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Vila da Glória – 376

Por , 18 de dezembro de 2011 18:17

Nos reunimos no posto Casil as 6:30 da manhã, com céu totalmente aberto e com temperatura agradável, mas esse céu sem nuvens prometia muito calor. Saímos Eu, Zé, Mildo, Adilson, Melissa e Wini pela BR 376 sentido Santa Catarina. Mildo e Zé foram carregando alforjes, pois estão se preparando para uma viajem em janeiro. Nos empolgamos e seguimos forte pela BR, foram 3 furos de pneus somente, algumas paradas no meio do caminho para reagrupar. Cheguei em Garuva 10:08 logo o Mildo, Melissa e Wini chegaram, meia hora depois chegaram o Zé e o Adilson.

Manhã sem nuvens

Ficamos no posto de Garuva pelo menos uma hora e meia, hidratando e comendo algo, inclusive panetone e pêssego que o Mildo estava carregando nos alforjes. Há essa hora o sol já estava fritando o asfalto, protetor solar revisado e água abastecidas, saímos em direção a Vila da Glória.

Hidratação e alimentação

Este trecho, apesar de ser bem menor e não haver muitas subidas, foi o mais complicado, o calor pegou e castigou bastante, já era meio dia quando o pessoal começou a ver coisas, inclusive o tal do Ponto G :)

Eu estava de camiseta preta (um vacilo meu), minhas costas cozinhavam no sol, em uma das poucas subidas minha corrente quebrou, fui procurar a ferramenta e descobri que não estava levando ela, resultado: fiquei esperando o Mildo chegar, o bicho demorou, tinha parado para um banho no rio. Descobrimos depois que a ferramenta dele não vale nada. Fica aqui a dica: Marca Lifu fuja. Não consegui abrir o elo da corrente, logo chegou o Zé, ai sim o treco abriu…

Ainda faltava uns dez quilômetros até Vila da Glória… que sofrimento. A Melissa e Wini já estavam lá de velhos (já pedalaram 11.000km só esse ano), quando chegamos apareceu um Rafael, viajante de Vinhedo, que está promovendo o ciclismo na cidade dele – o cara vai até Floripa sozinho e sem barraca, dorme onde der, maluco.

O Ponto G

Resolvemos seguir até o lugarejo chamado Sai, cinco quilômetros a frente. Já parei lá antes com o Rafael Gassner e o Adilson Galiano, e tinha certeza que aceitava cartões de debito, bom, não aceita. Temporada chegando e facilidades não há, a travessia de barco para são chico era bem mais barato também, morremos com R$ 16,00 cada para atravessar com as bikes. Outra dica: fique em Vila da Glória, lá tem restaurante que aceita cartão debito e o ferry boat bem mais barato, entorno de R$ 1,50 o pedestre e R$ 1,00 a bike. Outro detalhe, no fim de semana o último barco ou o ferry boat sai às 16:00 horas.

Foto: Mildo

Depois de duas porções de isca de peixe e uma de camarão, atravessamos para São Chico, nos despedimos da Melissa e do Wini e seguimos para a rodoviária para comprar as passagens de ônibus para Curitiba. o único ônibus a tarde/noite é as 18:50 e vai chegar em Curitiba depois das 22:30, se pretende chegar em casa para um compromisso sério, tipo aniversário, esqueça.

Todo mundo moído e vagado pela cidade, paramos para apreciar um sorvete, um termômetro no centro da cidade ainda marcava 31 graus as 17:40.

Foram 138 km, média de 29.4 km/h, 3 pneus furados e uma corrente quebrada.

Lançamento do circuito de cicloturis​mo do Piraí

Por , 22 de fevereiro de 2011 20:12

Recebi hoje o convite de lançamento do circuito de cicloturismo do Piraí que fica em Joinville-SC. O circuito ainda é bem modesto, mas mostra o potencial que a região pode oferecer com circuitos oficiais ou não, como o que fizemos no final do ano proximo ao Piraí, mais precissamente em Schroeder – Estrada do Rio do Júlio – Dona Francisca, mas com certeza a região de Santa Catarina tem muito a ser explorada por cicloturistas.

