Fabrício Souza |

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Salto Morato, um destino um tanto cobiçado e longínquo. Inciamos essa verdadeira expedição a partir de São Francisco do Sul  em Santa Catarina, pois o Rafael tinha umas pendências naquela cidade e resolvemos partir de lá mesmo. Pedal mesmo só depois de atravessar a Baía da Babitonga , a balsa só saia as 16:30 e chegamos na Vila da Glória as 17:30, “belo horário pra se começar a pedalar”, enfim!, partimos em direção a Guaratuba passando por Itapoá e Barra do Saí.

Chegamos em Caiobá já era passado das 19 horas e resolvemos para e detonar 6 pães com mortadela e queijo e dois litros de Choco-Milk :) Descansados rumamos agora para Paranaguá e isso já era quase 21 horas e noite. O ritmo foi bom e como estava noite a temperatura ajudou, pegamos a PR-407 que pelo menos tem acostamento, mas como toda estrada que  é plana e com retas loooongas, tudo acaba ficando muito entediante. Não lembro exatamente que horas chegamos em um hotel de Paranaguá, mas chegamos bem cansados e com 106 quilômetros rodados.

Neste dia pedalamos muito pouco só 27 quilômetros, isso mesmo, saímos do hotel e fomos ao centro de Paranaguá achar ao barco para a travessia até Guaraqueçaba, que não estava muito longe, embarcados e foi praticamente a manhã toda, o barco saiu de Paranaguá as 9 da manhã e chegou em Guaraqueçaba as 11:30, lógico fomos direto achar um restaurante, Guaraqueçaba é assim: Trapiche que chega o barco, uma praça onde se vê quase toda a cidade uma ruazinha que sobe e tem outro restaurante e acabou :-o

Onde está a antena é o final de Guaraqueçaba

Devidamente alimentados paramos em uma mercearia (acho que era a única) e compramos alguns mantimentos para passar a noite no camping dali saímos para o Salto Morato, um pedal bem curto o Salto fica a uns 18 quilômetros de Guaraqueçaba. Chegando lá no parque que é mantido pela Fundação O Boticário fomos informados que deveríamos ter efetuado uma reserva, mas como não havia ninguém acampando e estava tranquilo, foi permitida a nossa estádia lá. Alguns lugares da reserva parece com partes do seriado do Lost, aquele auditório no meio do mato, muito sinistro. Chegamos ao camping e logo fomos preparando o acampamento, podia chover e antes que isso acontecesse era melhor estar tudo arrumado, barracas prontas fomos atras do salto propriamente dito, antes passamos por uma ponte pênsil e pelo aquário natural, que na minha opinião é bem mais bonita que o salto, paramos neste aquário e entramos para refrescar o corpo, água extremamente gelada e muito limpa, dá para ver o peixes nos cercando.

Refrescados fomos até o Salto Morato, que realmente é muito alta, algumas fotos e missão cumprida, chegamos lá. Retornamos ao acampamento e a noite logo chegou também, repelente é atrativo para os pernilongos locais, não adiantava passar repelente eles atacavam da mesma forma, fomos dormir, já que não tinha muito a fazer.

Lá pelas 4 horas da manhã começa um dialogo, mais ou menos assim:

-”FABRICIOOOO!!!!”…
- hummm, fala.
- Cara você está fora da barraca?
- ????…  não, estava dormindo!
- Cara eu escutei uns passos….
- ??? :-? :-? , não escutei nada.
Uma prévia inspeção ao redor do acampamento, sem sair da barraca é claro, e nada de anormal, Tentamos voltar a dormir e é claro que fica a dúvida depois… mais tarde, uns 40 minutos depois sou eu quem escuta os tais passos… :-? Não sei se foi o cansaço, mas acabei pegando no sono e felizmente nada aconteceu :)

Fotos desses dois dias:

São Francisco do Sul – Paranaguá 26/01/2010

Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato 27/01/2010

GPS:
São Francisco do Sul – Paranaguá GPSies - São Francisco do Sul - Paranaguá 26/01/10

Paranaguá – Guaraqueçaba – Salto Morato “Os dois caras com GPS não salvaram os tracks deste dia”

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jan/10

30

Vale Europeu – Terceiro dia

Acordar em um lugar como Altos Cedros, com certeza é uma experiência fora de série, mas o pedal tinha que continuar e assim o fiz. Cedo desci para a casa do seu Raulino e fui tomar um café da manhã, logo em seguida estava atravessando a barragem de Altos Cedros no barco do seu Raulino.

