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Eu estava com a manhã comprometida e não daria para ir no pedal do Leandro – lá pelas bandas da Serra dos Veados, o Mildo também estava com problemas em sair cedo, resolvemos então de última hora pedalar aqui por São José dos Pinhais e encontrar com um outro grupo que ia fazer um pedal mais light – Jaiderson e o Zé. Mas para minha surpresa o Rafael veio junto com o Mildo e como estava relativamente cedo para encontrar a turma, saímos em direção a Roça Velha para coletar uns track por lá, mas no meio do caminho encontramos várias estradinha que eu não conhecia e também não estavam no GPS.
Logo no começo já começou a sina… perto da Col. Murici o meu pneu traseiro furou, e logo em seguida em menos de 5km mais um furo, meu lógico… Foram no total 5 furos, 3 furos meus, 1 do Mildo e outro do Rafael.
Ao chegarmos na Colônia da Malhada, paramos em uma lanchonete que esta sempre aberta “Sábados e Domingos” abastecemos as caramanholas e a barriga também. O Mildo viu que seu pé de vela estava quase desmanchando, todos os parafusos das coroas estavam soltos e caindo, um se foi.
Resolvemos voltar, o tempo começou a ficar meio fechado, mas escolhemos voltar pelas Gamelas e depois fazer o 3 Mata Burros e acrescentar ainda a Trilha dos Jesuítas, já que não daria mais tempo de encontra o outro grupo.
Seguimos em direção das Gamelas achamos mais umas estradinhas mas nenhuma tinha saída, e depois veio as subidas até chegar no ponto mais alto 1013 metros na Papanduva da Serra, logo em segui viria o sobe e desce dos “3 Mata Burros” passamos por um mata burros visível ainda.
Mais a frente depois de muito sobe, pegamos a entrada da trilha dos Jesuítas, que já estava cheio de lama
e ai começou a diversão.
Diversão??? – ah, é por causa da lama né?
Quase isso, o Mildo estava com pneus slicks e andar em trilhas com este tipo de pneu não é muito recomendado, abaixo está o motivo
5 Pneus furados = R$ 30,00
1 Selim quebrado = R$ 48,00
3 Revisões = R$ 180,00
Ver o Mildo esticado no chão = Não tem preço!
Enfrentamos a trilha e uns motoqueiros também, a trilha estava boa, muito barro, muita água, muita valeta e muita pedra lisa, até o Rafael quebrou o seu banco ao cruzar uma dessas valetas.
Chegamos na 277 cansados e muito sujos, paramos no SAU e matamos um café, o Mildo agora puxando o pelotão a 40km/h com seus pneus slicks.
Cheguei em casa bem cansado, achando que ia ser um pedalzinho light, fechei com 76 km pedalados, média de 19.32, 1060 de altimetria em 6 horas de pedal e 4 horas pedalando.
Mais fotos: Trilha dos Jesuítas
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Revolução do Automóvel
1 Comentário | Posted by Fabrício Souza in Bicicleta, Carros, Cicloativismo
No início do século XX, os automóveis eram caros, difíceis de dirigir e funcionavam precariamente. Então, criei uma fábrica moderna que produziu um carro simples, acessível e fácil de usar. O resultado, você sabe. A indústria automobilística
explodiu no mundo inteiro, o que mudou o desenho das cidades, até chegarmos à situação em que nos encontramos, com emissoras de rádio dedicadas somente a noticiar o trânsito.
Um tanto por culpa e outro tanto porque sou engenhoso mesmo, pensei num novo produto que vai revolucionar mais uma vez a maneira como vivemos. Ao contrário do que você possa imaginar, não se trata de nada que corteje o discurso da energia sustentável e renovável. Aliás, minha invenção mal precisará de uma energia motora. A gênese da minha ideia é muito simples: parece-me um contrassenso produzir carros cada vez mais potentes, cada vez mais velozes e furiosos, se mal conseguimos engatar a segunda. Não faz sentido imaginar carros com cada vez mais equipamentos de navegação se é difícil chegar à esquina.