Fica ai o convite para que quiser ai lá apreciar o lançamento.

Primeiro Pedal do Ano de 2011

Por , 6 de janeiro de 2011 19:29

No dia 01 de Janeiro de 2011 resolvi dar uma volta de bike por Joinville, o dia estava meio esquisito mas bem quente, a cidade por ser bem próxima ao litoral estava praticamente vazia, no geral uma cidade boa de se pedalar com bastante ciclofaixas.

O destino escolhido era o mirante do Boa Vista, ele pode ser visto de qualquer parte da cidade e concentra boa parte das antenas de transmissão das emissoras de rádio e tv da região, uma procurado rápida no GPS e constatei que os pontos não existiam e logicamente isso era um outro bom motivo para ir lá :D – Algumas voltas pela cidade achei o caminho e logo no começo da subida existe um pequeno Zoológico com um pequeno parque Botânico “Zoo-Botânico”, mais a frente a estrada tinha placas de interditada para conserto, segui em frente pois havia carros passando a todo o momento por ali e claro, eu tinha uma motivo mais forte ainda para subir, cadastrar o POI.

Subidinha de 200 metros começa bem tranquilha em meio ao que resta de mata, mas ela aperta, a inclinação fica bem forte quando chega próximo ao fim. A foto não demonstra a inclinação da estrada.

A placa no inicio da subida “interditada” justifica o motivo, faltam partes do alambrado e exite também uma pequena passarela de madeira que contorna o morro que também está interditada devido alguns desmoronamentos, mesmo assim o vista lá de cima compensa toda a subida, é possível ver toda a Baía da Babitonga.

Como o joelho tinha reclamado um pouco do dia 30, essa subida fez ele reclamar de vez :( – Resolvi encerrar o pedal e voltar em bora, mas antes mais pequena volta pela cidade incluindo ainda uma passada na frente do museu da bicicleta que obviamente estava fechado, a visita ficara para outro dia.

Fechei o pedal com 29 quilômetros e com o joelho doendo pacas.

Joinville via 277

Por , 4 de janeiro de 2011 22:56

Voltando das férias aqui no bloque :D – estou com algumas pendências e aqui vai uma delas.

Dia 30 de dezembro realizei uma empreitada daquelas, saindo de São José e indo até Joinville, mas passando por Praia de Leste, Matinhos, Guaratuba, Coroados, Itapoá, Vila da Glória e enfim Joinville. Foram no total 8 cidades, 2 estados e duas travessias.
No começo ninguém quis ir, alguns até mostraram interesse, mas ficou por aí e por fim o Pedro me acompanhou até Guaratuba. Saímos cedo encontrei com ele no SAU da 277 por volta das 6:20 da manhã, estava frio e garoando, esse tempo ajudou bastante pois achei que íamos pegar um sol daqueles na PR-407 que vai para Praia de Leste, mas em vez do sol pegamos um vento considerável contra e esse danado me acompanhou até o fim.

Chegando em Praia de Leste o transito já era bem intenso e com alguns motoristas bem estressados. Um motorista, desses que sabem tudo de leis e sempre acham brechas no acostamento para transitar quase atropelou o Pedro e passou tirando uma fina por mim. Sempre tem guardas no trevo para Matinhos e neste dia não vi um sequer :(

Paramos em uma farmácia para comer umas esfirras que o Pedro trouxe e um achocolatado da farmácia. Passei um SMS para o Rodrigo Stulzer que foi nos esperar no Ferry-Boat em Guaratuba e me ofereceu um almoço em sua casa de praia com direito a piscina :D

Nos despedimos do Pedro, que ficou em Guaratuba e segui para o almoço com o Rodrigo em Coroados. Tive a oportunidade em conhecer sua família, Bel sua esposa, o simpático Natan e sua sogra também muito simpática.
Depois veio a parte difícil, deixar o bate-papo e a piscina para trás e encarar o sol que ficou bem forte. Tinha mais 70 quilômetros pela frente e por falar em “frente” tinha o vento de frente que detonou o restante das minhas pernas e o joelho começou a doer quando cheguei em Itapoá.