Oito horas da manhã em ponto estava iniciando o pedal em direção a Palmeiras o equivalente ao sexto dia oficial. Temperatura agradável e uma paisagem realmente muito bonita, a estrada segue a barragem durante 6 quilômetros, mas não se engane, serão pelo menos mais 25 quilômetros de subida. Saindo de Altos Cedros a paisagem predominante é de reflorestamento, empresas madeireiras tomam conta do lugar, por outro lado a estrada que deveria ser de terra é quase na verdade um anti pó, as empresas jogam um cascalho preto bem moído na estrada, por isso a impressão e fica uma beleza para pedalar.

O ritmo foi um pouco mais lento apesar de a estrada estar uma beleza, lisinha, mas por baixo estava fofa devido as várias chuvas, o solo acabou ficando encharcado e quando o pneu passava o terreno afundava. Aproveitei para tirar boas fotos, o céu estava ajudando também.

Passados os 25 quilômetros, agora é só alegria as descidas compensam os esforços de subir, mas ficar atendo também é bom, perder algumas paisagens pode acontecer. Vi uma cachoeira a beira da estrada com antecedência e quase que eu não consigo parar para desfrutar da água gelada e encher as caramanholas.

Cheguei exatamente meio dia em Palmeiras e adivinha…. o único lugar para carimbar o passaporte e almoçar estava fechado em plena segunda-feira, o jeito foi sentar e comer umas bolachas recheadas que tinha levado e tomar água, passado uns 20 minutos apareceu um caminhão de entrega de cigarros e uma moça abriu o portão ao lado, perguntei se poderia carimbar o passaporte e a mesma disse que sim, pelo menos isso, o rapaz do caminhão informou que uns 6 quilômetros a baixo tinha um restaurante que estava servindo o almoço e me mandei para lá :D

Como havia descido 6 quilômetros para poder almoçar acabei desviando um pouco o percurso original e não segui o rio Milanês, mas o outro caminho também era muito bonito e com uma descida monstruosa que seguia um rio, mais a frente o caminho retornou ao original.

Logo estava eu no trevo que leva a subida mais temida do circuito, este trecho já faz parte do último dia oficial, ou seja o sétimo dia, Palmeiras-Timbó. Começa com um subidinha e logo você começa a se perguntar por onde eu vou passar, só poder ser um pedal misturado com montanhismo tipo este “7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete“, mas não é, são 2 quilômetros com uma subida descomunal, talvez só fusca, corcel e ciclistas ande por aquelas bandas. Em um trecho a bike empinou e tive de empurrar alguns metros ai achei uma entradinha que levava a um rio que virava cachoeira.

Passado o verdadeira pedreira, depois fica tudo mais fácil, agora é só descida até Rodeio e depois um asfalto até Timbó. Chegando em Timbó minha esposa já estava me esperando, fomos tomar uma café em uma panificadora e depois pegar o tal certificado.

Fechei o pedal com 96,33 Km em 9h 04m e média de 17.28 km/h

Fotos: Vale Europeu 3° Dia 18/01/10

Trajeto do GPS: GPSies - Vale Europeu 3° Dia

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Deveria ter acordado mais cedo, mas o cansaço custou a passar e resolvi levantar lá pelas 8 horas da manhã :) mesmo assim acabei saindo 10:40 do hotel. Choveu a noite toda e de manhã o sol já se mostrava aos poucos e com isso um mormaço forte veio junto. Uma subida interminável já no começo do pedal e que levaria mais 8 quilômetros para acabar . É isso mesmo saí de 125 metros e fui para 745 metros de altitude com um calor muito forte, cheguei ao ponto de suar tanto que minhas sapatilhas estavam encharcadas como se estivesse pisado no rio. Mas o caminho tem suas particularidades, começando pelos anjos que logo aparecem em algumas propriedades.

Várias cachoeiras começam a fazer parte do visual são muitas o quê a acaba sendo a principal atração do dia, passado a subida depois de duas horas e muito suor, cheguei ao trevo que leva ao Campo do Zinco,  onde há uma posada e um restaurante , como eu havia combinado com minha esposa de almoçar lá na cachoeira, esperei um pouco ela neste trevo, alguns minutos antes eu tinha tomado um banho de chuva e tentei me abrigar em um ponto de ônibus, mas o telhado tinha mais furo do que telha :( aproveitei para tentar secar um pouco as roupas antes dela chegar. Subir a estrada que leva ao Campo do Zinco onde fica a cachoeira do Zinco não deve ser fácil… Desta vez eu coloquei a bike no carro e subi de carro mesmo e fomos direto almoçar. Uma pena que o fotógrafo do zinco não muito bom.

Após o almoço fomos conhecer duas das tantas cachoeiras que cercam o lugar. A principal cachoeira pouco se vê lá de cima, mas existe outra um pouco mais ao lado que é bem visível e bonita.

