Janeiro de 2011 resolvi dar uma volta de bike por Joinville, o dia estava meio esquisito mas bem quente, a cidade por ser bem próxima ao litoral estava praticamente vazia, no geral uma cidade boa de se pedalar com bastante ciclofaixas.

O destino escolhido era o mirante do Boa Vista, ele pode ser visto de qualquer parte da cidade e concentra boa parte das antenas de transmissão das emissoras de rádio e tv da região, uma procurado rápida no GPS e constatei que os pontos não existiam e logicamente isso era um outro bom motivo para ir lá 😀 – Algumas voltas pela cidade achei o caminho e logo no começo da subida existe um pequeno Zoológico com um pequeno parque Botânico “Zoo-Botânico”, mais a frente a estrada tinha placas de interditada para conserto, segui em frente pois havia carros passando a todo o momento por ali e claro, eu tinha uma motivo mais forte ainda para subir, cadastrar o POI.

Subidinha de 200 metros começa bem tranquilha em meio ao que resta de mata, mas ela aperta, a inclinação fica bem forte quando chega próximo ao fim. A foto não demonstra a inclinação da estrada.

A placa no inicio da subida “interditada” justifica o motivo, faltam partes do alambrado e exite também uma pequena passarela de madeira que contorna o morro que também está interditada devido alguns desmoronamentos, mesmo assim o vista lá de cima compensa toda a subida, é possível ver toda a Baía da Babitonga.

Como o joelho tinha reclamado um pouco do dia 30, essa subida fez ele reclamar de vez 🙁 – Resolvi encerrar o pedal e voltar em bora, mas antes mais pequena volta pela cidade incluindo ainda uma passada na frente do museu da bicicleta que obviamente estava fechado, a visita ficara para outro dia.

Fechei o pedal com 29 quilômetros e com o joelho doendo pacas.

Joinville via 277

Por , 4 de janeiro de 2011 22:56

Voltando das férias aqui no bloque 😀 – estou com algumas pendências e aqui vai uma delas.

Dia 30 de dezembro realizei uma empreitada daquelas, saindo de São José e indo até Joinville, mas passando por Praia de Leste, Matinhos, Guaratuba, Coroados, Itapoá, Vila da Glória e enfim Joinville. Foram no total 8 cidades, 2 estados e duas travessias.
No começo ninguém quis ir, alguns até mostraram interesse, mas ficou por aí e por fim o Pedro me acompanhou até Guaratuba. Saímos cedo encontrei com ele no SAU da 277 por volta das 6:20 da manhã, estava frio e garoando, esse tempo ajudou bastante pois achei que íamos pegar um sol daqueles na PR-407 que vai para Praia de Leste, mas em vez do sol pegamos um vento considerável contra e esse danado me acompanhou até o fim.

Chegando em Praia de Leste o transito já era bem intenso e com alguns motoristas bem estressados. Um motorista, desses que sabem tudo de leis e sempre acham brechas no acostamento para transitar quase atropelou o Pedro e passou tirando uma fina por mim. Sempre tem guardas no trevo para Matinhos e neste dia não vi um sequer 🙁

Paramos em uma farmácia para comer umas esfirras que o Pedro trouxe e um achocolatado da farmácia. Passei um SMS para o Rodrigo Stulzer que foi nos esperar no Ferry-Boat em Guaratuba e me ofereceu um almoço em sua casa de praia com direito a piscina 😀

Nos despedimos do Pedro, que ficou em Guaratuba e segui para o almoço com o Rodrigo em Coroados. Tive a oportunidade em conhecer sua família, Bel sua esposa, o simpático Natan e sua sogra também muito simpática.
Depois veio a parte difícil, deixar o bate-papo e a piscina para trás e encarar o sol que ficou bem forte. Tinha mais 70 quilômetros pela frente e por falar em “frente” tinha o vento de frente que detonou o restante das minhas pernas e o joelho começou a doer quando cheguei em Itapoá.

Não perdi muito tempo, apenas algumas fotos da praia e segui a estrada beirando o litoral com o vento contra, parei em  um mini mercado e achei o famoso Baly e enchi a caramanhola, ajudou bastante pois peguei um caminho que não queria, a intenção era seguir pelo litoral e conhecer o porto que a pouco tempo foi inaugurando em Itapoá – porém o GPS indicava que não tinha estrada a partir de um ponto e não quis arriscar ter que voltar um bom trecho, só depois descobri que a estrada segue até próximo a Vila da Glória.

Da outra vez que passei por essa estrada que liga Vila da Glória a Itapoá não tinha percebido o areião que existe por lá, pois já cheguei com as pernas em frangalhos e também a fome bateu, faltavam 12 quilômetros para chegar na vila e foram os 12 piores quilômetros que já pedalei. Chegando na Vila da Glória fui me certificar do horário da balsa do Vigoreli e o último era 21:40.

Mais tranquilo, foi tratar de repor as energias e nada melhor do que um peixinho a beira mar com coca-cola. Ainda tinha mais 13 quilômetros até a balsa, o caminho conhecido como estrada do Palmital eu já conhecia bem, mas o trechinho que sai desta estrada e vai até a balsa é de matar também, o joelho e o ânimo ficaram na primeira subida.

Cheguei em Joinville 19:20 e segui pedalando, como eu havia falado com minha esposa por telefone ela resolveu me encontrar no caminho e o pedal terminou próximo ao aeroporto de Joinville com 190 quilômetros pedalado em 14 horas e 20 minutos de viagem e 9 horas e 11 minutos de roda girando.