Não perdi muito tempo, apenas algumas fotos da praia e segui a estrada beirando o litoral com o vento contra, parei em  um mini mercado e achei o famoso Baly e enchi a caramanhola, ajudou bastante pois peguei um caminho que não queria, a intenção era seguir pelo litoral e conhecer o porto que a pouco tempo foi inaugurando em Itapoá – porém o GPS indicava que não tinha estrada a partir de um ponto e não quis arriscar ter que voltar um bom trecho, só depois descobri que a estrada segue até próximo a Vila da Glória.

Da outra vez que passei por essa estrada que liga Vila da Glória a Itapoá não tinha percebido o areião que existe por lá, pois já cheguei com as pernas em frangalhos e também a fome bateu, faltavam 12 quilômetros para chegar na vila e foram os 12 piores quilômetros que já pedalei. Chegando na Vila da Glória fui me certificar do horário da balsa do Vigoreli e o último era 21:40.

Mais tranquilo, foi tratar de repor as energias e nada melhor do que um peixinho a beira mar com coca-cola. Ainda tinha mais 13 quilômetros até a balsa, o caminho conhecido como estrada do Palmital eu já conhecia bem, mas o trechinho que sai desta estrada e vai até a balsa é de matar também, o joelho e o ânimo ficaram na primeira subida.

Cheguei em Joinville 19:20 e segui pedalando, como eu havia falado com minha esposa por telefone ela resolveu me encontrar no caminho e o pedal terminou próximo ao aeroporto de Joinville com 190 quilômetros pedalado em 14 horas e 20 minutos de viagem e 9 horas e 11 minutos de roda girando.

É um pedal que vale a pena fazer e também entra para o top 3 dos pedais mais difíceis, entre eles estão Estrada de Guaraqueçaba (intermináveis sobe e desce com intermináveis pedras) e Estrada do Cerne I (com duas subidas intermináveis)

Pretendo voltar lá pedalando para conhecer o Porto de Itapoá e também a Serrinha que tem uma cachoeira no meio do caminho.

Fotos:

Pedal de encerramento 2010 – Dona Francisca e Rio do Julio

Por , 15 de dezembro de 2010 19:48

Não poderia ser diferente o pedal de encerramento de 2010, não muito diferente de subidas, calor, chuva, descidas alucinantes e bikes quebradas.

Toda essa ideia foi proposta, organizada e viabilizada pela turma do Odois. O comunicado com quase dois meses de antecedência e lógico,  esqueci de viabilizar minha folga para este dia, mas como não sou perder um pedal desses e deixar o povo falando mal eu tive que ir :)

A turma reuniu-se primeiramente em Curitiba, mais tarde eu e o Zé nos encontramos no posto em São José para esperar o pessoal que vinha com a van e as bikes na carretinha, na verdade uma carretona, super rápida a montagem e também não foi preciso desmontar nada para prender a bicicleta.

07:10 estávamos na estrada ruma a estrada Dona Francisca, paramos na lanchonete Rio da Prata onde desembarcamos e encontramos o restante do pessoal – Mr. Heil, Rdrigo Stulzer e o Peterson. A turma que estava na van eram – Du, Lulis, Arce, Luiz, Renato, Pedro, Daniel, Lyra, Zé e Eu.