A maioria dos carros que andam nas hipercidades são projetados para coisas que eles não podem fazer: mexerem-se.
Foi só juntar um mais um para perceber que precisamos mesmo é de um carro para ficar parado. Isso mesmo. Já estava na hora de lançar o autoimóvel.

Num só projeto, resolvemos os problemas do déficit habitacional e o de trânsito. Esses novos bólides viriam equipados com o que interessa: cama, fogareiro e banheiro químico. O resto do que você precisa tem num celular. Milhões de pessoas finalmente poderiam morar perto do trabalho (caso tivessem a sorte de ficarem num engarrafamento perto dele). O autoimóvel iria promover uma redução de impostos. O IPVA e o IPTU seriam integrados. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias também não faria sentido . Tiraríamos pessoas da economia informal. Os flanelinhas seriam promovidos a zeladores. Os ambulantes passariam para o mercado de delivery. Os carros maiores, do tipo SVU, poderiam ser convertidos em área de lazer coletiva, como as praças. Diminuiríamos diferenças sociais entre os bairros. Autoimóveis populares poderiam ser vizinhos de uma perua de luxo.
Um dos efeitos colaterais seria uma inevitável mistura de apelos publicitários praticados pelas indústrias da construção e da automobilística. Já imagino até um anúncio: “Venha morar nas Vivendas do Sedan, motor 0.0, design arrojado, espaço gourmet, o carro mais espaçoso da categoria, parado ali no coração do engarrafamento que mais cresce na Zona Sul”.
O Autoimóvel é uma ideia boa e necessária. E que tem mercado garantido. Pois já nasce com o apoio incondicional das autoridades que estão sempre a fazer túneis, viadutos e outros estímulos para entupir as ruas.
Achei no Blog do Ford
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Guaraqueçaba – Salto Morato – Parte 2
5 Comments | Posted by Fabrício Souza in Bicicleta, Cicloturismo
Depois do susto da noite passada, acordamos um pouco tarde do previsto. Nosso café da manhã foi uma caramanhola com uma lata de leite condensado e alguns pães com biscoito. Levantamos o acampamento e arrumamos as coisas e saímos do parque já era umas 9:40. O caminho de volta não estava lá aquelas coisas, muito barro devido a chuva que caiu a noite toda, nisso já atolamos rodas e os pés, logo chegamos na famosa estrada de Guaraqueçaba, o cansaço bateu antes de chegarmos a Tagaçaba e olha que Tagaçaba fica a menos de 35 quilômetros do parque, e só faltava mais 65 quilômetros até Morretes, mas aquele sobe e desce quase infinito, só não tão infinito pois tem horas que você só sobe, e numa desta subidas chegamos ao mirante, que também parece mais uma daquelas cenas do “Lost”.
Quando chegamos em Tagaçaba, parecia que tinhamos pedalado uns 80 quilômetros. Tomamos um café de verdade e tocamos em frente, faltava muito e como faltava, subida e descida para chegar ao asfalto, a estrada tem muitas pedras e nas subidas tem mais ainda, a bicicleta as vezes patina e isso cansa muito.
Bem mais adiante alguns trechos com retas imensas, e quando eu achei que tinha acabado as subidas, ai sim veio uma monstruosa com 210 metros de altitude, foi ai que me acabei de vez.
Chegamos no asfalto já era mais de 15:30, e depois de andar mais uns dois quilômetros no asfalto a bagageiro do Rafael quebrou. O suporte que se prende ao selim partiu, partiu para aquele lugar segundo o Rafael, sorte estávamos no asfalto e prendemos como deu, usamos um extensor e ficou uma maravilha. A fome e o cansaço estava na cara dos dois e paramos no Recanto Rio do Nunes, lanchamos e o céu caiu, muita chuva, o Gassner resolveu ler e eu arrumar meu cambio que falhou muito durante toda a estrada. Uma hora depois resolvemos seguir viagem até Morretes e procurar abrigo para passar a noite, achamos o Hotel Nhundiaquara, parece meio assombrado, mas nada como o dois ciclo-fedidos e cansados.
