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Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 2
5 Comments | Posted by Fabrício Souza in Bicicleta, Cicloturismo
Depois do susto da noite passada, acordamos um pouco tarde do previsto. Nosso café da manhã foi uma caramanhola com uma lata de leite condensado e alguns pães com biscoito. Levantamos o acampamento e arrumamos as coisas e saímos do parque já era umas 9:40. O caminho de volta não estava lá aquelas coisas, muito barro devido a chuva que caiu a noite toda, nisso já atolamos rodas e os pés, logo chegamos na famosa estrada de Guaraqueçaba, o cansaço bateu antes de chegarmos a Tagaçaba e olha que Tagaçaba fica a menos de 35 quilômetros do parque, e só faltava mais 65 quilômetros até Morretes, mas aquele sobe e desce quase infinito, só não tão infinito pois tem horas que você só sobe, e numa desta subidas chegamos ao mirante, que também parece mais uma daquelas cenas do “Lost”.
Quando chegamos em Tagaçaba, parecia que tinhamos pedalado uns 80 quilômetros. Tomamos um café de verdade e tocamos em frente, faltava muito e como faltava, subida e descida para chegar ao asfalto, a estrada tem muitas pedras e nas subidas tem mais ainda, a bicicleta as vezes patina e isso cansa muito.
Bem mais adiante alguns trechos com retas imensas, e quando eu achei que tinha acabado as subidas, ai sim veio uma monstruosa com 210 metros de altitude, foi ai que me acabei de vez.
Chegamos no asfalto já era mais de 15:30, e depois de andar mais uns dois quilômetros no asfalto a bagageiro do Rafael quebrou. O suporte que se prende ao selim partiu, partiu para aquele lugar segundo o Rafael, sorte estávamos no asfalto e prendemos como deu, usamos um extensor e ficou uma maravilha. A fome e o cansaço estava na cara dos dois e paramos no Recanto Rio do Nunes, lanchamos e o céu caiu, muita chuva, o Gassner resolveu ler e eu arrumar meu cambio que falhou muito durante toda a estrada. Uma hora depois resolvemos seguir viagem até Morretes e procurar abrigo para passar a noite, achamos o Hotel Nhundiaquara, parece meio assombrado, mas nada como o dois ciclo-fedidos e cansados.
Acordamos, comemos e fomos atrás de uma bicicletária para trocar o bagageiro. Pegamos o caminho para São João da Graciosa e claro subir a estrada da Graciosa. Subida dura mas menos cansativa que a estrada de Guaraqueçaba, alguns caldos de cana para aguentar a subida e lá fomos nós. Antes da uma da tarde chegamos no mirante da Graciosa.
Depois de alguns petiscos, seguimos para a BR-116, antes paramos no último caldo de cana e comemos pastéis, a parte mais entediante da viagem foi pegar esta estrada, são mais 45 quilômetros até chegar em casa, a chuva nos cercou várias vezes, mas não tomamos um banho de chuva se quer durante toda a viagem
O Rafael me acompanhou até perto de casa e depois ele seguiria pelo centro até Curitiba.
Fotos desses dois dias:
Salto Morato – Morretes 28/01/2010
Morretes – São José dos Pinhais 29/01/2010
GPS:
Morretes – São José dos Pinhais : 
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Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 1
5 Comments | Posted by Fabrício Souza in Bicicleta, Cicloturismo
Salto Morato, um destino um tanto cobiçado e longínquo. Inciamos essa verdadeira expedição a partir de São Francisco do Sul em Santa Catarina, pois o Rafael tinha umas pendências naquela cidade e resolvemos partir de lá mesmo. Pedal mesmo só depois de atravessar a Baía da Babitonga , a balsa só saia as 16:30 e chegamos na Vila da Glória as 17:30, “belo horário pra se começar a pedalar”, enfim!, partimos em direção a Guaratuba passando por Itapoá e Barra do Saí.
Chegamos em Caiobá já era passado das 19 horas e resolvemos para e detonar 6 pães com mortadela e queijo e dois litros de Choco-Milk
Descansados rumamos agora para Paranaguá e isso já era quase 21 horas e noite. O ritmo foi bom e como estava noite a temperatura ajudou, pegamos a PR-407 que pelo menos tem acostamento, mas como toda estrada que é plana e com retas loooongas, tudo acaba ficando muito entediante. Não lembro exatamente que horas chegamos em um hotel de Paranaguá, mas chegamos bem cansados e com 106 quilômetros rodados.
Neste dia pedalamos muito pouco só 27 quilômetros, isso mesmo, saímos do hotel e fomos ao centro de Paranaguá achar ao barco para a travessia até Guaraqueçaba, que não estava muito longe, embarcados e foi praticamente a manhã toda, o barco saiu de Paranaguá as 9 da manhã e chegou em Guaraqueçaba as 11:30, lógico fomos direto achar um restaurante, Guaraqueçaba é assim: Trapiche que chega o barco, uma praça onde se vê quase toda a cidade uma ruazinha que sobe e tem outro restaurante e acabou
Onde está a antena é o final de Guaraqueçaba
Devidamente alimentados paramos em uma mercearia (acho que era a única) e compramos alguns mantimentos para passar a noite no camping dali saímos para o Salto Morato, um pedal bem curto o Salto fica a uns 18 quilômetros de Guaraqueçaba. Chegando lá no parque que é mantido pela Fundação O Boticário fomos informados que deveríamos ter efetuado uma reserva, mas como não havia ninguém acampando e estava tranquilo, foi permitida a nossa estádia lá. Alguns lugares da reserva parece com partes do seriado do Lost, aquele auditório no meio do mato, muito sinistro. Chegamos ao camping e logo fomos preparando o acampamento, podia chover e antes que isso acontecesse era melhor estar tudo arrumado, barracas prontas fomos atras do salto propriamente dito, antes passamos por uma ponte pênsil e pelo aquário natural, que na minha opinião é bem mais bonita que o salto, paramos neste aquário e entramos para refrescar o corpo, água extremamente gelada e muito limpa, dá para ver o peixes nos cercando.
Refrescados fomos até o Salto Morato, que realmente é muito alta, algumas fotos e missão cumprida, chegamos lá. Retornamos ao acampamento e a noite logo chegou também, repelente é atrativo para os pernilongos locais, não adiantava passar repelente eles atacavam da mesma forma, fomos dormir, já que não tinha muito a fazer.
Lá pelas 4 horas da manhã começa um dialogo, mais ou menos assim:
-”FABRICIOOOO!!!!”…
- hummm, fala.
- Cara você está fora da barraca?
- ????… não, estava dormindo!
- Cara eu escutei uns passos….
- ???
, não escutei nada.
Uma prévia inspeção ao redor do acampamento, sem sair da barraca é claro, e nada de anormal, Tentamos voltar a dormir e é claro que fica a dúvida depois… mais tarde, uns 40 minutos depois sou eu quem escuta os tais passos…
Não sei se foi o cansaço, mas acabei pegando no sono e felizmente nada aconteceu
Fotos desses dois dias:
São Francisco do Sul – Paranaguá 26/01/2010
Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato 27/01/2010
GPS:
São Francisco do Sul – Paranaguá 
Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato “Os dois caras com GPS não salvaram os tracks deste dia”