Foto : Rodrigo Stulzer

Todos apostos iniciamos a subida já de cara da serra Dona Francisca, as 09:20 com um solzinho bem forte na cabeça, a transpiração era coisa certa neste local do pais, pois é sempre quente e abafado os pedais para esses lados. A subida da serra é mais complicada no inicio onde uma reta bem inclinada assusta bastante mas depois é mel na chupeta, um pouco antes do mirante da serra existe uma cachoeira que fica do lodo oposto que quem sobe, e lógico tinha uma sombra providencial, resolvi dar uma parada nela para baixar o ritmo cardíaco e refrescar um pouco, o restante da turma resolveu parar também e se impressionaram com a cobra, pouco mais a frente cheguei no mirante onde estava marcado o primeiro ponto de encontro. Depois de muitas fotos e muita água e todos descansados resolvemos seguir em frente e terminar a subida da serra até a entrada para estrada do Rio do Júlio.

Nesta parte o grupo ficou bastante separado, como a represa do Rio do Júlio estava perto, cerca de 10 quilômetros, resolvemos seguir em frente até lá, pois não conseguia contato com o Du via rádio. Esperamos cerca de uma hora e meia para a chegada do pessoal, que acabou atrasando devido a problemas na bicicleta do Renato e o mesmo resolveu voltar e descer a serra para encontrar a van.

Depois da chegada do pessoal que ficou para traz ajudando o Renato, a turma disparou para cachoeira do Macaquinho, não aguentavam mais as várias picadas de Tabanidae ou melhor Mutuca, como era de se esperar tinha mais uma boa subida, ora, estávamos em uma represa e para sair dele tem que subir :D – Passado a subida veio uma descida forte e cheia de curvas e bastante pedra solta, no caminho encontrei o Luiz e passei por ele, o bixxo jogou um olho grande que o pneu dianteiro furou, para variar levei uma câmara reserva furada. O bixxo acabou emprestando a dele.

Encontramos o restante do pessoal na cachoeira, fiz uma parada rápida, o Pedro já tinha se mandado para Schroeder, a fome dominava seu pensamento e suas pernas, continuei a descida que ficou um pouco mais forte e com curvas mais insanas, do lado esquerdo o penhasco era de causar vertigem, e como disse o Stulzer, dava para saltar de para-glide do morro.

Arce praticando Yoga

Fizemos uma parada em um posto de gasolina, nos reagrupamos e de repente chuva. Esperamos a chuva passar e escutamos a história de um senhor com sua bicicleta de 60 anos, único dono, quase todas as peças originais, só não era original o que desgastou – pedal, corrente, pneu… Quando a chuva aliviou um pouco saímos todos juntos e logo formou-se um pelotão cruzando a cidade, mantivemos este ritmo por um bom tempo até a estrada de chão começar, ao chegar na rodovia do arroz fizemos outro grupo menor e saímos novamente formando um pelotão agora menor, segui na frente por uns 15 minutos puxando a turma em uma média de 36 km/h, até sentir a perna pesada, o Lyra tomou a frente e seguiu puxando o Luiz e o Arce e logo abriram uma boa vantagem, fiquei para traz junto com o Stulzer e o Fábio, seguimos na chuva, ora forte ora mais fraca, mas sempre com chuva até o posto Rudnik. Um pouco antes de chegar, levei um susto, o Stulzer caiu ao subir um desnível do asfalto, quando olhei para trás, vi ele escorregando no asfalto molhado e a bicicleta indo para a pista. Susto passado e umas escoriações no braço.

Foto: Rodrigo Stulzer

Todos chegaram bem cansados, mas com um sorriso no rosto e a satisfação de ter concluído um pedal de soltar as tiras, foram várias as piadas e muito suor neste pedal de fim de ano, que teve: Subida de serra, descida de serra, sol, chuva, asfalto, terra e muito mais…

E o parabéns especial para o Du que além de organizar todo este pedal recuperou-se de uma cirurgia na patinha e não tinha participado do Cerne II e também para o Lyra que também passou por uma cirurgia e já mandou um Costa verde e Mar e seguiu junto nas subidas comigo.

Fotos:

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