Seguimos rumo até Dr. Pedrinho próxima cidade do Vale Europeu, algumas estradas que a mata fecha o céu chama atenção, o atrativo agora é a igreja no estilo Enxamel, e o quê eu mais gostei mesmo fui a tranquilidade de um pica-pau em um troco bem ao lado da estrada, ele pouco se importou com minha presença ali.

Nota: Eu só vi que havia um casal de pica-paus quando eu estava editando este post e inserindo as imagens.

Chegando em em Dr. Pedrinho encontrei a Pousada Negherbon abandonada, e a Bella Pousada fechada, o negocio foi seguir até Altos Cedros, mas a cansaço já tinha batido e resolvi fazer uma parte de carro mesmo, é Vale Europeu meio nas coxas mesmo… mas ainda bem que tinha o carro como apoio, senão tinha me lascado em Dr. Pedrinho. O caminho meio marcado com muitas subidas e estrada perigosa devido as chuvas, uma coisa interessante é o poste que sai aguá :) e os dois rios que cruzam a estrada.

Uma dica aqui é ficarem em Altos Cedros, na pousada do Sr. Raulino Duwe, com uma excelente comida caseira e hospitalidade fora de série. Eles não nos esperavam, geralmente as pousadas se comunicam sobre os cicloturistas que partem de uma cidade e que vão para outra, mas como não conseguimos falar com ninguém em Dr. Pedrinho e também não havia sinal de celular, isso uma constante nesta região, sinal somente em Rio dos Cedros e olhe lá, voltando ao assunto, eles nos receberam e preparam tudo com maior atenção, tomamos um café e logo após uma janta deliciosa. O lugar é fantástico e outra dica é se você conseguir falar com ele antes de chegar em Altos Cedros, deixe marcado para ir até a pousada de barco, pois a volta que contorna a barragem tem uns seis quilômetros de sobe e desce de soltar as tiras – Assim denominada um pedal muito difícil pelo Odois.org

Foto do casal Duwe com meu filho no colo e ao fundo uma adesivo do Transpirando.com (Pena que a foto não está muito boa)

Choveu a noite toda e aproveitei o abrigo do chalé para uma revisão básica na bike, incluindo ajustes no cambio e uma centragem leve no aro.

Algum de fotos: Vale Europeu – Segundo Dia

GPS: GPSies - Vale Europeu 2º Dia

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Como a maioria sabe, eu havia planejado em fazer uma viagem – Circuito Vale Europeu mais serras Catarinenses e Gaúchas e terminar em Porto Alegre, junto com o Rafael Gassner, Mildo e o Adilson Galiano. Mas já no primeiro dia tive alguns problemas com uma comida de rodoviária e que se agravaram e fui obrigado a desistir da viagem e assim não comprometer meus colegas :(

Mas nem tudo estava perdido, resolvi fazer o Circuito Vale Europeu. Minha esposa resolveu ir junto como apoio, assim eu não precisaria levar alforge e também teria uma excelente companhia nos finais de percurso e nos almoços quando possível ;)

Saímos sexta-feira para Joinville e pousamos na casa dos pais dela, para sábado cedo partir para Timbó onde começaria o pedal – Circuito Vale Europeu. Eu tinha programado de sair cedo de Joinville, mas como uma coisa leva a outra, como foi tudo meio de última hora, acabamos saindo tarde de São José e chegamos mais tarde ainda em Joinville em torno de 01:00 da manhã e consequentemente acordamos um pouco mais tarde noutro dia.

Chegamos em Timbó por volta das 10:50 da manhã, me preparei e arrumei a bike e fui até o Thapyoka onde é entregue o passaporte e as planilhas para a viagem. Iniciei o pedal já eram 11:20 da manhã e com uma garoa fina e chata, achei que ia pegar chuva já de cara, pois em Joinville chovia sem dó, mas logo em seguida o tempo firmou, nublado, mas com temperatura agradável e pude apreciar melhor a paisagem.

Poucas pessoas ou quase nenhuma durante todo o trajeto, encontrei um casal de cicloturistas logo no inicio e só, muito pouco movimento… Isso começou a me causar a sensação de estar sendo vigiado :shock:

Comecei tirando bastante fotos do trajeto, pois as paisagens são muito bonitas, muitas igrejas pelo caminho, até pensei em tirar foto de todas que eu encontrasse pelo caminho, mas a medida que o caminho se prolongava muitas delas apareceram, e chegou ao ponto de desistir da ideia.