Acordamos, comemos e fomos atrás de uma bicicletária para trocar o bagageiro. Pegamos o caminho para São João da Graciosa e claro subir a estrada da Graciosa. Subida dura mas menos cansativa que a estrada de Guaraqueçaba, alguns caldos de cana para aguentar a subida e lá fomos nós. Antes da uma da tarde chegamos no mirante da Graciosa.
Depois de alguns petiscos, seguimos para a BR-116, antes paramos no último caldo de cana e comemos pastéis, a parte mais entediante da viagem foi pegar esta estrada, são mais 45 quilômetros até chegar em casa, a chuva nos cercou várias vezes, mas não tomamos um banho de chuva se quer durante toda a viagem
O Rafael me acompanhou até perto de casa e depois ele seguiria pelo centro até Curitiba.
Fotos desses dois dias:
Salto Morato – Morretes 28/01/2010
Morretes – São José dos Pinhais 29/01/2010
GPS:
Morretes – São José dos Pinhais : 
No pedal do domingo passado havíamos combinado de fazer um “último pedal do ano” esses acima de 100 quilômetros, mas ninguém sugeriu nada e logo no começo da semana o Leandro enviou a proposta de pedal pelo Canyon Amola Faca
uma excelente sugestão.
Sai já era 06:20 da manhã e estava um pouco frio mas gostoso para pedalar, ainda mais que eu estava atrasado, iria encontrar o pessoal as 07:00 no Passeio Público então pedalei rápido e ainda cheguei 10 minutos atrasado, lá encontrei o Mildo, Pedro e o Renato Pedaleiro para minha surpresa, ele andava meio afastado dos pedais. Mal cumprimentei a turma e partimos para a Havan Barigui onde o combinado era 7:30, chegamos todo juntos, e partimos em 8 pedalantes Leandro, Du, Jops, Busa, Pedro, Mildo, Renato e eu.
Iniciamos em ritmo muito bom pela BR-277 até a entrada de Campo Largo onde paramos para um café da manhã, e ainda continuo me perguntando “esse pessoal pedala para comer ou come para pedalar!”
Seguimos em direção a São Luiz dos Purunã, logo apareceram os “speedeiros” eu, Mildo e o Du pegamos o vácuo deles e fomos longe e de Mountain bike.

Foto: Mildo
A subida da serra de São Luiz do Purunã foi tranquila, logo no fim da subida o Du nos alcançou e ainda pregou uma peça no Mildo que por sua vez mostrou que ainda é bruto
, atravessamos a rodovia e nos reunimos novamente em um ponto de ônibus ao lado do pedágio e aproveitamos para mais uma descansada mas agora era mais tranquilo pois já tínhamos atingido 1130 metros de altitude e agora era só descer para 860 metros até Balsa Nova onde um almoço suculento nos esperava, mas antes de chegar em Balsa Nova nos deparamos com uma parede alguns tiveram de empurrar a bike também pudera o sol já castigava e já estava próximo do meio, passado o perrengue chegamos em Balsa Nova, almoçamos e tiramos um merecido descanso na praça da cidade.
Tá espera ai! e o tal canyon do Amola Faca? Não sei eu também não vi!
A volta foi mais tranquila ainda, pelo menos até pegar o asfalto da BR-277. O sol brilhava forte e o almoço pesava, paramos em uma venda para comer uns sorvetes em uma cidadezinha chamada Bugre que fica entre Balsa Nova e Campo Largo, a história do asfalto! Esta parte sempre é a mais complicada sol e um mais sobe do que desce o Renato começou a sentir as pernas e paramos em Campo Largo para comer umas sobremesas de fruta e descobri o tal salame sem gordura
Eu, Mildo, Renato e Pedro saímos um pouco antes do resto do pessoal, o Mildo e o Pedro logo distanciaram-se e eu segui com o Renato que começou a sentir muito a sua perna, fizemos algumas paradas estratégicas e logo chegamos em Curitiba.
