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Capivari Menor (Morro da Antena)

Por , 12 de julho de 2016 23:52

O mês começou bem, iniciamos com uma montanha 74 km distante de São José dos Pinhais, o destino foi o Morro Capivari Menor, também conhecido pelo nome de Morro das Antenas, este faz parte do Pico Capivari Grande.

Sai sozinho de São José pedalando pelo contorno sul até encontrar o Luiz, Arce, Pedro e Formiga na BR 116 as 07:30 da manhã, amanheceu muito frio, já iniciei o pedal com 6 graus e baixou para 4 durante o trajeto. Sem muitos atrasos o pessoal chegou e seguimos em direção a São Paulo pela BR-116, o céu quase sem nuvens proporcionou um visual muito bonito do amanhecer.

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Passando o portal da Estrada da Graciosa para frente eu não conhecia e a partir deste ponto o acostamento fica mais limpo, como estava frio ainda o ritmo foi puxado e assim o corpo se manteve aquecido até chegar no posto que fica no pé do Capivari. Lá paramos para um lanche e últimos ajustes nos trajes antes da subida, eu tirei todas as 3 camadas de blusas que eu estava, pois sabia que ia esquentar e esquentou muito na subida.

Subi com uma relação 39×30 (sim, fomos de estradeira) e foi muito difícil, o trajeto até o topo do morro é todo feito em concreto, porém, tem uns trechos destruídos e com certeza uma MTB é mais aplicada para passar, o Formiga que foi mais sensato e colocou pneus de estrada na sua MTB e assim subiu com maior facilidade.

Após 34 minutos estava no topo do morro Capivari Menor com seus 3,5 km e trechos com mais de 20% de inclinação, o visual estava compensador.

Agora tinha o retorno, descemos com as bikes travas e no pé do morro ficamos esperando o Formiga que furou os dois pneus na descida e acabou descendo a pé e empurrando a bike.

No total foram quase 160 km com 3000 de altimetria, outras fotos no álbum.

Estrada do Capivari

Vista da estrada do Morro Capivari

Luiz, Eu, Formiga, Pedro e Arce

Luiz, Eu, Formiga, Pedro e Arce

Castelhanos

Por , 9 de novembro de 2015 10:28

Após quase 7 anos andando de bike pelas colonias de São José dos Pinhais e outras regiões, finalmente fui até a Colônia Castelhanos, sempre um contra tempo ou outro me impedia de ir até lá. Durante essa semana eu e o Daniel colocamos como meta executar esse pedal, e ir até lá neste fim de semana, nem que chovesse! O Daniel também compartilhava desse peso ciclístico em não conhecer o Castelhanos.

Resolvi fazer o percurso, tradicional ou seja, indo por dentro das Colônias, e depois pela Colônia Roça Velha, passando pelo Morro Redondo e seguindo em frente, peguei o track do Renato Pedaleiro que fez essa aventura lá em 2008, só que ao contrário. Nesta empreitada além do Daniel e eu, foram William Koep, Bianco, Valquíria e Diogo e o Amigo dele Anderson.

Saímos bem cedo, às 06:00 da manhã e a ideia era parar muito pouco, o dia amanheceu agradável e sem chuva, mas com o clarear do dia veio uma garoa e a neblina que ficou o dia todo e atrapalhou o visual dos lugares, a garoa virou chuva próximo do Morro Redondo e chegamos a cogitar o cancelamento e se contentar com o Morro Redondo somente, porém, a chuva parou e resolvemos seguir em frente, Diogo e seu Amigo retornaram embora.

Mantivemos uma passada boa até a bifurcação Usina Guaricana / Chaminé paramos ali para um lanche rápido e seguimos para onde apontava “Chaminé” onde tivemos uma sequência de descidas, mas logo veio as boas subidas tudo na faixa de 18% a 20% de inclinação ou seja, muito pesadas, neste ponto as garoa já estava presente novamente e foi assim até quase o final, a estrada não estava muito ruim, mas como estava muito molhado e com neblina, enxergar era um luxo, passamos a bifurcação da entrada da Colônia Castelhanos e subimos mais um pouquinho, a descida até o Rio São João foi rápida e estrada a estrada muito boa. Paramos na ponte para umas fotos e lubrificar a corrente e tirar areia dos conduítes, pois a subida mais longa era a próxima meta, subir de 300 metros até 780 em 5 quilômetros, estava preparado para o pior, pois os relatos dos amigos que andaram aqui anteriormente não era dos melhores, mas nos surpreendemos, a estrada como as outras que passamos estava muito bem conservada e tinha pontos onde a inclinação era pior que estava ate com asfalto 🙂

Rio São João

Ainda sorrindo!