O primeiro dia de pedal oficial compreende o trajeto Timbó-Pomerodecom 45km, mas fiz 3 dias em 1 ou seja acrescentei ao pedal Pomerode-Indaial com 40.1 km e Indaial-Rodeio com 26.9 km. A primeira parte deveria ser os 45km, mas para você pegar o carimbo tem que pedalar até o centro de Pomerode e retornar até o ponto onde acabou o primeiro dia para começar o segundo, isso aumenta em 10km. Uma critica, a planilha com nome dos locais em que se obtém os carimbaços, não possui endereço :( e para quem anda com o GPS isso faz uma falta danada, ainda mais que esses POI’s não estão catalogados no mapa de Santa Catarina, na verdade tem muita coisa que não esta nos mapas.
Parei no Restaurante Siedlertal para almoçar e descansar um pouco com minha esposa e meu filho, que já me esperavam a bastante tempo.

Já era 15:30 quando recomecei o percurso entre Pomerode-Indaial, pelo gráfico de elevação eu vi que passaria por duas subidas uma forte e outra nem tanto, realmente a primeira sobe-se bastante mas não é muito forte, a região também é muito bonita com casas e jardins bem cuidados nos bairro de Wunderwald em Pomerode e Mulde em Timbó, parei em um Bar no meio do caminho para comprar uma aguá e reparei que ninguém estava falando o português, somente o alemão, ainda bem que o seu Gilmar falava português, com dificuldade, mas falava :)

Chegando em Indaial você já depara-se com um enorme rio o Itajaí-Açú que estava bastante cheio devido as chuvas intensas dos últimos dias, de longe já é possível avistar a ponte dos Arcos de Indaial.

Chegando em Indaial mais uma vez a dificuldade em encontrar os hotéis para carimbar o passaporte, a cidade não é muito grande, e as pessoas ainda assim parecem não conhecer muito bem aonde vivem, outra coisa importante ao pedalar nestas regiões é preparar-se para encontrar a maioria do comércio fechado incluindo bares e restaurantes. Dando uma vagada pelo centro da cidade encontrei o hotel Fink e carimbei o passaporte, e rumei para Rodeio, na saída de Indaial encontrei o outro hotel, o hotel Larsem e já registrei ele no GPS para posterior envio para o projeto tracksource, logo peguei uma estrada rural que atravessa o bairro de Warnow em Indaial ainda que margeia o rio Itajaí-Açú, não há muita coisa neste pedaço do trajeto, o único atrativo é a ponte pênsil que foi reformada recentemente.

Cheguei já era 20:00 no hotel em Rodeio, fomos muito bem atendidos, quase que não encontramos vagas, tinha um time de futebol hospedado lá e quase lotou o hotel, era o time de Ibirama.

Uma boa janta, banho e cama…

Terminei o dia com 127,71 km pedalados, média de 18,9 km/h em 6h 45m de roda girando.

Fotos deste dia você pode ver no álbum Vale Europeu 1° Dia 16/01/10

O trajeto de GPS aqui. GPSies - Vale Europeu 1º Dia

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out/09

19

Estrada Bonita

Dia 14 desci para Joinville com minha esposa, fomos visitar o pai dela, como eu estava de folga nos dia 14 e 15 resolvi levar a bike junto, estava um sol daqueles aqui em Curitiba, então, lá fui eu…

Chegando em Joinville o tempo parecia não colaborar, pois já estava bastante frio e começando a chuviscar, logo mais a noite a céu caiu… foi tanta chuva que pensei: Já era o pedal de amanhã!.

Ao acordar noutro dia, vi que não estava mais chovendo e resolvi sair pedalar. Já era 10:30 da manhã pretendia ir até Schroeder que fica próximo a Jaraguá do Sul, mas olhando no GPS, vi que a Estrada Dona Francisca não acabava na BR 101, mas continuava até bem próximo ao centro de Joinville. Tracei a rota até lá, chegando lá no Inicio da Estrada Dona Francisca existe um praça mal conservada pela Prefeitura, onde inicia a estrada, segui por ela até a BR 101, o trecho urbano da Estrada Dona Francisca não é muito bonito como a outra parte da Serra.

Chegando na BR 101 com apenas 16 km pedalado, segui em frente até a Estrada Bonita.

A paisagem como sempre muito bonita e também tranquila, existem alguns restaurantes e várias casas que vendem  produtos coloniais, lembrando um pouco a conhecida Colônia Mergulhão. Segui pela estrada até o final dela que tem cerca de 4,5 Km, lá encontrei uma ponte que cruza o rio Bonito.

Tirei mais umas fotos no local e retornei embora… pois já era meio dia e a fome começou a bater.

Total do pedal ficou em 51.9 Km

Roteiro

mais fotos Joinville – Estrada Bonita

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