É um pedal que vale a pena fazer e também entra para o top 3 dos pedais mais difíceis, entre eles estão Estrada de Guaraqueçaba (intermináveis sobe e desce com intermináveis pedras) e Estrada do Cerne I (com duas subidas intermináveis)

Pretendo voltar lá pedalando para conhecer o Porto de Itapoá e também a Serrinha que tem uma cachoeira no meio do caminho.

Fotos:

Circuito Vale Europeu – Primeiro Dia

Por , 20 de janeiro de 2010 14:00

Como a maioria sabe, eu havia planejado em fazer uma viagem – Circuito Vale Europeu mais serras Catarinenses e Gaúchas e terminar em Porto Alegre, junto com o Rafael Gassner, Mildo e o Adilson Galiano. Mas já no primeiro dia tive alguns problemas com uma comida de rodoviária e que se agravaram e fui obrigado a desistir da viagem e assim não comprometer meus colegas 🙁

Mas nem tudo estava perdido, resolvi fazer o Circuito Vale Europeu. Minha esposa resolveu ir junto como apoio, assim eu não precisaria levar alforge e também teria uma excelente companhia nos finais de percurso e nos almoços quando possível 😉

Saímos sexta-feira para Joinville e pousamos na casa dos pais dela, para sábado cedo partir para Timbó onde começaria o pedal – Circuito Vale Europeu. Eu tinha programado de sair cedo de Joinville, mas como uma coisa leva a outra, como foi tudo meio de última hora, acabamos saindo tarde de São José e chegamos mais tarde ainda em Joinville em torno de 01:00 da manhã e consequentemente acordamos um pouco mais tarde noutro dia.

Chegamos em Timbó por volta das 10:50 da manhã, me preparei e arrumei a bike e fui até o Thapyoka onde é entregue o passaporte e as planilhas para a viagem. Iniciei o pedal já eram 11:20 da manhã e com uma garoa fina e chata, achei que ia pegar chuva já de cara, pois em Joinville chovia sem dó, mas logo em seguida o tempo firmou, nublado, mas com temperatura agradável e pude apreciar melhor a paisagem.

Poucas pessoas ou quase nenhuma durante todo o trajeto, encontrei um casal de cicloturistas logo no inicio e só, muito pouco movimento… Isso começou a me causar a sensação de estar sendo vigiado 😯

Comecei tirando bastante fotos do trajeto, pois as paisagens são muito bonitas, muitas igrejas pelo caminho, até pensei em tirar foto de todas que eu encontrasse pelo caminho, mas a medida que o caminho se prolongava muitas delas apareceram, e chegou ao ponto de desistir da ideia.

O primeiro dia de pedal oficial compreende o trajeto Timbó-Pomerodecom 45km, mas fiz 3 dias em 1 ou seja acrescentei ao pedal Pomerode-Indaial com 40.1 km e Indaial-Rodeio com 26.9 km. A primeira parte deveria ser os 45km, mas para você pegar o carimbo tem que pedalar até o centro de Pomerode e retornar até o ponto onde acabou o primeiro dia para começar o segundo, isso aumenta em 10km. Uma critica, a planilha com nome dos locais em que se obtém os carimbaços, não possui endereço 🙁 e para quem anda com o GPS isso faz uma falta danada, ainda mais que esses POI’s não estão catalogados no mapa de Santa Catarina, na verdade tem muita coisa que não esta nos mapas.
Parei no Restaurante Siedlertal para almoçar e descansar um pouco com minha esposa e meu filho, que já me esperavam a bastante tempo.

Já era 15:30 quando recomecei o percurso entre Pomerode-Indaial, pelo gráfico de elevação eu vi que passaria por duas subidas uma forte e outra nem tanto, realmente a primeira sobe-se bastante mas não é muito forte, a região também é muito bonita com casas e jardins bem cuidados nos bairro de Wunderwald em Pomerode e Mulde em Timbó, parei em um Bar no meio do caminho para comprar uma aguá e reparei que ninguém estava falando o português, somente o alemão, ainda bem que o seu Gilmar falava português, com dificuldade, mas falava 🙂

Chegando em Indaial você já depara-se com um enorme rio o Itajaí-Açú que estava bastante cheio devido as chuvas intensas dos últimos dias, de longe já é possível avistar a ponte dos Arcos de Indaial.

Chegando em Indaial mais uma vez a dificuldade em encontrar os hotéis para carimbar o passaporte, a cidade não é muito grande, e as pessoas ainda assim parecem não conhecer muito bem aonde vivem, outra coisa importante ao pedalar nestas regiões é preparar-se para encontrar a maioria do comércio fechado incluindo bares e restaurantes. Dando uma vagada pelo centro da cidade encontrei o hotel Fink e carimbei o passaporte, e rumei para Rodeio, na saída de Indaial encontrei o outro hotel, o hotel Larsem e já registrei ele no GPS para posterior envio para o projeto tracksource, logo peguei uma estrada rural que atravessa o bairro de Warnow em Indaial ainda que margeia o rio Itajaí-Açú, não há muita coisa neste pedaço do trajeto, o único atrativo é a ponte pênsil que foi reformada recentemente.

Cheguei já era 20:00 no hotel em Rodeio, fomos muito bem atendidos, quase que não encontramos vagas, tinha um time de futebol hospedado lá e quase lotou o hotel, era o time de Ibirama.

Uma boa janta, banho e cama…

Terminei o dia com 127,71 km pedalados, média de 18,9 km/h em 6h 45m de roda girando.

Fotos deste dia você pode ver no álbum Vale Europeu 1° Dia 16/01/10

O trajeto de GPS aqui. GPSies - Vale Europeu 1º Dia

Panorama Theme by Themocracy