Paramos logo após a subida para esperar e o frio bateu forte, suados e molhados da garoa, lá em cima o vento batia forte, a Valquiria sentiu a panturrilha na subida. Faltava ainda 3 quilômetros até a BR, chegamos lá ao lado de uma lanchonete e comemos alguma coisa e alguns lavaram as bikes em uma borracharia, ainda com um frio de lascar fiquei com o casaco e seguimos pela BR em um ritmo bem forte, na altura de Tijucas do Sul o radiador estava fervendo forte e fui obrigado a tirar o casaco, estava quase quebrando, pois estava suando demais.

Cheguei em casa as 13:40, 125 km pedalado com 20,6 de média e 2800 de altimetria, a próxima será Castelhanos com tempo melhor e ao contrario.

Mais fotos no álbum

Desafio dos Rochas 2015 – Pomerode/SC

Por , 28 de abril de 2015 9:57

Recentemente criamos aqui em São José dos Pinhais uma turma para pedalar MTB e essa turma gosta de andar forte, consequentemente essa turma virou um grupo e por sua vez montamos uma equipe de MTB, obviamente a equipe tem suas metas e uma delas foi participar do Desafio dos Rochas 2015, um desafio de 100 quilômetros com 3100 metros de altimetria oficialmente divulgado, a principio tranquilo, pois essa mesma turma participou do Desafio Cicles Langner em dezembro de 2014 em Campo Largo com 100 quilômetros também e altimetria na casa dos 3500 metros. Resolvemos treinar forte, buscar subidas longas e bem inclinadas para não sofrer tanto lá em Pomerode como sofremos em Campo Largo. O roteiro divulgado pelo organizador incluía 25 quilômetros de trilhas, isso preocupou um pouco pois imaginamos uma coisa e que na verdade era outra.

Os destemidos Eu, Serginho, Daniel, Alexandre, Felipe e o “Style Man” Wilian participamos da prova mais dura do sul do país.

Largamos às 8:00 da manhã, os primeiros 40 quilômetros foram bem planos com uma subida forte no meio e uma média acima dos 30 km/h. Consegui me manter no pelotão até o inicio da primeira subida, consegui manter um ritmo bom mesmo quando começou a primeira trilha e com algumas partes boas e pedaláveis, no fim de uma subida forte no quilometro 46 tinha um ponto de abastecimento de água e chopp, sim chopp, deu vontade de largar tudo e ficar ali sentado olhando o pessoal sofre naquela subida e tomando chopp, fiquei na vontade e segui, o Felipe por sua vez não resistiu a tentação e abandonou justamente nesta parte, ainda mais quando apareceu um alemão com uma tabua com churrasco picadinho. No fim da trilha no quilometro 53 em uma descida muito ingrime e escorregadia acabei levando um tombo, na hora não achei nada grave, porém bati as costas no banco e a virilha no guidão, e dai em diante senti muita dor na lombar e na virilha quando chegou as trilhas mais cabulosas, onde não tinha como pedalar e somente empurrar a bike morro acima. Depois do quilometro 70 começou uma subida de um morro gigante feita totalmente em trilha em mata fechada, impossível pedalar, neste ponto o dor na lombar e na virilha me tiraram da corrida e fui me arrastando até conseguir chegar no final. O sacrifício foi grande a diversão é o que conta e claro e a experiência em participar de um evento deste porte.

Largada

Felipe abandonando a prova depois do chopp e churrasco

Não poderia falar da corrida e não mencionar a pousada onde ficamos, que aliás recomendo. A Pousada Casa Wachholz, que na verdade é uma casa do ano de 1867 a mais antiga da região ele fica na rota enxaimel, ela passou recentemente por uma restauração e hoje serve como pousada, um pouco da história dela está representada em fotos e cartazes dentro dela.

Mais fotos no álbum Desafio-dos-Rochas / Pomerode.

Pedal de encerramento 2010 – Dona Francisca e Rio do Julio

Por , 15 de dezembro de 2010 19:48

Não poderia ser diferente o pedal de encerramento de 2010, não muito diferente de subidas, calor, chuva, descidas alucinantes e bikes quebradas.

