Vila da Glória – 376
Nos reunimos no posto Casil as 6:30 da manhã, com céu totalmente aberto e com temperatura agradável, mas esse céu sem nuvens prometia muito calor. Saímos Eu, Zé, Mildo, Adilson, Melissa e Wini pela BR 376 sentido Santa Catarina. Mildo e Zé foram carregando alforjes, pois estão se preparando para uma viajem em janeiro. Nos empolgamos e seguimos forte pela BR, foram 3 furos de pneus somente, algumas paradas no meio do caminho para reagrupar. Cheguei em Garuva 10:08 logo o Mildo, Melissa e Wini chegaram, meia hora depois chegaram o Zé e o Adilson.
Ficamos no posto de Garuva pelo menos uma hora e meia, hidratando e comendo algo, inclusive panetone e pêssego que o Mildo estava carregando nos alforjes. Há essa hora o sol já estava fritando o asfalto, protetor solar revisado e água abastecidas, saímos em direção a Vila da Glória.
Este trecho, apesar de ser bem menor e não haver muitas subidas, foi o mais complicado, o calor pegou e castigou bastante, já era meio dia quando o pessoal começou a ver coisas, inclusive o tal do Ponto G
Eu estava de camiseta preta (um vacilo meu), minhas costas cozinhavam no sol, em uma das poucas subidas minha corrente quebrou, fui procurar a ferramenta e descobri que não estava levando ela, resultado: fiquei esperando o Mildo chegar, o bicho demorou, tinha parado para um banho no rio. Descobrimos depois que a ferramenta dele não vale nada. Fica aqui a dica: Marca Lifu fuja. Não consegui abrir o elo da corrente, logo chegou o Zé, ai sim o treco abriu…
Ainda faltava uns dez quilômetros até Vila da Glória… que sofrimento. A Melissa e Wini já estavam lá de velhos (já pedalaram 11.000km só esse ano), quando chegamos apareceu um Rafael, viajante de Vinhedo, que está promovendo o ciclismo na cidade dele – o cara vai até Floripa sozinho e sem barraca, dorme onde der, maluco.
Resolvemos seguir até o lugarejo chamado Sai, cinco quilômetros a frente. Já parei lá antes com o Rafael Gassner e o Adilson Galiano, e tinha certeza que aceitava cartões de debito, bom, não aceita. Temporada chegando e facilidades não há, a travessia de barco para são chico era bem mais barato também, morremos com R$ 16,00 cada para atravessar com as bikes. Outra dica: fique em Vila da Glória, lá tem restaurante que aceita cartão debito e o ferry boat bem mais barato, entorno de R$ 1,50 o pedestre e R$ 1,00 a bike. Outro detalhe, no fim de semana o último barco ou o ferry boat sai às 16:00 horas.
Depois de duas porções de isca de peixe e uma de camarão, atravessamos para São Chico, nos despedimos da Melissa e do Wini e seguimos para a rodoviária para comprar as passagens de ônibus para Curitiba. o único ônibus a tarde/noite é as 18:50 e vai chegar em Curitiba depois das 22:30, se pretende chegar em casa para um compromisso sério, tipo aniversário, esqueça.
Todo mundo moído e vagado pela cidade, paramos para apreciar um sorvete, um termômetro no centro da cidade ainda marcava 31 graus as 17:40.
Foram 138 km, média de 29.4 km/h, 3 pneus furados e uma corrente quebrada.