Me despedi do Renato e segui para São José dos Pinhais, escolhi a canaleta da Marechal Floriano e peguei um vento forte até chegar em casa, me desgastei muito e já faz mais de um mês que não faço um pedal logo o último foi o Sete Suicida acabei sentido a perna também.
Outros relatos
pedaleiro.com.br
CicloturistaUrbano
Números do Pedal
Distância – 168 km
Média – 21.20
Tempo pedalando – 08h 02′
Tempo total – 10h 13′
Fotos
Canyon Amola Faca
Depois de três semanas sem nenhum pedal consistente, retomei as atividades, sabe como é, fim de ano chegando tudo fica meio corrido e começa a faltar tempo para o lazer. Mas pedalar é preciso. Quarta-feira resolvi dar uma volta por São José mesmo e escolhi um trecho com bastante subidas, achei uma ciclovia pelo GPS que cruza o Parque Iguaçu, nunca tinha visto esta ciclovia e o trecho é bem bonito mas no finalzinho da ciclovia existia uma ponte que não estava mais lá, pensei que teria de voltar tudo novamente mas achei um caminho alternativo que descia lateralmente o barranco e cruzava o leito do rio que estava seco, ainda bem. Neste dia fechei o “treino” com 30 quilômetros e média de 18.2 Km/h.
Já na quinta-feira fui até o Clube Aliança para uma aula de natação, e depois da como não estava chovendo (Quase um milagre) dei uma esticada até o posto da policia rodoviária na BR 376 uns 2 quilômetros antes do pedágio, a ideia era ir até lá no pedágio, mas o tempo virou quase que instantaneamente, começou a ventar muito forte e a chover naquela região por este motivo retornei embora, com o vento ajudando a média aumentou um pouco e fechei este dia com 51 quilômetros e a média em 23.8 Km/h.
Sábado pretendia pedalar, mas por motivos profissionais acabou não sendo possível, e também pudera com a chuva torrencial que caiu perto do meio dia me desanimou completamente, deixei para hoje pois já estava marcado o pedal “bate e volta” que o Mildo agitou, bate e volta para eles que saem de Curitiba e vão até o pedágio e retornam para mim fica bem mais curto o pedal, mas resolvi acordar mais cedo e encontrar o pessoal no ponto marcado que era o Passeio Público, assim aumentei o pedal em 20 quilômetros só para compensar a diferença. Compareceram para o pedal o Mildo, Luiz O. do 2MP, o Rafael Tyska do Wolfskin e um amigo do Rafael o outro Luiz ambos conheci neste pedal, saímos perto das oito horas da manhã, eu era o único com a bike acima dos 17 quilos, estava com meu Rack Top Pack antes de pegar a BR tivemos um pneu furado, reparado o pneu partimos em ritmo alucinante eu Mildo, Luiz O. e o outro Luiz, o Rafael começou a ficar para traz, mantivemos uma média de 28 Km/h apesar do vento contra, paramos no final da subida da acadêmia do Guatupê para esperar o Rafael que neste momento estava muito longe, até o SAU foram mais uns 10 quilômetros e fui mais tranquilo batendo papo com o Luiz O., chegamos no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) e lá encontrei seu Wilson, batemos um papo e ele logo se despediu. Comemos alguns cookies e bolachas e descansamos tiramos umas rixas “saudáveis” com os speedeiros e voltamos embora, agora com o vento a favor e como diz o Mildo foi um MELLL… até speedeiro no nosso vácuo tinha, é mole! Ao chegar no trevo da Rui Barbosa me despedi da turma e fui para casa, cheguei cedo 10:30 da manhã, deu até pra fazer uma moral com a patroa
e o Mildo com o Odois.org, acabei fechando o domingo com 71.21 quilômetros e média de 25.6 Km/h.
Georreferências