Toda essa ideia foi proposta, organizada e viabilizada pela turma do Odois. O comunicado com quase dois meses de antecedência e lógico,  esqueci de viabilizar minha folga para este dia, mas como não sou perder um pedal desses e deixar o povo falando mal eu tive que ir 🙂

A turma reuniu-se primeiramente em Curitiba, mais tarde eu e o Zé nos encontramos no posto em São José para esperar o pessoal que vinha com a van e as bikes na carretinha, na verdade uma carretona, super rápida a montagem e também não foi preciso desmontar nada para prender a bicicleta.

07:10 estávamos na estrada ruma a estrada Dona Francisca, paramos na lanchonete Rio da Prata onde desembarcamos e encontramos o restante do pessoal – Mr. Heil, Rdrigo Stulzer e o Peterson. A turma que estava na van eram – Du, Lulis, Arce, Luiz, Renato, Pedro, Daniel, Lyra, Zé e Eu.

Foto : Rodrigo Stulzer

Todos apostos iniciamos a subida já de cara da serra Dona Francisca, as 09:20 com um solzinho bem forte na cabeça, a transpiração era coisa certa neste local do pais, pois é sempre quente e abafado os pedais para esses lados. A subida da serra é mais complicada no inicio onde uma reta bem inclinada assusta bastante mas depois é mel na chupeta, um pouco antes do mirante da serra existe uma cachoeira que fica do lodo oposto que quem sobe, e lógico tinha uma sombra providencial, resolvi dar uma parada nela para baixar o ritmo cardíaco e refrescar um pouco, o restante da turma resolveu parar também e se impressionaram com a cobra, pouco mais a frente cheguei no mirante onde estava marcado o primeiro ponto de encontro. Depois de muitas fotos e muita água e todos descansados resolvemos seguir em frente e terminar a subida da serra até a entrada para estrada do Rio do Júlio.

Nesta parte o grupo ficou bastante separado, como a represa do Rio do Júlio estava perto, cerca de 10 quilômetros, resolvemos seguir em frente até lá, pois não conseguia contato com o Du via rádio. Esperamos cerca de uma hora e meia para a chegada do pessoal, que acabou atrasando devido a problemas na bicicleta do Renato e o mesmo resolveu voltar e descer a serra para encontrar a van.

Depois da chegada do pessoal que ficou para traz ajudando o Renato, a turma disparou para cachoeira do Macaquinho, não aguentavam mais as várias picadas de Tabanidae ou melhor Mutuca, como era de se esperar tinha mais uma boa subida, ora, estávamos em uma represa e para sair dele tem que subir 😀 – Passado a subida veio uma descida forte e cheia de curvas e bastante pedra solta, no caminho encontrei o Luiz e passei por ele, o bixxo jogou um olho grande que o pneu dianteiro furou, para variar levei uma câmara reserva furada. O bixxo acabou emprestando a dele.

Encontramos o restante do pessoal na cachoeira, fiz uma parada rápida, o Pedro já tinha se mandado para Schroeder, a fome dominava seu pensamento e suas pernas, continuei a descida que ficou um pouco mais forte e com curvas mais insanas, do lado esquerdo o penhasco era de causar vertigem, e como disse o Stulzer, dava para saltar de para-glide do morro.

Arce praticando Yoga

Fizemos uma parada em um posto de gasolina, nos reagrupamos e de repente chuva. Esperamos a chuva passar e escutamos a história de um senhor com sua bicicleta de 60 anos, único dono, quase todas as peças originais, só não era original o que desgastou – pedal, corrente, pneu… Quando a chuva aliviou um pouco saímos todos juntos e logo formou-se um pelotão cruzando a cidade, mantivemos este ritmo por um bom tempo até a estrada de chão começar, ao chegar na rodovia do arroz fizemos outro grupo menor e saímos novamente formando um pelotão agora menor, segui na frente por uns 15 minutos puxando a turma em uma média de 36 km/h, até sentir a perna pesada, o Lyra tomou a frente e seguiu puxando o Luiz e o Arce e logo abriram uma boa vantagem, fiquei para traz junto com o Stulzer e o Fábio, seguimos na chuva, ora forte ora mais fraca, mas sempre com chuva até o posto Rudnik. Um pouco antes de chegar, levei um susto, o Stulzer caiu ao subir um desnível do asfalto, quando olhei para trás, vi ele escorregando no asfalto molhado e a bicicleta indo para a pista. Susto passado e umas escoriações no braço.

Foto: Rodrigo Stulzer

Todos chegaram bem cansados, mas com um sorriso no rosto e a satisfação de ter concluído um pedal de soltar as tiras, foram várias as piadas e muito suor neste pedal de fim de ano, que teve: Subida de serra, descida de serra, sol, chuva, asfalto, terra e muito mais…

E o parabéns especial para o Du que além de organizar todo este pedal recuperou-se de uma cirurgia na patinha e não tinha participado do Cerne II e também para o Lyra que também passou por uma cirurgia e já mandou um Costa verde e Mar e seguiu junto nas subidas comigo.

Fotos:

Outros Relatos:

Vale Europeu – Terceiro dia

Por , 30 de janeiro de 2010 22:50

Acordar em um lugar como Altos Cedros, com certeza é uma experiência fora de série, mas o pedal tinha que continuar e assim o fiz. Cedo desci para a casa do seu Raulino e fui tomar um café da manhã, logo em seguida estava atravessando a barragem de Altos Cedros no barco do seu Raulino.

Oito horas da manhã em ponto estava iniciando o pedal em direção a Palmeiras o equivalente ao sexto dia oficial. Temperatura agradável e uma paisagem realmente muito bonita, a estrada segue a barragem durante 6 quilômetros, mas não se engane, serão pelo menos mais 25 quilômetros de subida. Saindo de Altos Cedros a paisagem predominante é de reflorestamento, empresas madeireiras tomam conta do lugar, por outro lado a estrada que deveria ser de terra é quase na verdade um anti pó, as empresas jogam um cascalho preto bem moído na estrada, por isso a impressão e fica uma beleza para pedalar.

O ritmo foi um pouco mais lento apesar de a estrada estar uma beleza, lisinha, mas por baixo estava fofa devido as várias chuvas, o solo acabou ficando encharcado e quando o pneu passava o terreno afundava. Aproveitei para tirar boas fotos, o céu estava ajudando também.

Passados os 25 quilômetros, agora é só alegria as descidas compensam os esforços de subir, mas ficar atendo também é bom, perder algumas paisagens pode acontecer. Vi uma cachoeira a beira da estrada com antecedência e quase que eu não consigo parar para desfrutar da água gelada e encher as caramanholas.

Cheguei exatamente meio dia em Palmeiras e adivinha…. o único lugar para carimbar o passaporte e almoçar estava fechado em plena segunda-feira, o jeito foi sentar e comer umas bolachas recheadas que tinha levado e tomar água, passado uns 20 minutos apareceu um caminhão de entrega de cigarros e uma moça abriu o portão ao lado, perguntei se poderia carimbar o passaporte e a mesma disse que sim, pelo menos isso, o rapaz do caminhão informou que uns 6 quilômetros a baixo tinha um restaurante que estava servindo o almoço e me mandei para lá 😀

Como havia descido 6 quilômetros para poder almoçar acabei desviando um pouco o percurso original e não segui o rio Milanês, mas o outro caminho também era muito bonito e com uma descida monstruosa que seguia um rio, mais a frente o caminho retornou ao original.

Logo estava eu no trevo que leva a subida mais temida do circuito, este trecho já faz parte do último dia oficial, ou seja o sétimo dia, Palmeiras-Timbó. Começa com um subidinha e logo você começa a se perguntar por onde eu vou passar, só poder ser um pedal misturado com montanhismo tipo este “7 Suicida – Morro Mãe Catira e Morro do Sete“, mas não é, são 2 quilômetros com uma subida descomunal, talvez só fusca, corcel e ciclistas ande por aquelas bandas. Em um trecho a bike empinou e tive de empurrar alguns metros ai achei uma entradinha que levava a um rio que virava cachoeira.

Passado o verdadeira pedreira, depois fica tudo mais fácil, agora é só descida até Rodeio e depois um asfalto até Timbó. Chegando em Timbó minha esposa já estava me esperando, fomos tomar uma café em uma panificadora e depois pegar o tal certificado.

Fechei o pedal com 96,33 Km em 9h 04m e média de 17.28 km/h

Fotos: Vale Europeu 3° Dia 18/01/10

Trajeto do GPS: GPSies - Vale Europeu 3° Dia

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